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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Substituto de Rafinha Bastos no CQC estreia na próxima semana



por Flávia Mello
 Equipe

O substituto de Rafinha Bastos já tem data de estreia no CQC. Segundo o apresentador Marcelo Tas, o humorista Maurício Meirelles aparecerá pela primeira vez no programa na semana que vem.

Maurício já participou de outros humorísticos, como “É Tudo Improviso” e “Legendários”.
Quem também deve se juntar ao elenco fixo do CQC é o repórter mirim João Pedro.

 Um terceiro integrante ainda não definido também é cogitado. Além de Rafinha Bastos, Danilo Gentilli também se desliga do programa no final do ano para se dedicar exclusivamente ao seu talk show “Agora É Tarde”



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Caso Rafinha: Em nota divulgada hoje, Wanessa Camargo se pronunciou pela primeira vez

por Flávia Mello
Eq. Observatório


Wanessa Camargo se pronunciou "pela primeira e última vez" sobre as afirmações do humorista Rafinha Bastos (que disse que "comeria" a cantora e também seu filho  que está prestes a nascer). Segundo ela, o que mais a ofendeu não foi a brincadeira feita por Bastos, mas sim sua postura diante ao fato. Para Wanessa, ele não pediu desculpas pelo que disse e ainda ironizou o ocorrido. "Desejo a ele o arrependimento e que compreenda o ferimento que causou", escreveu a cantora em seu site oficial.

"Não tive reação, só pensava em uma coisa: 'calma, ele vai ´consertar´ a frase, dizer que se enganou, falou errado e pedir desculpas'. Mas isso, como todos sabem, não ocorreu dentro do programa aquela noite e nem mesmo naquela semana, seja na imprensa ou nas redes sociais... A gota d'água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história", afirmou Wanessa.

Adicionar lege"A gota d'água, para mim,
foi assistir a um vídeo produzido
e postado pelo humorista onde ele,
 em uma churrascaria, ironiza toda essa história",
diz Wanessanda
A cantora disse que está apenas cumprindo seu papel de mãe, defendendo seu filho. E lembrou que, apesar do processo que abriu poder terminar com Rafinha Bastos na cadeia, existe a possibilidade de ele ter que pagar uma multa. "Qual será o valor estipulado a ele se tivermos ganho de causa, não cabe a mim ou minha familia decidirmos, isso cabe a Justiça", disse.



Confira o comunicado na íntegra

Diante de um silêncio engasgado e em risco de sufoco, me coloco, aqui e agora, fora dessa condição.

Quero falar, não porque estão me cobrando essa palavra, não para dividir lados e opiniões e nem para ganhar defensores. Apenas quero tornar pública a minha verdade, já que se trata da minha vida e da vida do meu filho, que nascerá em poucas semanas, e também para defender a mim e a minha família de falsas acusações.

Mesmo sendo de conhecimento geral o começo de toda essa história, gostaria de voltar à ela.

Em uma segunda-feira, voltando de um trabalho para casa, alguém próximo me informou o que tinha acontecido. Chegando em casa, entrei na internet e vi o vídeo que mostrava o humorista Rafael Bastos falando sobre mim e, infelizmente, também do meu filho. Confesso que tive de rever umas três vezes para ter certeza do que estava vendo e ouvindo.

Não tive reação, só pensava em uma coisa: ¿calma, ele vai ´consertar´ a frase, dizer que se enganou, falou errado e pedir desculpas. Mas isso, como todos sabem, não ocorreu dentro do programa naquela noite e nem mesmo naquela semana, seja na imprensa ou nas redes sociais.

No dia seguinte, toda mídia comentava o acontecido. Nos próximos dias, não havia uma pessoa que me encontrasse que não comentasse o assunto.

Confesso que o que era insuportável ficou pior ainda, pois, como se diz na linguagem comum: vi e ouvi o nome do meu filho na roda e a única pessoa capaz de estancar essa história, não o fez!

A cada dia que se somava de silêncio do outro lado, mais indignada e machucada me sentia. O assunto também indignou o público e eu não tenho nenhuma culpa disso. Já que a escolha de dizer o que queria em um programa ao vivo e em rede nacional, assistido por muitos, não foi minha.

Essa história foi tomando proporções maiores com cada atitude que o próprio humorista tinha. Aqui do meu lado, nada se ouviu sobre o assunto pois, inocentemente, ainda acreditava em alguma atitude de arrependimento.

A gota d'água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história.

Em quase 11 anos como cantora já me senti e fui ofendida, já me julgaram de diversas maneiras, mas foi uma escolha minha quando resolvi seguir essa carreira e dar ¿a cara a bater¿, porém, desta vez foi diferente. Rafael Bastos ofendeu, agrediu verbalmente, ironizou e polemizou com o meu filho.

E qual mãe no mundo não defenderia, até com sua própria vida, o seu filho?

Estou apenas desempenhando o maior papel que a vida me deu: ser mãe. Para defendê-lo, vi na Justiça de nosso democrático país, o melhor caminho. Por isso, entrei com um processo criminal de injúria que, segundo nossa Constituição e Código Penal, artigo 140 se aplica perfeitamente ao ocorrido, já que o crime de injúria consiste em ofender verbalmente a dignidade ou o decoro de alguém, ofendendo a moral, abatendo o ânimo da vítima.

Quando a notícia desse processo chegou ao conhecimento público, todos se apegaram a parte mais sensacionalista do caso, já que no artigo 140 a pena descrita para esse crime é de detenção de 1 a 6 meses. Esqueceram de dizer que a pena também se aplica com multa que pode ter um valor simbólico com doação de cestas básicas ou chegar a qualquer valor estipulado por um Juiz. E qual será o valor estipulado a ele se tivermos ganho de causa, não cabe a mim ou minha família decidirmos, isso cabe a Justiça.

Sinceramente, não estou interessada em dinheiro nenhum, muito menos que ele seja encarcerado em prisão alguma. Apenas desejo que esse processo faça o humorista repensar sua forma ofensiva de falar, disfarçada erroneamente em liberdade de expressão. Desejo a ele o arrependimento e que compreenda o ferimento que causou.

Gostaria de esclarecer, também, que eu e minha família não temos relação alguma com qualquer afastamento ou retorno envolvendo o humorista. Seria até pretensioso pensar que temos esse poder, já que a Band é uma empresa privada com seus donos, dirigentes e empregados e essa, sendo assim, se torna a única responsável por suas decisões. Qualquer notícia envolvendo esse poder fictício e covarde é falsa e mentirosa.

Muitas pessoas enviaram mensagens me pedindo para perdoar, mas só se perdoa quem pede desculpas e está arrependido. Eu não tive essa opção.

Essa é minha verdade e também a primeira e última vez que falarei publicamente sobre esse assunto. Tudo o que tinha para dizer eu disse aqui. Não sei se todos compreenderam minhas razões lendo este texto, mas peço, encarecidamente, pelo respeito ao meu silêncio de agora em diante.

Estou em um momento muito especial e sensível da minha vida e preciso de um pouco de paz, para receber meu filho com toda serenidade possível.

Obrigado pela atenção e espaço.

Wanessa Godoi Camargo Buaiz



Com informações do Jornal do Brasil

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O HUMORISTA & O TWITTER

Incertezas e impactos no mundo digital

por Guilherme Meirelles, no Observatório da Imprensa

Apenas sete meses separam a figura da personalidade mundial mais influente no Twitter daquela hoje odiada por boa parte dos brasileiros pelo seu humor corrosivo e de gosto duvidoso. Com atuação em programas que não atingem 5% de audiência, sem jamais ter participado de novelas e atuando unicamente em espetáculos-solo (os chamados stand up comedy) em casas alternativas e cidades do interior, o ator e humorista gaúcho Rafinha Bastos ganhou fama, dinheiro, amor e ódio graças às suas bem-sucedidas estratégias no ambiente digital, em especial na rede de microblogues Twitter e no site de compartilhamento de vídeos YouTube.

A intenção deste ensaio não é polemizar sobre o mérito do humorista ou sobre a agressividade de suas piadas, em especial a que gerou maior celeuma, envolvendo a cantora Wanessa Camargo, grávida de cinco meses – “comeria ela e o bebê”, disse Rafinha, ao vivo, na bancada do programa semanal CQC, fato que gerou a sua suspensão do programa por ordem da Rede Bandeirantes. Extra-oficialmente, o motivo alegado foi suposta pressão de anunciantes em razão da influência do marido da cantora, o empresário da noite Marcus Buaiz e seu sócio, o ex-jogador Ronaldo. Antes deste episódio, Rafinha já havia enfrentado problemas com o Ministério Público devido a uma piada que conta em seu espetáculo A Arte do Insulto, na qual aborda o estupro e as mulheres consideradas feias. No caso, o vídeo foi parar no YouTube e acabou gerando a ira de feministas e promotores, que acusaram Rafinha de “estimular o estupro”.

Rafinha Bastos não é o primeiro e nem será o último humorista a fazer uso de piadas consideradas grosseiras e preconceituosas. O seu colega de programa, Danilo Gentilli, igualmente passou maus bocados por causa de uma piada no Twitter sobre os judeus. Em gerações anteriores, humoristas como Costinha, Ary Toledo e os integrantes do grupo Casseta & Planeta (em sua fase inicial) usaram e abusaram de temas politicamente incorretos. Mas, nem de longe enfrentaram a reação exacerbada de determinados setores da sociedade e da mídia, inclusive da revista Veja-SP, normalmente dedicada a temas da capital paulistana, que estampou o artista em sua capa com o título “Rafinha Bastos, o novo Rei da Baixaria”.

O mais influente no Twitter

Por que, então, tamanha preocupação com um humorista restrito a pequenas plateias e programas de baixa audiência? “É a internet, estúpido”, pode-se dizer, parafraseando James Carville, então marqueteiro da campanha de Bill Clinton, em 1992, ao explicar a importância da economia na hora do voto.

Desde 1998, Rafinha Bastos utiliza as ferramentas da web para mostrar o seu trabalho como ator e comediante. Em Porto Alegre, sua cidade natal, bem antes da criação do YouTube, Rafinha já colocava seus vídeos na internet e obtinha cerca de 10 mil visualizações mensais. Quando chegou a São Paulo, intensificou seus conhecimentos e desde 2008 passou a postar as suas atividades no Twitter. Desde então, foram 4.942 tuitadas, o que tornou o seu perfil @rafinhabastos um dos mais seguidos do Brasil, hoje com 3.236.713 seguidores.

Há outros perfis mais populares, tanto no Brasil (caso do jogador do Real Madrid, Kaká (@kaka), com quase 6,3 milhões de seguidores) como no planeta, cuja liderança é da cantora Lady Gaga (@ladygaga), com mais de 14 milhões em todo o mundo. Mas, nenhum tão influente e capaz de gerar dinheiro para si próprio como o de Rafinha Bastos. Em março, o jornal americano NY Times publicou um estudo do Twitalyzer, serviço independente que mede a popularidade dos perfis na rede social,que apontava o humorista brasileiro como a pessoa mais influente no Twitter, superando celebridades mundiais como Lady Gaga, o rapper Snoop Dogg e o presidente americano Barack Obama (@barackobama). Para chegar a esta conclusão, a pesquisa não se baseou apenas no número de seguidores (na época, Rafinha tinha cerca de 2 milhões), e sim, na quantidade de vezes que suas mensagens são retuitadas.

Falando o que bem quer

O seu sucesso meteórico atraiu a atenção de publicações especializadas, como a conceituada revista americana Wired, considerada a Bíblia dos aficionados pelo mundo digital, que, em sua edição de março, procurou saber como um desconhecido comediante latino-americano havia superado nomes bem mais festejados no planeta. A entrevista passou em brancas nuvens pela grande mídia nacional, talvez ainda descrente do impacto e da influência dos tweets e das declarações de Rafinha Bastos.

Na entrevista concedida ao repórter Caleb Garling, Rafinha conta como foi o seu ingresso no mundo virtual, revela detalhes de sua estratégia e, ambicioso, não teve pudores em dizer que apostava alto em sua carreira, ao anunciar planos para tentar o mundo do show business em Nova York e Los Angeles, admitindo que precisava melhorar seu conhecimento do idioma inglês. Talvez pela inexperiência no mundo dos negócios, ou quem sabe, no afã de ganhar novos clientes, Rafinha abriu o jogo para a revista e revelou números que normalmente costumam ficar restritos em reuniões de cunho comercial. Para cada tuitada de um cliente, Rafinha cobrava na época US$ 4 mil, sendo que a postagem recebia, em média, 2 mil retuitagens. Um excelente negócio para ambas as partes, tendo em vista o custo zero da estratégia.

Em artigo que abordava a compra da empresa Tweetdeck pelo Twitter, o jornalista Pedro Doria destacava um ponto fundamental na diferença entre a rede de microblogues e outros grandes nomes da rede. “Google e Facebook têm quase que controle total de como suas redes são usadas. O Twitter, não.”

Hábil, Rafinha fazia uso de sua visibilidade na TV, lotava auditórios com seus espetáculos, angariava novos clientes no mundo publicitário e, principalmente, influenciava pessoas em todo Brasil, falando o que bem quisesse no Twitter. Entre seus alvos, estão desde poderosos grupos de mídia (Olá, Folha de SP, vai tomar no olho do c… Bjo no coração, Rafinha, postado em 20 de setembro), operadoras de telefonia móvel (Ter um iPhone c/ conta na Tim é como ter uma Ferrari movida a suco de abacaxi, em 14 de setembro) e companhias aéreas (Na coluna “Carta do Presidente” da revista TAM, gostaria q ele dissesse qdo conseguirei limpar minha bunda em suas aeronaves, na mesma data).

A chegada da Netflix ao Brasil

Ao que parece, a entrevista concedida à Wired rendeu frutos para o humorista. Em setembro, o mesmo New York Times voltou a tocar no tema e dedicou uma página de sua edição dominical, em matéria assinada pelo ex-correspondente no Brasil, Larry Rohter. Sem se expressar em inglês e unicamente graças ao Twitter, este gaúcho de 34 anos parecia chegar ao patamar onde brasileiro alguma havia chegado até então.

Sempre de forma propositiva, Rafinha, então, ampliou a sua atuação no ambiente digital. Utilizando a rede social Google+, onde hoje conta com 150.837 seguidores, passou a fazer promoções pelo Twitter, como a distribuição de ingresso (foram 106, com direito a acompanhante) para o Rock in Rio, no final de setembro. Curiosamente, é pouco ativo na rede Facebook, embora conte com uma página “curtida” por 205.617 seguidores (dados de 10 de outubro). Tem ainda no FB, pelo menos, dois perfis (possivelmente fakes) com poucos seguidores. Mas, seu prestígio pode ser medido pelos vídeos acessados e compartilhados do YouTube. O mais recente, na primeira semana de outubro, chamado “Churrascaria”, no qual ironiza o seu afastamento no CQC, teve 43.768 compartilhamentos (dados de 10 de outubro).

Mas, o que poderia acontecer caso Rafinha Bastos colocasse a sua marca vinculada a um negócio capaz de interferir diretamente nos negócios das grandes redes de comunicação? No início de setembro, a Netflix, maior grupo americano no serviço de assinaturas de filmes e séries via streaming anunciou a sua chegada ao Brasil, com preço arrasa-quarteirão de R$ 14,99 mensais. Embora as principais operadoras de TV a cabo não tenham se pronunciado, é certo que a entrada deste novo player provocou inquietação no setor, já que a Netflix é apontada por especialistas como uma das responsáveis pelos problemas financeiros da mega locadora Blockbuster, nos Estados Unidos e no Canadá, países onde conta com 25 milhões de assinantes.

Não há como bloquear o perfil @rafinhabastos

Assim, era perfeitamente compreensível que uma das primeiras ações da companhia no Brasil envolvesse o nome mais influente do Twitter. A Netflix não perdeu tempo e fechou com o humorista a exclusividade na comercialização on demand do filme A Arte do Insulto, passando logo a receber tuitadas positivas no perfil do artista. Igualmente compreensível seria supor o estrago capaz de ser provocado por uma tuitada do humorista criticando a qualidade das concorrentes da Netflix (como NetMovies e Terra, por exemplo) ou comparando os preços cobrados, o que não aconteceu até a presente data.

Desde o início de outubro, Rafinha submergiu e nas poucas vezes em que se manifestou pelo Twitter usou da ironia para criticar a sua saída temporária da TV. Os primeiros números dos medidores de audiência revelaram uma pequena queda no CQC e ainda não é possível mensurar como a imagem do humorista foi abalada bem como os clientes associados ao seu nome. Passadas três semanas desde a polêmica declaração, o assunto permanece agendado em todos os portais, jornais impressos, revistas e mídias diversas. O moralismo envolvido como pano de fundo perdeu sua força, a questão ganho novos contornos, surgindo vozes em sua defesa alegando a liberdade de expressão.

Seja qual for o desfecho, o que ficou claro é o medo e o total desconhecimento dos impactos que uma rede virtual pode provocar na sociedade, ainda mais com a integração e a convergência das mídias envolvidas. Lembra a mitológica figura grega da Hidra, animal com nove cabeças e que, a cada uma destruída, nascia outra em seu lugar. Mesmo fora da TV, não há como bloquear o perfil @rafinhabastos, tendo em vista a ação já desenvolvida pelo artista nos ambientes digitais. A rede é livre e é com ela que a sociedade será obrigada a conviver daqui para a frente. A influência de Rafinha Bastos pode declinar em menor ou maior espaço de tempo, mas outros ocuparão o seu lugar e novos desafios serão postos à mesa, cada vez com ingredientes mais requintados na eterna busca pelo poder de agir e influenciar o comportamento das pessoas.

Guilherme Meirelles é jornalista, São Paulo, SP

Extraido do viomundo

sábado, 15 de outubro de 2011

O ego(Globo.com) acusa Marcelo Dourado de estimular jovem a “tomar porre” aos 16 anos.

por Flávia Mello
Colaborou Franco Ahmad

ego, site especializado em noticia sobre “celebridades” e controlado pelas Organizações Globo, acusa o vencendor do BBB10 Marcelo Dourado.

A resposta de Dourado para o jovem (Imagem: ego)
Segundo o site, o ex-BBB teria causado polêmica no Twitter ao incitar um adolescente de 16 anos a tomar bebida alcoólica.

Em conversa com o lutador, o menino pediu que Dourado desejasse uma boa viagem e uma boa festa, pois ele estaria indo para a Oktober Fest, em Blumenau. Em resposta, Dourado teria orientado o jovem a levar engov, medicamento usado para curar efeitos da ressaca.

O menino, então, respondeu: "Mas eu não bebo! Sou de menor, tenho 16 anos! kkk meu pai me mata se eu beber...". O ex-BBB continuou a brincadeira: "Quaquaqua vai p oktober ficar puro?". E logo depois relatou sua própria experiência com álcool na adolescência: "Eu com 14 anos ja tinha tomado um puta porre de macho (vomito,coma alcoólica e sinais de luta incompreensiveis)..vai lá". Diz a notícia.

O jovem respondeu: "Então vou tentar! bem q vou c/ minha prima e meu primo...kkk se eu beber culpa sua" .

Na manhã deste sábado Marcelo Dourado usou sua página no microblog para se defender das acusações. Em um dos post’s diz: “palaçada... site ego, trofeu bozo pe forçaçao de barra dessa e outra vezes... sem noção, parabens por serem tão escotos” (sic).

Logo após continua: “NÃO FICA ASSIM,NÃO FICA MESMO. TUDO QUE VAI,VOLTA,E O RETORNO,É DE JEDI.COVARDES DA MIDIA ESCROTA,NÃO SOU PRESA DE NINGUEM.OTARIOS. (sic).

Diante as acusações, o ex- participante do BBB10 acusa o ego de criar polêmica em comparação ao Rafinha Bastos integrante do programa CQC da rede Bandeirantes, afastado recentemente por fazer piada com a cantora Wanessa Camargo e seu bebê  e que move ações judiciais contra o humorista. “QUEREM FAZER POLEMICA TIPO @RAFINHABASTOS, TÁ LIGADO? QUEM NESTE PAÍS DE CACHACEIROS NUNCA TOMOU PORRE MENOR DE IDADE?” (sic)

Marcedo dourado que é uma das personalidades mais conhecidas das lutas, vencedor do BBB 10, também usou o microblog para afirmar que graças ao site ego está sendo processado por fazer parte de uma matéria que causa “diarréia mental” nos leitores.

Destacou também a falta de omissão por parte do site em não falar das novelas que propagam a violência, abusos e desrespeito a família.

Nos último mês de agosto, Marcelo Dourado, participou do Internacional Master de Jiu-Jitsu e não decepcionou mostrando um jiu-jitsu de qualidade, para a comunidade do jiu-jitsu que estava presente no campeonato foi uma grande apresentação do vencedor do BBB 10.


Confira entrevista dada ao site Faixa Preta


.

Fonte: faixapreta.com - Globo.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gilberto Maringoni: Rafinha dançou por mexer com gente rica

Integrante do CQC, que fez piada de péssimo gosto com Wanessa Camargo, já falara coisas piores. Agora mexeu com esposa de milionário, que ameaçou tirar anúncios da TV Bandeirantes. Ninguém classificou caso como atentado à liberdade de expressão. Já quando ministra condena comercial de lingerie machista, o coro é um só: “Censura”!

por Gilberto Maringoni, em Carta Maior

Qual é o problema com a suposta piada de Rafinha Bastos? Ele antes já exibira todas as cores de seu mau gosto e nada acontecera.
Todos conhecem a pérola, não? O apresentador aproveitou-se de uma bola levantada pelo chefe da cena do programa Custe o que Custar (CQC), Marcelo Tas, sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, e cortou ligeiro: “Eu comeria ela e o bebê, não tô nem aí”. Foi logo acompanhado por risos e caretas de seus colegas de vídeo, Tas e Marco Luque .

A grosseria foi ao ar dia 19 de setembro. A TV Bandeirantes, que exibe o programa, levou duas semanas para decidir o que fazer. Em 3 de outubro, o apresentador foi suspenso da bancada. Não se sabe se voltará.
Não foi a primeira vez que Rafinha exerceu sua – digamos – sutileza. Em entrevista à revista Rolling Stone, em maio de 2011, ele saiu-se com esta: “Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade”.

A gracinha com as feias não rendeu ao gaúcho de dois metros de altura nada além de protestos de movimentos femininos. Mas a liberdade com a cantora custou-lhe até agora, além do posto no programa, o cancelamento de shows e o rompimento de alguns contratos de publicidade. Rafinha perdeu grana com a brincadeira.

Pensamento vivo

Repetindo: qual o problema com as tiradas do rapaz de 34 anos, num universo midiático em que o mau gosto, a boçalidade e o “politicamente incorreto” passaram a ser valores em si?
Rafinha vive num tempo em que as demonstrações de preconceito, como as do apresentador de outro programa de entretenimento da mesma emissora, Boris Casoy, não têm consequências maiores. Todos se recordam da fineza do jornalista ao desqualificar dois garis que apareceram em seu programa para desejar boas festas, no final de 2009. Sem saber que os microfones estavam abertos, ele foi ao ponto: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

O artista do CQC também sabe que o pensamento vivo de gente como o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) recebe destacada acolhida em grandes meios de comunicação. Sua entrevista à revista Playboy  , em junho último, é pródiga em preciosidades. Segue um exemplo: “Moro num condomínio, de repente vai um casal homossexual morar do meu lado. Isso vai desvalorizar minha casa!”.

Outro luminar da intelectualidade midiática, o ex-compositor Lobão, por sua vez, exibiu os músculos cerebrais em um festival de cultura em São Francisco Xavier (São José dos Campos, SP), também em junho. Após demonstrar criteriosamente que toda a música popular brasileira não tem nenhum valor, ele sentenciou: “A gente tinha que repensar a ditadura militar. Essa Comissão da Verdade que tem agora. (…) Que loucura que é isso? Aí tem que ter anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não?”.

Os exemplos são infindáveis. Rafinha provavelmente é leitor de Reinaldo Azevedo, o blogueiro de Veja, que, em março de 2010, durante uma palestra no afamado Instituto Millenium, em São Paulo, externou sua particular concepção de liberdade de expressão: “A imprensa tem que acabar com o isentismo e o outroladismo, essa história de dar o mesmo espaço a todos”. Na mesma oportunidade, o cineasta aposentado Arnaldo Jabor lançou o desafio de “impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”. Impedir o pensamento… muito bom!

A baixaria televisiva contaminou até mesmo as campanhas eleitorais. Continuam na memória de todos os ataques da campanha de José Serra à Dilma Rousseff, em 2010, sobre o tema do aborto. Em Nova Iguaçu (RJ), Monica Serra, esposa do então candidato tucano, disse o seguinte sobre a petista: “Ela é a favor de matar as criancinhas”.
Dois anos antes, a campanha de Marta Suplicy (PT) à prefeitura de São Paulo já havia colocado en dúvida a sexualidade de seu oponente, ao  dizer: “Você sabe mesmo quem é o Kassab? Sabe de onde ele veio? Qual a história do seu partido?” Em seguida, aparece a foto do prefeito: “Sabe se ele é casado? Tem filhos?”

Bem acompanhado

Rafinha está em boa companhia. Deve se sentir incentivado para exercer seu rosário de preconceitos. Provavelmente pensa estar “quebrando paradigmas”, investindo contra o estabelecido e externando uma rebeldia adolescente, que lhe granjeia grande popularidade e bons cachês.

Ridicularizar e humilhar quem tem poucas chances de se defender, em uma sociedade com desigualdades abissais como a brasileira, é um grande negócio. Prova isso a lista de clientes dos shows do moço, que constam de sua página na internet. São elas Votorantim, Bosch, Agroceres, LG, HP, Ernst & Young, IBM, Banco Real, Vivo, Springer Carrier, Cargil, Unilever, Motorola, Chevrolet, Sherwin Williams, Valor Econômico, Bunge, GNT (Globosat), Jornal O Estado de S. Paulo, Coca-Cola, Bradesco, ESPM etc. Segundo a Veja, ele foi visto em mais de 730 comerciais somente neste ano.

Rafinha faz parte de uma tendência do humor televisivo, que se abriu após a chegada dos humoristas do Casseta e Planeta ao vídeo. A linhagem envolve também o programa Panico (da Rede TV!) e outros imitadores, além do Zorra Total, da Globo. Todos se dizem distantes da política, independentes e praticantes de um humor anárquico e sem freios. Nem mesmo a participação de Marcelo Tas como palestrante em um encontro da juventude do DEM ,em novembro de 2008, ou de Marcelo Madureira nas palestras hidrófobas do Instituto Millenium, os comprometem, segundo eles, com idéias que não as próprias.

Acima da cintura

Num panorama desses, repetimos: qual o problema de Rafinha Bastos?
O problema é que o garoto bateu acima da cintura.
Tudo bem desancar garis, a esquerda que foi à luta nos anos da ditadura, exaltar a parcialidade da imprensa e atacar homossexuais e outros grupos vulneráveis.
Não pode é investir contra o topo da pirâmide social.

Rafinha cometeu esse pecado. Wanessa Camargo é casada com Marcus Buaiz, 31 anos, herdeiro de um dos maiores conglomerados empresariais do Espírito Santo, o Grupo Buaiz, que completa 70 anos em 2012. O grupo é formado pela TV Vitória (afiliada da Rede Record), por duas rádios, pelo Nova Cidade Shopping Center, por várias empresas de alimentação (Café Número Um, Moinho Três Rios e Moinho Vitória), pela Buaiz Importação e Exportação, pela incorporadora Meca e pela Automóbile Comércio de Veículos, entre outras.

Marcus Buaiz transferiu-se para São Paulo, onde é proprietário de casas noturnas e restaurantes, além de uma empresa de marketing esportivo, a 9INE, em parceria com o ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Segundo o jornal A Gazeta, de Vitória, o empresário e seu sócio teriam ameaçado tirar anúncios do programa, após a performance de Rafinha Bastos. “Um comercial de 30 segundos no CQC custa 130 mil reais. Já um merchandising pode custar de 240 mil a dois milhões e 400 mil reais, sem incluir cachês”, diz a publicação.
Com tudo isso, a Bandeirantes podou Rafinha Bastos de sua programação.

Dois pesos

O curioso da história é que intenção semelhante, de retirada de um comercial de lingerie do ar, por parte da ministra da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes (PT), foi classificada como censura por colunistas de imprensa e até por colegas seus na Esplanada dos Ministérios.

Na peça, em três versões, Gisele Bundchen faz as vezes de uma esposa prestes a dar uma péssima notícia ao marido: estourou o limite do cartão de crédito, bateu o carro ou informa que sua mãe virá morar com eles. É um machismo digno dos anos 1950. Os publicitários da agência Giovanni+DraftFCB devem ter achado o máximo a própria criação. No clima de boçalidade modernosa, não há problema na mulher bonita, mas dependente do marido provedor, invocar seus atributos eróticos para conseguir o que quer.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a representante governista assim se manifestou: “A propaganda caracteriza como correto a mulher dar uma notícia ruim apenas de lingerie e errado estar vestida normalmente. Essa definição de certo e errado caracteriza um sexismo atrasado e superado”.

A ação da ministra está a quilômetros de distância das ameaças que teriam sido feitas pelo marido de Wanessa Camargo ou pela ação da Bandeirantes, que sem mais tirou Rafinha do ar. Iriny apenas solicitou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) a suspensão da peça publicitária.

O mundo desabou sobre sua cabeça, com insinuações sobre estética feminina e inveja da modelo.
O caso Rafinha Bastos é pedagógico. No Brasil, além das mulheres, qualquer minoria pode ser atacada. Menos uma: a minoria dos endinheirados.

Extraído do viomundo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A defesa do pai de Rafinha Bastos

por Julio roberto hocsman no Blog do Nassif
Prezados Leitores
Após as várias críticas ao Rafinha surgiu,, uma entre tantas outras,  que me obriga manifestação.Filhinho de papai. Esta posta-se em primeiro lugar entre as mais equivocadas. Tosco, grosseiro, piadista pesado vá lá, são os riscos da atividade ,mas filhinho do papai definitivamente não. E digo isto na qualidade honrosa de seu pai! Na qualidade de quem sempre esteve  e estará ao seu lado para o que der  e vier. Vos digo também como pai e amigo que o Rafa jamais se colocará como vítima desta história. Ele é um humorista de texto próprio, que saiu aqui do Sul há 10 anos e venceu na mais competitiva cidade do Brasil. Talvez aí resida o foco maior da desmesurada raiva contra ele.
p>Raiva de seus próprios colegas de televisão. Alguns em início(não sei se passarão disto) e outros com carreiras já concluídas. Uns e outros que já pousaram de democratas e hoje se arrastam em busca de favores do que de mais retrógado ainda persiste em existir neste pais. Nós da família estamos tristes,  não há como negar.

Tristes por ele e pela constatação do grande espaço que a mediocridade ainda ocupa entre nós. E é dela que o mal se alimenta e não das piadas do meu filho. Mas felizmente , assim como o Miguel do Rosário existem muitos outros inconformados e é isto que nos anima. Mas como diz o canto alegretense vai Rafinha , segue o rumo do teu próprio coração. E um beijo bem grande nele. Teus pais Julio e Iolanda e tua irmã bárbara.

Outro comentário deixado aqui no Observatório Online no artigo:

Rafinha Bastos, o nosso Judas  - Por Eder Fonseca


Prezado Eder- ,Parabens pelo corajoso e lúcido comentário. O que aconteceu ao Rafa nos entristeceu.
Entristeceu, e com a mesma profundidade que nos entristece a constatação do espaço que a mediocridade, a traição pessoal e a inveja profissional ainda ocupam em nosso país.

O Rafinha saiu daqui do nosso cantinho provinciano há 10 anos e neste curto espaço de tempo venceu aí em São Paulo e foi matéria na midia internacional.Isto a muitos alegra ,a outros pesa como uma ameaça.

Vencer de forma igual, nem pensar. Mais fácil é destruir.Os nazistas fizeram isto com livros pensando que com a fogueira queimavam idéias. Mas elas continuaram circulando , superaram o gesto medíocre. Assim será com o Rafinha ,isto nós te asseguramos pois já vimos ele superar outras adversidades.E esta garantia é de quem o conheçe de berço.

Julio Hocsman e Iolanda Bastos Hocsman - PAIS DO RAFINHA

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Empresa do CQC assume Artístico da Band

por Flavia Mello

Monica Iozzi, Marcelo Tas e Marco Luque
 na bancada do "CQC"
no dia em que Rafinha Bastos
 foi afastado (3/10/2011)
As mudanças que a Bandeirantes irá anunciar, ainda no decorrer deste mês, provavelmente na outra semana, se referem ao seu Departamento Artístico.

O atual responsável, Hélio Vargas, em uma função diferente, passará a atuar mais próximo do vice Marcelo Meira, inclusive respondendo por todo o setor de promoções, onde se incluem os concursos de misses e a Fórmula Indy.

E o que se sabe também é que o português não será mais “a única língua oficial da emissora”, pelo menos nos seus bastidores.

A influência da produtora Eyeworks-Cuatro Cabezas, que já é grande, será ainda maior. A linha de shows, em seu novo desenho, terá efetivado como diretor o argentino Diego Guebel, um dos fundadores da empresa responsável pelo “CQC”.

Por último, resta saber como ficará o relacionamento da Band com outras distribuidoras de formatos como Fremantle, Floresta, Endemol e Mixer, entre tantas. Esta é uma resposta que ainda não existe.

Mais um

O “CQC” já tem os dois novos integrantes da sua equipe aprovados
Mas apenas um irá estrear ainda este ano.


O retorno

Se nada se alterar até lá, a TV Cultura deve confirmar para o dia 17, segunda da outra semana, a estréia do novo “Roda Viva”.

O programa, além de outras alterações, terá a apresentação de Mario Sergio Conti


As informações são de  Flávio Ricco no Uol

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sob disfarce, CQC mirim constrange deputados no Congresso


Um repórter mirim do programa CQC, sob o pretexto do Dia das Crianças, constrangeu vários deputados de terça até esta quinta-feira (6) na Câmara. Em uma semana de trabalho menos intenso na Casa, eles acabaram levados a responder perguntas do programa da TV Bandeirantes apesar de normalmente evitarem as pegadinhas e piadas da atração televisiva –famosa entre os parlamentares por exibir quase exclusivamente os piores momentos de suas entrevistas.
Um repórter mirim do programa CQC, sob
 o pretexto do Dia das Crianças,
 constrangeu vários deputados
 de terça até esta quinta-feira (6) na Câmara
Entre as vítimas do pequeno João Pedro, 11, assessorado por um ponto eletrônico, estiveram o futuro líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Ônyx Lorenzoni (DEM-RS). Apesar da insistência do garoto, apenas Chico Alencar (PSOL-RJ) respondeu imediatamente quanto são 7 vezes 9. "Para você eu vou dizer que não sei", disse Wyllys, em tom de brincadeira.

O ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ao contrário de seus colegas, irritou-se com as perguntas feitas pelo garoto. "É verdade que você quer destruir a Amazônia?", ouviu o relator da proposta de reforma do Código Florestal. Ao ser questionado sobre sua presença na festa de 80 anos do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o deputado ficou visivelmente incomodado e disse não ser amigo do ex-prefeito de São Paulo. "Mas se não é amigo dele por que estava na festa?", perguntou João, que se tornou atração na Câmara durante suas entrevistas.

Vice-líder do PSDB, Paulo Abi-Ackel (MG) acabou convencido a falar. Do repórter mirim, ouviu que seu partido foi desidratado pelo PSD. A simpatia inicial com a criança desapareceu. "O PSDB continua forte apesar das suas brincadeiras", disse. Campos, do PSD, negou que seu partido seja "em cima do muro". "Mas vocês são o que, então?", perguntou o menino.

Quando Campos não soube responder onde estava a presidente Dilma Rousseff nesta semana (ela está em viagem pela Europa), João arrancou risos até dos seguranças do Salão Verde da Câmara, com mais curiosos do que parlamentares. "O senhor fez a mesma faculdade que o Tiririca (PR-SP), dá para ver", finalizou o menino.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rafinha Bastos, o nosso Judas

No próximo ano, tenho a impressão que teremos um nome forte para esse festim nada santo, que acontece no Sábado de Aleluia, último dia da Semana Santa

Por Eder Fonseca - Brasil 247
Como todo mundo sabe, no último dia da Semana Santa acontece o Sábado de Aleluia. Nesse mesmo dia, temos a Malhação de Judas, ou Queima de Judas, como você preferir. Essa, digamos, "atividade recreativa", consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo a ele, normalmente ao meio dia. Cada nação realiza a tradição de um modo. Alguns queimam os bonecos em frente a cemitérios ou perto de igrejas. No Brasil, é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com nome de políticos, técnicos de futebol ou mesmo personalidades não tão bem aceitas pelo povo.
No próximo ano, tenho a impressão que teremos um nome forte para esse festim nada santo. Acho que será o humorista do CQC (?), Rafinha Bastos. Já estava me esquecendo, a malhação já começou em setembro/outubro de 2011, não esperando nem mesmo chegar março/abril de 2012, saindo os paus e as pedras e entrando os dedos comichões nos teclados de computadores e aparelhos móveis, onde são publicados comentários no Twitter (uma nova parede de banheiro público em uma versão moderninha) e nas redes sociais de um modo geral.
Como é de conhecimento da nação, Rafinha foi afastado da bancada do CQC por ter feito uma piada à la Howard Stern contra a filha do filho de Francisco, Wanessa Camargo. O programa estava caminhando como o de costume até que depois de uma matéria (em que a cantora aparecia), o apresentador Marcelo Tas soltou a frase: "Que bonitinha que está a Wanessa Camargo grávida", disse o âncora sorridente. "Eu comeria ela e o bebê", interrompeu Rafinha. "Não tô nem aí". Ele já foi chamado a prestar depoimentos em uma delegacia por ter dito “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c…… Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço. O ato [piada com Wanessa] passaria em branco se não fossem alguns burburinhos que ocorreram logo depois. Vamos às reflexões sobre o "acontecimento do ano" no Brasil.
Reflexão nº 1 – Rafinha não é maluco, burro e muito menos pervertido: Só mesmo um imbecil que não conhece o programa acharia que o humorista estava falando aquilo como se fosse uma verdade absoluta. O mestre Millôr Fernandes disse há alguns anos uma frase antológica: "Desconfie de alguém que ganha dinheiro com sua ideologia". Se fôssemos transportar a frase no caso de Rafinha, seria: "Desconfie de alguém que ganha dinheiro com sua escatologia (essa palavra tem dois sentidos, estou falando dela como excremento)". O F5 (site de entretenimento do Grupo Folha) publicou, um dia depois da ação impetuosa, um texto sobre o caso e teve que ver o humorista escrever no seu Twitter: “Olá Folha de SP, vai tomar no olho do teu c… Bjo no coração, Rafinha”. Se não me falha a memória, o gaúcho é casado com a produtora Junia Carvalho, com quem tem um filho, que deve estar prestes a fazer um ano. A pergunta que fica é: Será que ele teria coragem de "comer" a sua mulher grávida e o seu filho? A primeira hipótese é até louvável, pois sabemos que é normal um casal transar quando a mulher está gravida ou será que os casais dormem de calça durante a gestação? Agora seria inimaginável, execrável e surreal pensar que ele transaria com seu filho pequeno (ou será que temos gente com a mente de um Salvador Dalí por aí?). Alguém já pensou que ele queria falar: "Eu comeria ela mesmo grávida" e foi infeliz no que disse logo a seguir?
Reflexão nº 2 – Nada é novidade: O stand up comedy agressivo ou exploração comercial do preconceito é um fenômeno de áureos tempos. Alguns nomes são bastante conhecidos do público, como o atualmente sumido Andrew Dice Clay e o radialista multimilionário Howard Stern. Até o renomado cineasta Woody Allen começou a sua brilhante carreira fazendo esse tipo de humor. No Brasil, temos o escritor Marcelo Mirisola, que não é um humorista, mas que também usa um linguajar bastante parecido aos tais stand ups. Vamos pegar o exemplo de Stern. Conhecido pelo seu humor sexual, escatológico e racial, ele foi despedido da rede Clear Channel em 2004, e logo depois contratado pela Sirius XM Radio (faturando 40 milhões de dólares anuais e entrevistando as maiores celebridades do mundo, como Lady GaGa). De lá para cá, ele aprontou e muito. Vou me ater a dois casos famosos dos vários que poderia contar. No primeiro, ele disse em uma entrevista com o ex-namorado de Paris Hilton, o produtor de cinema Rick Salomon, se o mesmo tinha feito sexo anal com Paris no famoso filminho que depois rodou o mundo, via internet. Um tempo depois, em 2009, a famosa atriz pornô norte-americana Sasha Grey disse acreditar que o radialista é um racista não assumido – e que ela gostaria de ir ao programa dele enrolada em uma bandeira da Palestina (Stern é declaradamente pró-Israel). A resposta dele: "Ela é uma maldita atriz pornô. Ela chupa p... para sobreviver e quer vir aqui e me dar um sermão sobre como eu sou racista. Estou pouco me fo... Enrole a bandeira na sua cara e se sufoque com ela. Mude-se para a Palestina. Vá morar lá. Case-se, tenha filhos e treine-os para se explodirem em Israel. Vá ver como os palestinos tratam uma estrela pornô. Depois me diga a sensação de ser enterrada na areia e apedrejada na cabeça”. (A declaração de Rafinha Bastos perto disso é amadorística e muito pouco elaborada).
Reflexão nº 3 – Ronaldo ainda é um Fenômeno. Conseguiu derrubar o humorista assim como Aécio Neves derrubou Jorge Kajuru. O fato ocorreu no dia 19 de setembro. Se a piada fosse com outra pessoa sem a notoriedade e “bufunfa” de Wanessa, passaria batido como tantas outras já realizadas nesses três anos e pouco de 'Custe o Que Custar', mas como foi com a mulher do sócio de Ronaldo na empresa de marketing esportivo 9ine. O parceiro de Marcos Buaiz tomou as dores. O pior não foi nem isso, foi ver a indignação do "amigo da onça" de Rafinha, Marco Luque (que coincidentemente é ou era até ontem garoto propaganda da mesma operadora de telefonia que patrocina o jogador aposentado), também do CQC, que divulgou a seguinte nota: “Sobre a piada feita pelo Rafinha Bastos, no programa CQC, que foi ao ar no dia 19 de setembro, eu como pai, entendo e apoio a revolta e a indignação do Marcus Buaiz, um homem que conheço e respeito. Se fizesse uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Com certeza uma piada idiota, de muito mal gosto”. Para o senhor Luque, eu deixo a frase de Danilo Gentili (sócio de Rafinha Bastos no empreendimento Comedians Club), endereçada ao mesmo e que foi apagada no Twitter depois de toda repercussão: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos”. Se ele está lá dentro e fala isso, quem sou eu para discordar? (O amigão do peito Ronaldo não quer mais gravar com ele o comercial da operadora, afinal não quer ver sua imagem atrelada ao CQC. Bem feito ao babador de ovo!)
Reflexão nº 4 – Contra os pobres tudo é permitido. Já contra os ricos e poderosos... O que aconteceu com o senhor Boris Casoy quando, no final de 2009, falou de boca cheia a ultrajante frase: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…” E ali não era um personagem, ERA ELE MESMO, entenderam a diferença, torcida brasileira?
Reflexão nº 5 – Rock in Rio, uma lição: Você sabia que na música 'Cigaro', do System Of a Down (uma baita banda de rock, sem dúvida), uma das frases é a seguinte: "Meu p... é bem maior que o seu, meu p... chega a sair pela porta com um sentimento tão puro, ele te pega gritando para voltar". Eu não vi nenhum dos milhares de expectadores que estavam assistindo ao show reclamar de atentado violento ao pudor e tudo foi transmitido ao vivo pela Rede Globo e pelo seu canal a cabo Multishow. Será por que a canção era cantada em inglês (e muita gente nem sabe o que está ouvindo e assistindo ), já que se fosse em português, o show provavelmente não seria transmitido em tempo real pela Vênus Platinada, que cortou o Rage Against the Machine por muito menos que isso? (O vocalista Zach de la Rocha colocou o boné do MST na cabeça durante show feito no SWU, no ano passado).
Reflexão nº 6 – O Brasil é conservador? Que nada, já ouviu as letras que são cantadas pela Mulher Filé (música Estaladinha) ou Mc Catra (música Passa Nela) – Isso é um exemplo, viu patrulheiros de plantão? – Não as comerciais, mas as que são cantadas nos bailes funk. Acredito que muita gente que criticou adora requebrar ao som dessas duas músicas ou isso também não é liberdade de expressão? Até o 'Tremendão' Erasmo Carlos terá uma música que faz referência ao sexo oral na novela 'Aquele Beijo', que deve estrear às 19 horas do dia 17 de outubro na Rede Globo. Vocês sabiam disso, puritanos? Teve até uns babacas dizendo que a tatuagem do Rafinha influencia no caráter do cidadão. Se for assim, o homem que usa brincos é gay e muita gente que usa terno e gravata é honesto. Santa hipocrisia!
Reflexão nº 7 – Comediantes zombam do caso e com razão: “Pessoal, não vale piada com nada que o @ClaroRonaldo esteja relacionado. Ou seja, sem piada sobre Wanessa, gordos e travestis”, escreveu, por exemplo, o comediante Murilo Gun. Já Murilo Couto, colega da Gentili no talk show “Agora É Tarde”, observou: “E falam na decadência do humor. Chico Anysio fazia piadas pesadas, a diferença é que tava de peruca, a grosseria vira crítica”. Já Marcelo Madureira, o mais sem graça dos Cassetas, tem uma visão completamente diferente da maioria dos humoristas: “Quando você ofende alguém, é porque não houve graça, falhou. O que acho curioso no Rafinha Bastos é que ele tem um tipo de gracejo adolescente. É bobo”. Pensou se Lula fosse processá-lo também ou alguém não se lembra que ele chamou o ex-presidente de picareta e vagabundo no programa Manhattan Connection, que na época era transmitido pela GNT? Eu já estava me esquecendo. Para Madureira, isso é liberdade de expressão!
Reflexão nº 8 – Danilo Gentili será o próximo? Quem garante que a saída do apresentador do "Agora É Tarde", da trupe do CQC, se dá apenas pelo motivo que ele vai tocar o seu programa diário, e não pela frase dita sobre a presidenta Dilma Rousseff, publicada no jornal britânico 'The Observer'?: "Votar na Dilma porque ela foi torturada? Foda-se. Eu pedi para ela ser?", afirmou a publicação. "Sério. Um presidente tem que ser esperto. Se ela foi presa e torturada, é porque ela era uma idiota". Afinal, mais um zombador e provocador na turma dos inofensivos como Rafael Cortez e Felipe Andreoli poderia acabar com o programa, afastando os grandes anunciantes. Então é melhor que ele se ferre sozinho em seu programa, que passa quase na hora de todo mundo dormir.
Resumo da Ópera: Tudo isso só vem mostrar que muitos brasileiros não pensam com suas próprias cabeças. Se o senhor Ronaldo Nazário não tivesse tirado o Tea Party que está dentro de alguns, nada teria acontecido; que a televisão está amarrada em torno do poder esportivo, político, financeiro e religioso, e se esses são criticados, quem está os contrariando pode arrumar o seu "caixão". Fica a lição também que o clima por trás das câmeras do CQC não é dos melhores, tendo dois polos bem distintos lá dentro. Um mais agressivo, e que bate em tudo e em todos com uma força desproporcional (Danilo Gentili e Rafinha Bastos), e outro que exerce bem o lema: maçãs e uvas na boca dos meus amigos e ovos e tomates para os meus inimigos (Luque e Tas). Aí ficam-se as perguntas: Será que temos mesmo liberdade de expressão no País? Por que não reagimos com a mesma força contra o caos na saúde pública, contra a corrupção que corrói o Brasil nas esferas público-privada, contra o aumento de taxas de serviços essenciais ou contra aqueles que praticam a Lei de Gérson nas pequenas e grandes coisas do nosso cotidiano? Quanto a Rafinha Bastos, resta saber se ele será daqui para frente um Howard Stern (milionário e prestigiado) ou um Andrew Dice Clay (apagado e sumido). É de se pensar. Já que hoje é o humorista falastrão, amanhã pode ser eu e outros jornalistas que escrevem artigos mais críticos. Você por comentar com mais cólera um certo assunto, cineastas como José Padilha, que colocam as vísceras da corrupção em quase todos os seus filmes, os chargistas e ilustradores como meu amigo Roque Sponholz, que batem com força e violência no Governo e na oposição, o vlogueiro Felipe Neto, que faz vídeos tirando sarro em alguns famosos e assim por diante. É como dizia o grande poeta Carlos Drummond de Andrade: "Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais". Sem mais.