segunda-feira, 10 de outubro de 2011

'Chupa o meu cacete', diz Rafinha a repórter da Folha

O que muitos gostariam de Falar para a  
Folha de São Paulo.

O comediante Rafinha Bastos
Rafinha Bastos, do "CQC", respondeu hoje com palavrões a repórter da equipe da coluna de Mônica Bergamo, da Folha, quando questionado sobre piadas que fez no domingo em um show em São Caetano do Sul. 

"Chupa o meu grosso e vascularizado cacete", afirmou ele à coluna por e-mail.

Ontem, durante o stand-up que fez na cidade do ABC, Rafinha fez piadas com o ator Fábio Assunção e com a Nextel, que o contratou para anúncios publicitários.

Ao dizer que uma operadora de telefonia móvel teria um serviço usado apenas por "prostitutas e traficantes", o apresentador, de acordo com relato publicado pelo site da revista "Veja", disse: "É celular usado por traficante, e o pior é que eles sabem disso. Não é à toa que têm Fábio Assunção como garoto-propaganda."

O ator já admitiu que usou drogas. Foi afastado do trabalho e chegou a ser internado para tratamento médico. Hoje está em cartaz em São Paulo com a peça "Adultérios" e no programa "Tapas e Beijos", da TV Globo.

Assunção não quis se manifestar sobre os comentários de Rafinha.

A Nextel disse: "Acreditamos em personalidades como Fábio, que superam limites e que controem uma nova história de vida. E, principalmente, em todo ser humano que acredita na transformação e na evolução".

A coluna enviou hoje de manhã e-mail ao apresentador do "CQC" pedindo que comentasse e explicasse a declaração que fez em São Caetano.

Ele enviou o xingamento como resposta. A mensagem chegou depois do fechamento da coluna.

da Redação Folha Ilustrada

Leia também:

Em “Péssima Influência” Rafinha Bastos promete soltar o verbo




A defesa do pai de Rafinha Bastos

por Julio roberto hocsman no Blog do Nassif
Prezados Leitores
Após as várias críticas ao Rafinha surgiu,, uma entre tantas outras,  que me obriga manifestação.Filhinho de papai. Esta posta-se em primeiro lugar entre as mais equivocadas. Tosco, grosseiro, piadista pesado vá lá, são os riscos da atividade ,mas filhinho do papai definitivamente não. E digo isto na qualidade honrosa de seu pai! Na qualidade de quem sempre esteve  e estará ao seu lado para o que der  e vier. Vos digo também como pai e amigo que o Rafa jamais se colocará como vítima desta história. Ele é um humorista de texto próprio, que saiu aqui do Sul há 10 anos e venceu na mais competitiva cidade do Brasil. Talvez aí resida o foco maior da desmesurada raiva contra ele.
p>Raiva de seus próprios colegas de televisão. Alguns em início(não sei se passarão disto) e outros com carreiras já concluídas. Uns e outros que já pousaram de democratas e hoje se arrastam em busca de favores do que de mais retrógado ainda persiste em existir neste pais. Nós da família estamos tristes,  não há como negar.

Tristes por ele e pela constatação do grande espaço que a mediocridade ainda ocupa entre nós. E é dela que o mal se alimenta e não das piadas do meu filho. Mas felizmente , assim como o Miguel do Rosário existem muitos outros inconformados e é isto que nos anima. Mas como diz o canto alegretense vai Rafinha , segue o rumo do teu próprio coração. E um beijo bem grande nele. Teus pais Julio e Iolanda e tua irmã bárbara.

Outro comentário deixado aqui no Observatório Online no artigo:

Rafinha Bastos, o nosso Judas  - Por Eder Fonseca


Prezado Eder- ,Parabens pelo corajoso e lúcido comentário. O que aconteceu ao Rafa nos entristeceu.
Entristeceu, e com a mesma profundidade que nos entristece a constatação do espaço que a mediocridade, a traição pessoal e a inveja profissional ainda ocupam em nosso país.

O Rafinha saiu daqui do nosso cantinho provinciano há 10 anos e neste curto espaço de tempo venceu aí em São Paulo e foi matéria na midia internacional.Isto a muitos alegra ,a outros pesa como uma ameaça.

Vencer de forma igual, nem pensar. Mais fácil é destruir.Os nazistas fizeram isto com livros pensando que com a fogueira queimavam idéias. Mas elas continuaram circulando , superaram o gesto medíocre. Assim será com o Rafinha ,isto nós te asseguramos pois já vimos ele superar outras adversidades.E esta garantia é de quem o conheçe de berço.

Julio Hocsman e Iolanda Bastos Hocsman - PAIS DO RAFINHA

O beco sem saída do PSDB

por Luiz Nassif  no advivo

Dilma vai para a Europa e faz recomendações aos governos nacionais. Em editorial, o Estadão critica sua postura professoral. Aí o senador Álvaro Dias ecoa as críticas no Senado, em mencionar a fonte. E o mesmo faz José Serra no Twitter. Na entrevista de Aécio Neves ao Estadão, a falta absoluta de ideias.

E só. Consultem os jornais, rádios, as últimas declarações de políticos e lideranças tucanas. Resumem-se a isso, críticas pontuais, em geral pautadas pela mídia.


Há dois tipos de políticos que aspiram a presidência. Aquele que traz novas ideias que mudam primeiro seu partido, depois o país; ou aquele que reflete as ideias e valores de determinados grupos e, especialmente, de seu partido político.

Obviamente Aécio não é gerador de ideias próprias. Mas e o PSDB? Como solta assim no ar o balão do seu candidato, sem sequer ter se dado ao trabalho de costurar um programa, um conjunto mínimo de ideias que fosse? Cadê seus pensadores, seus estrategistas? Como é que se monta um discurso oco em cima de uma mera pesquisa de opinião?

Ouso supor que o partido está em um beco sem saída.

O núcleo financista do partido – hoje em dia encastelado na Casa das Garças – tem interesses próprios. O PSDB foi apenas a escada para se lançarem ao poder. Embarcaram de carona na onda neoliberal, traduziram os bordões e o jogo de interesses para o português, usaram o partido que tinham à mão. E nada mais.

O núcleo desenvolvimentista sumiu. Os irmãos Mendonça de Barros resolveram aderir ao mercadismo do dia-a-dia e núcleo FGV-SP – de Bresser-Pereira e Nakano - está fora do barco faz tempo.

De seu lado, Serra transformou seu entorno no mais puro esgoto político. Jogou pelo ralo as ideias de um grupo de técnicos respeitáveis, assumiu sua própria ignorância econômico-político-administrativa, passou a exigir dos seguidores provas seguidas de vilania e trouxe à tona a cara de um partido que já não tinha ideias para oferecer. Nem o DEM, na fase mais iracunda, conseguiu chegar perto da imagem medieval que Serra conferiu ao PSDB.

Sempre torci para que o PSDB conseguisse se refundar, apresentar-se como uma oposição legitima e civilizada, exorcizando os fantasmas da última eleição. Seria o amadurecimento final do modelo político brasileiro.

Apostei em Aécio como uma alternativa do partido ao cenário de trevas representado pelo Serra, muito mais pela concepção administrativa que seu governo desenvolveu. Mas não tem fôlego para se impor. A sorte do país é que, com Aécio ou sem Aécio, também não há retorno para Serra.

A cada dia que passa fica cada vez mais claro que o partido entrou em um caminho sem futuro. Perdeu massa crítica de pensadores. Com Serra, perdeu legitimidade junto aos meios intelectuais e à opinião pública esclarecida. Os sociólogos e cientistas políticos da USP desempenham apenas papel de viúvas de FHC, sem conseguir entender ou elaborar o novo. O próprio FHC recolheu-se a uma merecida aposentadoria. Faltava apenas o reconhecimento de fora para aplacar suas angústias. Dilma forneceu-lhe o reconhecimento.

Cumprir-se-á o vaticínio de José Sarney que, em 2009, previu que a oposição sairia do seio das forças coligadas à situação.

Jogo de xadrez

Passados mais de 20 anos da primeira eleição direta do país pós-64, é interessante notar como se deu o xadrez político.

Fernando Collor surgiu com o discurso novo, que mudou o país. Não colheu os frutos por ser um desastre político. FHC herdou o discurso modernizante de Collor, e atraiu – meramente pelo efeito imã do poder – as melhores ideias acumuladas ao longo dos dez anos anteriores.

Havia um genuíno sentimento centro-esquerda em curso, aspirando a modernização mas com responsabilidade social.

Fosse um político de visão, FHC teria avançado nas privatizações mas, ao mesmo tempo, fechado o campo para a oposição, entrando decididamente na área social. Tinha quadros, novas ideias amadurecidas pelo país e uma grande conselheira em casa, dona Ruth.

Mas limitou-se a entrar na onda financista mundial. Recebeu as ideias de mão beijada e não teve fôlego para elaborar em cima delas.

Não teve nem visão para perceber a armadilha cambial, montada pelo lado financista, nem sensibilidade para entender que a chave para os vinte anos de poder – ambicionados por Sérgio Motta – estava em dona Ruth, não nos Bachas da vida.

Como nunca teve visão apurada dos grandes Estadistas, deixou uma avenida aberta para o discurso social do PT.

Eleito, Lula deu as cabeçadas iniciais previstas. Mas a bandeira social foi tão forte que ajudou-o a resistir ao episódio do “mensalão”.

Depois, consolidou-se mapeando todos os diferenciais apregoados pela oposição e ocupando o espaço. Com sua intuição, fez o que FHC deveria ter feito no seu governo, para não abrir espaço para a oposição.

Com o Banco Central de Meirelles aplacou a oposição mercadista (a um custo alto para o país). Com as políticas sociais não populistas, consagrou-se mundialmente como o homem da inclusão. Com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) levantou a bandeira da gestão dos investimentos públicos. Absorveu os movimentos sociais, trouxe o PT mais para o centro e foi jogando gradativamente o PSDB para a direita.

Esvaziou a campanha sistemática dos que o apontavam como ameaça à democracia, golpista etc.

Finalmente, indicou para a presidência uma candidata com todas as características enaltecidas pelos seus próprios críticos – características acessórias, que não mudavam a essência do governo. Uma presidenta sem arroubos oratórios, classe média, estudada, mais comedida na política internacional, com mais gestão (em cima das bases plantadas), sem entrar em guerra com a mídia e encarnando a figura da “faxina” e pragmatismo nas questões de concessão e privatização.

Entende-se a sinuca de bico do PSDB.


‘O DEM estará proibido de fazer alianças com o PSD’


À ponto de desaparecer da política nacional e com a baixa que teve o partido, o Senador José Agripino (RN) tenta fortalecer e juntar os gatos pingados que restaram no DEM.

por Anna Ruth Dantas

A crise política no Governo Rosalba Ciarlini (DEM) tende a se agravar. O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia,  anuncia que o partido não fará nenhuma aliança no pleito de 2012 com o PSD, legenda presidida no Estado pelo vice-governador Robinson Faria.  O senador afirma que essa é uma resolução nacional dos Democratas e será seguida por completo no Estado potiguar. Embora afirme que não há problema na relação pessoal com o vice-governador Robinson Faria, José Agripino demonstra que a aliança entre o DEM e o hoje líder do PSD já é fato passado. Ao comentar o esfacelamento da bancada do PSD na Assembleia Legislativa, onde estavam sendo anunciadas a adesão de seis deputados e terminou apenas com dois (Gesane Marinho e José Dias), José Agripino confirma que partiu do Governo a reação para não ser “refém” do partido de Robinson Faria, já que esse teria 25% da Assembleia Legislativa. Para o líder do DEM, o que o vice-governador tentou fazer foi tutelar o Governo. “O Governo tem obrigação e legítima defesa de garantir sua governabilidade. O Governo tinha obrigação de trabalhar para não ser refém de ninguém. O Governo tem obrigação de ter aliados, de não ser subordinado a ninguém”, destaca o senador José Agripino Maia. Enquanto demonstra afastamento político que soa como rompimento com Robinson Faria, o senador do DEM confirma a aliança com o PMDB, enaltece a tendência do PR ser aliado do Governo Rosalba e é enfático ao afirmar que a chegada das duas legendas na base “oxigena” as alianças. Na proximidade com os peemedebistas, o senador José Agripino vai além e já fala na possibilidade de apoiar o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) para o Senado em 2014. Analisando o pleito de 2012 na capital potiguar o senador praticamente descarta apoio à reeleição da prefeita de Natal Micarla de Sousa e demonstra “simpatia” com o projeto político do deputado federal Rogério Marinho, que disputará o Executivo pelo PSDB.  Sobre política partidária, ações administrativas e os polêmicos projetos que tramitam no Congresso Nacional, o senador José Agripino Maia concedeu a seguinte entrevista à TRIBUNA DO NORTE.

Clique aqui e leia na íntegra a entrevista do senador

domingo, 9 de outubro de 2011

PSD de Kassab enterra os demos

por Altamiro Borges no Blog do Miro


Na sexta-feira, 7, terminou o prazo de filiação partidária para quem deseja disputar as eleições municipais de 2012. Superando as expectativas, o recém-criado PSD, do prefeito Gilberto Kassab, atraiu inúmeras lideranças de direita e centro-direita e causou enorme estrago na oposição demotucana. As filiações ao novo partido-ônibus reforçam as dúvidas sobre o futuro do DEM, PSDB e PPS.


Balanço parcial das deserções

Segundo levantamento parcial, o PSD já nasce com 47 deputados federais, dois senadores, cinco vice-governadores e dois governadores, dezenas de deputados estaduais, 600 prefeitos e perto de 6 mil vereadores. E o número de filiados ainda pode aumentar, já que o prazo para a troca de legenda sem caracterizar infidelidade partidária termina no dia 28 deste mês.

“Chegamos ao prazo final das filiações para os candidatos às eleições municipais com uma musculatura muito do maior do que esperávamos. A correria foi muito grande. E no último dia, ainda garantimos a filiação de um craque para nosso time, o Meirelles, que já desponta como um candidato fortíssimo à prefeitura de São Paulo”, comemora o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz.

A ridícula declaração de Agripino

Como já era previsto, a principal vítima do PSD é o DEM. Ironia da história, Gilberto Kassab, eleito prefeito de São Paulo por esta legenda, está enterrando de vez os demos. O partido já perdeu 17 deputados federais e corre o risco de sofrer mais duas baixas. Com estas deserções, o DEM perde o título de quarta maior bancada da Câmara Federal e terá que ceder salas e cargos. Desespero total!

Em alguns estados, os demos já queimam no inferno, para desespero do diabo. É o caso de Santa Catarina. “Todos os prefeitos do DEM, sem exceção, seguiram os passos do governador Raimundo Colombo e do ex-deputado Paulo Bornhausen, e migraram para o PSD”, informa o jornal O Globo.

Apesar do desastre, o senador José Agripino, presidente da sigla agonizante, ainda tenta disfarçar. “Não fechamos a contabilidade sobre as perdas nos municípios. Mas a nossa preocupação não é com o número de prefeitos com que ficamos, mas com os que serão eleitos no próximo ano”. Cínico e ridículo! A tendência é que o DEM não sobreviva por muito mais tempo.

O inferno astral dos tucanos

Outros partidos também sofreram abalos com a criação do PSD. O PP de Maluf perdeu seis deputados e o PPS de Roberto Freire teve quatro baixas – ficando com apenas oito federais. PMDB, PMN e PR perderam três deputados, cada. Mas depois da tragédia dos demos, os tucanos são os mais afetados. Três deputados já abandonaram o ninho e outros dois farão o mesmo nos próximos dias.

Mas o PSD parece insaciável e deseja engolir outros tucanos, descontentes com a falta de rumo do partido e com as intermináveis brigas internas. As bicadas ficam cada dia mais sangrentas entre Alckmin e Serra. Na escolha do candidato a prefeito da capital, as rasteiras e baixarias vieram à tona. Para piorar, o PSDB não tem como fugir das denúncias de corrupção na Assembléia Legislativa. O inferno astral dos tucanos pode render ainda outros filiados para o PSD de Kassab.

Pietá duvida de apoio a Meirelles na periferia de SP

Agência Estado

A possibilidade de o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles disputar a sucessão municipal em São Paulo por seu novo partido, o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, foi recebida com desdém por dirigentes do PT. "Eu pergunto qual é a chance do Meirelles na periferia de São Paulo?", desafia o secretário geral do PT, Elói Pietá (foto). "Na periferia tem que ter enraizamento para ter confiança lá. E o Meirelles não conhece muito esse mundo, ele conhece muito o mundo da administração financeira."

A hipótese de Meirelles como rival nas urnas em 2012 repercutiu em ato da Mensagem ao Partido, corrente do PT que ontem declarou apoio à candidatura do ministro Fernando Haddad, da Educação, na corrida para a maior prefeitura do País. O próprio Haddad, porém, foi cauteloso ao comentar o deslocamento do ex-presidente do BC do PMDB para a nova agremiação. "Ele (Meirelles) é qualificado, participou do governo Lula. É do jogo democrático. Vamos discutir a cidade em alto nível."

O ministro, preferido de Lula para disputar o comando de São Paulo, reconheceu que seu partido "se deixou fragmentar muito na cidade de São Paulo nos últimos anos". Ele defendeu um "processo de sintonia fina por uma mudança responsável".

Para o deputado Adriano Diogo (PT), o ministro da Educação tem como principal característica "a capacidade de agregar apoios e não nega a tradição da esquerda, da luta popular".

O ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, disse que, a partir do momento em que um novo partido (PSD) é reconhecido pela Justiça eleitoral, é natural que as pessoas migrem para ele. "Não sei nem se é intenção, se é vontade dele (Meirelles sair candidato a prefeito). Tenho de me preocupar é com a escolha do candidato do meu partido e buscar alianças. Sinceramente, gostaria que não tivesse prévias. Meu desejo pessoal é que unificássemos uma candidatura forte."

sábado, 8 de outubro de 2011

Em "Péssima influência" Rafinha Bastos promete soltar o Verbo

Por Flavia Mello

Numa semana cercado de polêmicas, Rafinha Bastos, desde seu afastamento do "CQC", na última edição do programa, retorna aos palcos neste fim de semana, com apresentação no Teatro Paulo Machado de Carvalho amanhã na cidade de São Caetano -SP.

Em uma entrevista a Tiago Mariano do Diario do Grande ABC, Rafinha Bastos Se esquiva de comentar o episódio que lhe deixou de fora da bancada do humorístico –
A  condição para a concessão da entrevista, por e-mail, era não comentar sobre o assunto -, Rafinha promete soltar o verbo durante a apresentação, já que costuma abrir-se às perguntas da platéia em seus solos e encontrará dezenas de pessoas interessadas em saber suas opiniões sobre o ocorrido.

"Não é em todo show que faço isso. Às vezes me dá na telha e converso com a platéia. Costumam me perguntar muito a respeito do "CQC" e da "Liga". Gosto de manter contato próximo com quem vai me ver. Muita piada surge daí", conta o humorista.

Sua declaração sobre Wanessa (ex-Camargo) e sua gravidez - a de que ele ‘comeria' a cantora e o bebê - foi proibida de entrar na conversa. Mas, ainda falando sobre proibições, Rafinha contou que há apenas três coisas que considera de mau tom no humor: "Eletrodomésticos em cena, o consumo de hortaliças e principalmente o salto com vara."

Esse é seu segundo espetáculo de stand-up, chamado de "Péssima Influência", que ele diz ter pegado emprestado da matéria do "The New York Times", que o citou como a persona mais influente do Twitter. "É apenas uma piada em cima disso", considera.

Para ele, troca o nome, mas não o formato. "Não muda muito de um espetáculo pro outro. A força do que eu faço está no meu texto. Quando fecho o conteúdo do show, ele costuma se repetir. É claro que situações de improviso aparecem, mas o solo não muda. Gosto de manter o mesmo roteiro."

Rafinha diz ainda ainda que a piada mais engraçada que ouviu sobre si mesmo veio de sua mãe, quando ela disse "você é lindo, Rafael", conta que não pensa nos efeitos do humor além da risada. "Olha, eu faço comédia. Os estudos sociológicos eu deixo para os profissionais da área. Meu objetivo é fazer rir, só isso."

Ele conta que nem tudo é graça em sua vida, mas, por tudo que diz, deixa claro que não há polêmica e nem julgamento capazes de fazê-lo pensar que no humor existem proibições além do salto com vara, os eletrodomésticos em cena e as hortaliças. "Levar a vida com bom humor é vital para a saúde, claro, mas eu não sou o melhor exemplo disso. Não sou o homem mais sorridente do planeta."

PSD é a 3ª maior bancada na Câmara de Deputados

por Franco Ahmad

 
Foto: Fabrício Escandiuzz

O Portal terra revela que antes mesmo do prazo final para filiação de políticos que pretendem concorrer a cargos eletivos no ano que vem, o Partido Social Democrático (PSD) tem recebido um grande número filiações e já conta com a terceira maior bancada no Congresso Nacional.
 
Segundo o Portal, são 52 deputados, a maioria vinda do DEM, além de dois senadores, segundo afirma o líder da legenda na Câmara, o deputado federal paulista Guilherme Campos. Com isso, o partido passa o PSDB, que passaria a ter 51 deputados, e fica atrás apenas do PT, com 88 deputados, e do PMDB, com 78. No entanto, especula-se a saída de cinco peemedebistas da legenda para se filiar ao partido criado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.


Nos Estados, o partido conta com dois governadores, seis vice-governadores e centenas de deputados federais, segundo afirma a própria legenda. Campos diz que existe ainda muita movimentação na Câmara entre os parlamentares. Na legislatura atual, que tomou posse no começo do ano, foram eleitos 88 deputados do PT, 78 do PMDB, 52 do PSDB, 44 do PP e 43 do DEM. "Tem movimentação em todos eles. Vamos ter que esperar o resultado final para ver que tamanho e a composição que a bancada vai adotar na Câmara", afirma. 

Analistas ouvidos pelo Portal Terra especulam que o partido pode se tornar grande a ponto de disputar a presidência da República e rachar o curral eleitoral petista em regiões como o Nordeste.

PSD = Partido Só da Dilma

O líder da legenda diz o partido vai desempenhar um papel independente na Câmara dos Deputados. No entanto, nem todos acreditam na independência. "O PSD é o Partido Só da Dilma", brinca o professor de ciência política licenciado da Universidade Federal de Brasília e consultor de empresas Paulo Kramer.


Para ele o surgimento do PSD como uma das maiores bancadas, antes de qualquer eleição, mostra problemas na legislação eleitoral brasileira. "É uma coisa espantosa, que reflete o irrealismo da nossa legislação eleitoral e partidária, o fato de um partido que não tem um voto ter mais de 50 deputados e dois senadores". 

Já o mestre em ciências sociais e pesquisador associado do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas da USP (NUPP) Edison Nunes diz que Kassab realizou uma manobra muito astuta, do ponto de vista estratégico, ao criar o PSD, já que seu antigo partido, o DEM, não tinha muita expressão em São Paulo e ele não tinha espaço ou cacife político para surgir como liderança nacional entre os caciques. O sentimento de alienação, segundo Nunes, parece ter sido o mesmo entre os novos filiados. "Quando se arrasta 10% dos deputados, deve haver um sentimento de relativa alienação desses deputados quanto ao sistema decisório no parlamento." 

Nunes faz uma análise mais ampla e diz que o surgimento do PSD é um reflexo do fenômeno de despolitização pela qual passam os partidos brasileiros, a não ser em casos de disputa eleitoral. "É um sistema de competição, que tem como realidade prática, fundamentalmente, a moeda administrativa", diz ele se referindo as medidas aprovadas no Legislativo, que se resumem as orientações gerais de saúde e educação, por exemplo, deixando de lado as discussões verdadeiramente políticas. "O que resulta disso é que você tem uma sobrevalorização da atividade de metas administrativas, e não políticas", completa.

Kramer diz que apesar do PSD acomodar muitas lideranças oposicionistas que estavam insatisfeitas em seus antigos partidos, a legenda será uma terceira via, mais amena, na base política da presidente Dilma, uma vez que ela sofre muitas pressões de seu próprio partido, o PT, e do PMDB, principal aliado. "O PSD acomoda, ou promete acomodar, outras situações, inclusive a do José Serra, caso ele não venha a ser preterido pela máquina do seu partido para concorrer a governador ou presidente da República. É um partido que, apesar de não ter nenhum voto, ainda tem muito futuro, tendo em vista os interesses que ele promete acomodar, tanto da parte do governo, quando da parte da oposição."


Segundo Kramer, o PSD não seria um partido despolitizado, mas sim uma "moldura vazia na qual os políticos colocam o quadro que querem", um PMDB escancarado, "refletindo ai o destino do PMDB que é essa federação frouxa de interesses de oligarquias regionais", critica.

Já Edison Nunes prefere deixar o julgamento moral de lado e atribui o surgimento de novos partidos, como o PSD, a uma saída legítima e racional para os políticos sem espaço, já que o "sistema estimula isso". "O político que não faz parte da base aliada fica com a margem de manobra restrita. Daí a necessidade, de tempos em tempos, de fazer um rearranjo de quem vai sistematicamente sendo excluído desse núcleo. Uma das formas é criar uma nova sigla."
 

O PSD e a presidência

"O partido do Kassab pode gerar, a curto prazo, ambições muito maiores. Suponha que ele se relacione com algum governador do Nordeste que hoje é aliado de alguma sigla federal. É capaz que ele faça um nome para disputar a presidência da República. Isso seria um problema grande para o PT, porque racha o curral eleitoral. Seria uma jogada, do ponto de vista estratégico, muito brilhante", especula Nunes.

Ele diz que o partido se assemelha um pouco ao PMDB, mas não deve ofuscar o principal aliado do governo federal pelo histórico de pactos e alianças. "Dificilmente podemos pensar que ele vai substituir o PMDB, mas ele pode sim trazer uma proposta de disputa do Executivo federal que, de repente, pode ser exitosa.

A realidade, que sempre é mais criativa do que nós analistas, mostra que a solidez desmancha", metaforiza. Segundo ele, Kassab percebeu que existe uma terceira ou quarta via de disputa ao governo federal após a expressiva votação de Marina Silva (ex-PV).


Com informações do Portal Terra

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Estadão pede desculpas a FHC

Você já imaginou ver a seguinte manchete estampada nos jornais brasileiros?

"Ex-Presidente Lula esclarece que a informação publicada por erro no Estadão de que ele..."

Pode ter imaginado, mas nosso imprensalão nunca vai chegar perto de desmentir as bravatas e as distorções que contra ele fizeram. Fosse o que fosse, não só não havia um pedido de desculpa, com havia sim, um endosso, e mais, diziam que Lula queria censurar a imprensa e a liberdade de expressão.

Eu iria além. Será que algum dia a Folha vai pedir desculpas por ter publicado a falsa ficha criminal de Dilma, que dizia que ela era terrorista? E a Folha sabia que não passava de um trabalho de photoshop.

Mas quando uma palestrante americana veio ao Brasil falar o óbvio, que o PSDB descambou para a direita e deveria assumir esse papel (já que nos EUA ser de direita é uma religião e ser de esquerda é ser do capeta), FHC apenas deu um telefonema e todas as prensas foram paradas. Era preciso "desmentir" e pedir desculpas. É bom "esclarecer" diz o estadinho, para que não se imagine que nosso príncipe da vendilhança seja achincalhado pelos fatos inconstestáveis de seu governo, que só a mídia não reconhece como nefastos.

Chega a ser cômica e patética a forma como os jornalistas dessas publicações vagabundas fazem deferência à tucanada. É uma servidão incacreditável. Os mais experientes tentam esconder, pra não dar tanto na cara. Os mais jovens, pela visível falta de vivência, batem continência e vão logo lambendo as botas dos antigos mandatários que entregaram o país aos gringos e por pouco não nos leva a lona irrecuperável.

Sem mencionar à subserviência à ditadura brasileira, cujas atitudes o estadinho endossou publicamente.

Azar do povo se as pessoas sumiam ou eram mutiladas e torturadas. Isso era problema dos outros.

Azar do povo se a privataria tirava os empregos do Brasil e levava pra fora. Os donos da mídia continuavam com suas contas bancárias bem gordas.

Simplesmente, ridículo.


Extraido do Anais Político

Empresa do CQC assume Artístico da Band

por Flavia Mello

Monica Iozzi, Marcelo Tas e Marco Luque
 na bancada do "CQC"
no dia em que Rafinha Bastos
 foi afastado (3/10/2011)
As mudanças que a Bandeirantes irá anunciar, ainda no decorrer deste mês, provavelmente na outra semana, se referem ao seu Departamento Artístico.

O atual responsável, Hélio Vargas, em uma função diferente, passará a atuar mais próximo do vice Marcelo Meira, inclusive respondendo por todo o setor de promoções, onde se incluem os concursos de misses e a Fórmula Indy.

E o que se sabe também é que o português não será mais “a única língua oficial da emissora”, pelo menos nos seus bastidores.

A influência da produtora Eyeworks-Cuatro Cabezas, que já é grande, será ainda maior. A linha de shows, em seu novo desenho, terá efetivado como diretor o argentino Diego Guebel, um dos fundadores da empresa responsável pelo “CQC”.

Por último, resta saber como ficará o relacionamento da Band com outras distribuidoras de formatos como Fremantle, Floresta, Endemol e Mixer, entre tantas. Esta é uma resposta que ainda não existe.

Mais um

O “CQC” já tem os dois novos integrantes da sua equipe aprovados
Mas apenas um irá estrear ainda este ano.


O retorno

Se nada se alterar até lá, a TV Cultura deve confirmar para o dia 17, segunda da outra semana, a estréia do novo “Roda Viva”.

O programa, além de outras alterações, terá a apresentação de Mario Sergio Conti


As informações são de  Flávio Ricco no Uol

A Globo, a Veja e o remédio que sumiu

Por Juliana Sada, no Escrevinhador

Como outros telejornais, o “Jornal Nacional” deu destaque nesta semana à resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proibiu três medicamentos emagrecedores que possuíam anfetamina. A diferença, na cobertura da Globo, foi trazer uma (meia) informação a mais: a alta procura por remédios emagrecedores estava causando problemas aos diabéticos. Tratava-se do caso específico do Victozia. Vendido sem receita e utilizado para controle da diabetes, o Victozia começou a ser muito procurado como emagrecedor, fazendo com que o remédio sumisse do mercado.

O telejornal da Globo entrevistou um diabético que não conseguia o medicamento e relatou que, nas drogarias, há listas de espera que chegam a mais de 100 pessoas. Até aí, uma reportagem correta, que presta serviço para o público. Se não fosse um detalhe: faltou ao JN  explicar por que houve esse aumento repentino na procura pelo Victozia… Não é preciso muito esforço para lembrar a capa da revista “Veja”, de um mês atrás, que trazia o anúncio: “Parece milagre! Novo remédio faz emagrecer 7 a 12 quilos e, cinco meses. E sem grandes efeitos colaterais.”. Era o tal do Victozia.

A reportagem da “Veja”, com ares de anúncio publicitário, parece ter sido o motivo para essa corrida às farmácias, prejudicando os diabéticos. Vale lembrar: o medicamento, no Brasil, é liberado apenas para o tratamento de diabetes, e não para uso como inibidor de apetite.
Na época, a reportagem de “Veja” causou polêmica. A Anvisa divulgou uma nota, na qual reiterava que o remédio deveria ser utilizado apenas para o tratamento de diabetes: “o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. E, apesar da revista afirmar que não haveria grandes efeitos colaterais, a Anvisa adverte que por ser um remédio novo ainda está sob observação e que até agora já se constataram efeitos colaterais como “hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária”. Coisa pouca, na visão da Veja.

A matéria da “Veja” também deixou em alerta a Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica: “achamos, no mínimo, temerária a propaganda do uso indiscriminado desse medicamento para emagrecer. Está provocando uma verdadeira corrida aos consultórios médicos para a prescrição da medicação”, nas palavras de Rosana Bento Radominski, presidenta da Associação.

A nota da Anvisa foi enviada à “Veja”, com o pedido de que fosse publicada na revista “como complemento à reportagem”. Até agora, nada. Nem uma resposta. A gravidade do conteúdo da matéria da “Veja”, que incentiva o uso do remédio, e o impacto negativo que isso tem na sociedade já demandariam que a nota de esclarecimento fosse publicada. São temas de interesse coletivo e que dizem respeito à saúde pública, por isso não deveriam ter de contar com a “boa vontade” dos editores da revista para publicação.

Entretanto, faltam mecanismos – simples e rápidos -  para que esse tipo de resposta seja garantido e para que os meios de comunicação não se esquivem de dar espaço para vozes dissonantes. São mecanismos como esse que devem ser garantidos na formulação de um novo marco regulatório das comunicações, que há muito tempo é reivindicado por movimentos da área e evitado por governos, apesar da mídia não parar de fornecer evidências da urgência dessa regulação.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meirelles é o candidato de Kassab em São Paulo

Uma notícia bombástica muda o quadro da sucessão em São Paulo. Nesta quinta, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou o PMDB. Na sexta, ele embarca no PSD, de Gilberto Kassab, e muda seu domicílio eleitoral para São Paulo; sim, ele será o candidato da bilionária máquina municipal

Leonardo Attuch-247 – Marta Suplicy, Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Bruno Covas... e, de repente, Henrique Meirelles. O quadro sucessório em São Paulo acaba de mudar radicalmente. Nesta quinta-feira, o ex-presidente do Banco Central formalizou sua saída do PMDB. Até as 18h desta sexta-feira, ele embarca no PSD, criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E, além disso, ele também transferirá seu domicílio eleitoral de Anápolis (GO), sua cidade natal, para São Paulo. O que quer Meirelles? Sim, ele sonha em ser prefeito de São Paulo e será o candidato de Gilberto Kassab – informação publicada em primeira mão pelo 247 (leia mais aqui). E que ninguém se engane: Meirelles, que durante oito anos foi responsável pela política de controle inflacionário, é um candidato forte, que contará com o apoio de uma máquina tem R$ 10 bilhões em caixa.

Cauteloso como sempre, ele guardou a surpresa para os instantes finais. Queria antes ter a certeza de que o PSD teria seu registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O prazo para novas filiações e transferências de domicílio eleitoral termina nesta sexta. Mas o jogo já foi combinado entre Kassab e Meirelles. Animado com a força política do PSD, que pode chegar ao fim de semana como o terceiro maior partido político do País na Câmara dos Deputados, ele já tomou sua decisão e embarca na nau de Kassab para ser o candidato da máquina. Aliás, não foi por acaso que Meirelles, recentemente, reassumiu o comando da Associação Viva o Centro, que luta pela revitalização do centro antigo de São Paulo – o que também é uma bandeira da atual administração.

As ambições políticas do ex-presidente do BC vêm de longe. Nas últimas eleições, ele tentou ser vice de Dilma, mas foi vetado por Michel Temer. Agora, é a hora do troco. Temer investiu alto na candidatura de Gabriel Chalita, estratégica para o futuro do PMDB, em São Paulo, mas está sendo surpreendido, de surpresa, por um ex-peemedebista. Apoios empresariais para a candidatura do PSD virão aos montes e numa cidade que tem um eleitorado ainda conservador, Meirelles tem boas chances de se eleger prefeito.
A cara do PSD
Meirelles também é um bom símbolo daquilo que o PSD pretende ser – um partido de centro que se equilibra entre PT e PSDB. Antes de comandar o Banco Central nos oito anos da era Lula, ele foi o parlamentar mais votado em Goiás pelo PSDB. Ou seja: Meirelles é um híbrido, que trafega entre bem os dois partidos, mas que, no governo Dilma, foi escanteado. Perdeu o comando do Banco Central para Alexandre Tombini, foi indicado para uma Autoridade Pública Olímpica que teve poderes reduzidos e até convidado para ser gestor dos preparativos para a Copa de 2014 pela Confederação Brasileira de Futebol – mas, neste caso, preferiu não comprar uma briga com o governo, que anda às turras com a CBF.
Agora, Henrique Meirelles encontra aquele quadro com o qual sempre sonhou: um cavalo arreado, pronto para ser montado. Oportunidades assim são raras e, desta vez, ele não irá desperdicá-la. 

Sob disfarce, CQC mirim constrange deputados no Congresso


Um repórter mirim do programa CQC, sob o pretexto do Dia das Crianças, constrangeu vários deputados de terça até esta quinta-feira (6) na Câmara. Em uma semana de trabalho menos intenso na Casa, eles acabaram levados a responder perguntas do programa da TV Bandeirantes apesar de normalmente evitarem as pegadinhas e piadas da atração televisiva –famosa entre os parlamentares por exibir quase exclusivamente os piores momentos de suas entrevistas.
Um repórter mirim do programa CQC, sob
 o pretexto do Dia das Crianças,
 constrangeu vários deputados
 de terça até esta quinta-feira (6) na Câmara
Entre as vítimas do pequeno João Pedro, 11, assessorado por um ponto eletrônico, estiveram o futuro líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Ônyx Lorenzoni (DEM-RS). Apesar da insistência do garoto, apenas Chico Alencar (PSOL-RJ) respondeu imediatamente quanto são 7 vezes 9. "Para você eu vou dizer que não sei", disse Wyllys, em tom de brincadeira.

O ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ao contrário de seus colegas, irritou-se com as perguntas feitas pelo garoto. "É verdade que você quer destruir a Amazônia?", ouviu o relator da proposta de reforma do Código Florestal. Ao ser questionado sobre sua presença na festa de 80 anos do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o deputado ficou visivelmente incomodado e disse não ser amigo do ex-prefeito de São Paulo. "Mas se não é amigo dele por que estava na festa?", perguntou João, que se tornou atração na Câmara durante suas entrevistas.

Vice-líder do PSDB, Paulo Abi-Ackel (MG) acabou convencido a falar. Do repórter mirim, ouviu que seu partido foi desidratado pelo PSD. A simpatia inicial com a criança desapareceu. "O PSDB continua forte apesar das suas brincadeiras", disse. Campos, do PSD, negou que seu partido seja "em cima do muro". "Mas vocês são o que, então?", perguntou o menino.

Quando Campos não soube responder onde estava a presidente Dilma Rousseff nesta semana (ela está em viagem pela Europa), João arrancou risos até dos seguranças do Salão Verde da Câmara, com mais curiosos do que parlamentares. "O senhor fez a mesma faculdade que o Tiririca (PR-SP), dá para ver", finalizou o menino.

Quem te viu e quem te vê

Por Evam Sena_247
Imagem: folha da manhã
Quem te viu e quem te vê. Inimigos ferrenhos por mais de uma década, que trocaram farpas e agressões públicas, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM) e o deputado federal Antony Garotinho (PR) se uniram para tentar derrotar o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na tentativa de reeleição no ano que vem.
Vai ficar tudo em família. O candidato a prefeito será o filho de César Maia o deputado Rodrigo Maia (DEM), e a vice, a filha de Garotinho a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR). "O cabeça vai ser o Rodrigo Maia, e a Clarissa é a vice", confirma Garotinho.
A aliança vai se repetir em outros municípios. O DEM terá o candidato a prefeito em Nova Iguaçu, Maricá e Itaperuna, e o PR em Volta Redonda, São Gonçalo, Duque de Caxias e Campos, onde a mulher de Garotinho, Rosinha, tentará a reeleição.
Em comum, Maia e Garotinho tinham a oposição ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rompimento com Leonel Brizola (PDT). Além é claro, de denúncias de corrupção nas costas. Embora aleguem que a aliança não esteja programada para se estender até 2014, a aliança tem Cabral como mira. “O nosso acordo é tático. Queremos combater o PMDB; não deixar Sérgio Cabral dominar politicamente o Estado”, afirmou Rodrigo Maia.
Os antigos adversários ensaiaram uma aproximação ainda nas eleições de 2010, mas não prosperou por divergências internas nos partidos. Depois que Garotinho foi eleito deputado federal, no ano passado, e passou a encontrar-se com Rodrigo Maia, foi selada a coligação. Unido com Garotinho, Maia pretende conquistar os votos dos evangélicos. “Não é um asfalto que vai dar o voto se, junto com esse asfalto, não vier alguém que ele [eleitor] diz “me representa, está comigo”, avaliou César Maia em entrevista no início do ano ao jornal O Globo.
Garotinho e César se enfrentam em 1998 nas eleições para o governo do Rio, com vitória do primeiro. Desde então, os dois trocam ofensas publicamente. Em 2006, o ex-prefeito associou Garotinho com “corrupção”, “desvios de conduta”, “o que há de pior no Rio de Janeiro e no Brasil”. "”Nós temos práticas políticas, idéias políticas que são antagônicas ao do Garotinho, comportamentais, inclusive, portanto, onde o Garotinho está nós não estaremos”, disse Maia há 5 anos.
Garotinho já insinuou enriquecimento ilícito de Cesar. “Cesar Maia é figura conhecida por suas estripulias. Ele é acostumado a inventar notícias em blog, a criar factóides, mentiras, ofender pessoas. Em termos de ética, não reconheço autoridade [nele] para falar a meu respeito. Tenho 25 anos de vida pública. Meu patrimônio é exatamente o mesmo de quando comecei”, disse em 2006.

Maior jornal do Brasil processa blog independente e inaugura um novo tipo de censura



Ação inédita na Justiça está sendo boicotada pela mídia brasileira, que é dominada por poucas famílias, e abre um precedente terrível para todos os blogueiros do país

A exemplo do que aconteceu na eleição do Obama e em outros pleitos na Europa, na recente disputa presidencial brasileira, que terminou com a eleição da candidata de Lula (Dilma Roussef), a internet teve peso inédito na campanha eleitoral. A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra, que formou uma poderosa coalização política-midiática-religiosa conservadora — que acabou derrotada. A importância da Internet ficou óbvia no último dia 24 de novembro, quando Lula concedeu a primeira entrevista de um presidente brasileiro exclusiva para blogueiros. Foi um claro reconhecimento à sua importância e ao contraponto que eles fizeram à mídia tradicional.

Em meio a esse cenário, surgiu em setembro um blog chamado Falha de S.Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S.Paulo. Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras. Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.

O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas “avulsas”, o primeiro jornalista e o segundo, designer. E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.

Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras
do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader. Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil.

Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.

A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do  “uso indevido de marca”. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro.

Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior.

Entenda o Caso aqui