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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dilma e Alckmin são homenageados por Kassab em momento pré-eleição



Prefeitura espera também Lula e Temer na entrega da Medalha 25 de Janeiro, que anualmente tem agraciado políticos de direita e de esquerda

O aniversário de São Paulo será a oportunidade para o segundo encontro em 15 dias entre Dilma Rousseff (PT), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD). Depois de ser recebida pela terceira vez no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, a presidenta visita o prédio da administração municipal para ser agraciada com a Medalha 25 de Janeiro.

Trata-se de uma condecoração criada pelo prefeito. Neste ano, além de Dilma receberão a honraria Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, que no ano passado havia sido escolhido, mas não pôde comparecer à cerimônia por conta de um outro compromisso. Segundo a assessoria de imprensa do prefeito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Michel Temer estarão presentes, o que daria uma curiosa relevância política à entrega da medalha. Kassab ficará entre  líderes dos partidos com os quais flerta em torno da disputa eleitoral de outubro.

A Medalha 25 de Janeiro tem a intenção de prestar “homenagem e reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cidade de São Paulo”. Nestes três primeiros anos, tem ajudado Kassab a reafirmar sua posição de homem político capaz de ter trânsito na esquerda, na direita e no centro. Em 2010 também foi homenageado o vice-presidente do governo Lula, José Alencar, falecido em março de 2011. No ano anterior, o primeiro, os agraciados foram o então presidente Lula e o governador de São Paulo, José Serra. 
Fundador do PSD, o prefeito evita embarcar oficialmente na base aliada ao governo de Dilma, embora prometa apoiá-la na maior parte dos projetos em votação no Congresso, e não se descarte a aceitação de um ministério. Em São Paulo, a sigla vota alinhada ao Palácio dos Bandeirantes, embora Kassab e Alckmin, pessoalmente, tenham diferenças eleitorais.

No último dia 12, o prefeito, a presidenta e o governador se encontraram no Palácio dos Bandeirantes para a assinatura de um convênio entre a União e o governo estadual em torno do programa Minha Casa, Minha Vida, voltado à construção de moradias para a população de baixa e média renda. Como nas ocasiões anteriores, Dilma e Alckmin trocaram elogios mútuos em torno de uma relação que classificam como “republicana”, ou seja, que desconhece as diferenças partidárias em prol da realização de projetos. Kassab também ganhou comentários positivos da presidenta.

O prefeito tenta neste momento emplacar seu sucessor. Diz abrir mão da chapa própria caso o PSDB lance José Serra, que tem dito não estar disposto a disputar as eleições municipais. A outra possibilidade para uma coligação com os tucanos seria uma chapa comandada pelo vice-governador Guilherme Afif Domingos, filiado ao PSD. Ao mesmo tempo, Kassab visitou Lula para oferecer uma aliança, que agora está em estudo pelo Diretório Municipal do PT. Neste caso, um aliado do prefeito ocuparia a vice na chapa de Fernando Haddad, que deixa nesta semana o Ministério da Educação.

As informações são da Rede Brasil Atual

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O PSDB e o Cachorro que caiu da mudança


por Rodrigo Cavalcante
Quando o PSDB promete resgatar a imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – inclusive promovendo seminários com os pais do Plano Real -, o ex-governador Alberto Goldman postou ontem em seu blog ataques e críticas à política econômica ortodoxa – baseada, como se sabe, no tripé metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante – adotada no governo de FHC e cuja garantia de continuidade no governo Lula estava sustentada no ex-tucano Henrique Meirelles.
Segundo Goldman, A aliança do PSDB com o PSD é  “absolutamente natural” em São Paulo. Mas sem o ex-presidente do Banco Central como candidato a prefeito. E aponta o motivo:
- Ele, durante oito anos, representou uma política econômica ortodoxa que combatemos sistematicamente. Eu, em particular, que fui líder do PSDB na Câmara dos Deputados e vice-líder no período do primeiro governo Lula, e tanto critiquei aquela política econômica – não em meu nome, mas em nome do partido – que não teria qualquer possibilidade de apoiá-lo.
Goldman só esqueceu que, no governo FHC, quando esta política foi adotada à época da desvalorização do real, ele era o líder do PSDB e a defendeu com unhas e dentes.
Ou seja, se os tucanos não encontram o rumo, imagina o pobre cãozinho!
Com informações do poder online, portal ig.

domingo, 9 de outubro de 2011

Pietá duvida de apoio a Meirelles na periferia de SP

Agência Estado

A possibilidade de o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles disputar a sucessão municipal em São Paulo por seu novo partido, o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, foi recebida com desdém por dirigentes do PT. "Eu pergunto qual é a chance do Meirelles na periferia de São Paulo?", desafia o secretário geral do PT, Elói Pietá (foto). "Na periferia tem que ter enraizamento para ter confiança lá. E o Meirelles não conhece muito esse mundo, ele conhece muito o mundo da administração financeira."

A hipótese de Meirelles como rival nas urnas em 2012 repercutiu em ato da Mensagem ao Partido, corrente do PT que ontem declarou apoio à candidatura do ministro Fernando Haddad, da Educação, na corrida para a maior prefeitura do País. O próprio Haddad, porém, foi cauteloso ao comentar o deslocamento do ex-presidente do BC do PMDB para a nova agremiação. "Ele (Meirelles) é qualificado, participou do governo Lula. É do jogo democrático. Vamos discutir a cidade em alto nível."

O ministro, preferido de Lula para disputar o comando de São Paulo, reconheceu que seu partido "se deixou fragmentar muito na cidade de São Paulo nos últimos anos". Ele defendeu um "processo de sintonia fina por uma mudança responsável".

Para o deputado Adriano Diogo (PT), o ministro da Educação tem como principal característica "a capacidade de agregar apoios e não nega a tradição da esquerda, da luta popular".

O ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, disse que, a partir do momento em que um novo partido (PSD) é reconhecido pela Justiça eleitoral, é natural que as pessoas migrem para ele. "Não sei nem se é intenção, se é vontade dele (Meirelles sair candidato a prefeito). Tenho de me preocupar é com a escolha do candidato do meu partido e buscar alianças. Sinceramente, gostaria que não tivesse prévias. Meu desejo pessoal é que unificássemos uma candidatura forte."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Problema tucano não é Serra vs. Aécio. É São Paulo

por Fernando Brito no Tijolaço

A polêmica em torno da divulgação de uma pesquisa interna do PSDB que minguaria para 25% o apoio a uma candidatura José Serra a presidente, hoje – Dilma teria 59% e Marina, 15% – é só mais um round da disputa entre Aécio Neves e José Serra.
Mas a batalha verdadeira é a disputa pela prefeitura de São Paulo, onde tucanos de todos os tons estão num mato sem cachorro. O artigo de Maria Inês Nassif, no site Carta Maior, é leitura obrigatória para entender o que se passa no ninho tucano.
“O ex-governador não tem mais espaço nacional no PSDB. E o seu “Plano B”, o PSD do prefeito Gilberto Kassab, alçou voos próprios que não credenciam seu criador a ir além da capital paulista no apoio a Serra. Integrantes do novo partido consideram que o prefeito pode cumprir seus compromissos passados com o ex-governador se ele decidir disputar as eleições para prefeito. Para aí. A vocação governista com que nasce o PSD não aconselhariam a apoiar Serra contra o governador Geraldo Alckmin, numa disputa pelo governo do Estado, ou ir na direção contrária a da presidenta Dilma Rousseff, na disputa pela reeleição.
No PSDB paulista, Serra perdeu terreno na capital, onde tinha mais influência que Alckmin, e não expandiu seus domínios para o interior, reduto alckmista. A avaliação no núcleo tucano paulistano é que o PSDB não pode recusar a Serra a legenda para a prefeitura, se ele quiser, mas nem o partido gostaria que isso acontecesse, dado o alto grau de rejeição ao seu nome acusado por pesquisa do instituto DataFolha há duas semanas, nem o próprio ex-governador parece disposto a correr o risco de uma derrota municipal num momento em que está particularmente fraco. Isso inviabilizaria por completo qualquer tentativa futura de retomar uma carreira política nacional.”
Serra está num dilema atroz. Não pode perder a eleição para prefeito e também muito dificilmente pode ganhá-la. Portanto, é quase impossível que saia candidato. Kassab também não tem candidato além de Serra, mas precisa ter um, com um mínimo de viabilidade eleitoral para já não começar o PSD com uma derrota acachapante. Geraldo Alckmin terá candidato – possivelmente um nome novo, como Bruno Covas, que o preserve de responsabilidades maiores . O candidato de Serrabem…
Quem leu com atenção o parágrafo anterior já entendeu porque o ex-presidente Lula colocou o ministro Fernando Haddad debaixo do braço e carrega a sua candidatura ainda incipiente.
O barbudo manja do assunto…

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pedágio da Dutra sobe até 4,35% na 2ª-feira

Por Rodrigo Cavalcante

Entram em vigor na segunda-feira, dia 1.º de agosto, os novos valores de pedágio da Rodovia Presidente Dutra. As maiores altas foram de 4,35% nas praças de Moreira César (em Pindamonhangaba) e nas cidades fluminenses de Seropédica e Itatiaia. Nesses locais, as tarifas vão passar de R$ 9,20 para R$ 9,60 para os veículos de passeio. Já na praça de Jacareí, o valor vai de R$ 4,10 para R$ 4,20, alta de 2,4%. Não haverá aumento nas duas praças de pedágio de Arujá nem na de Guararema. Nelas, a tarifa continua em R$ 2,30.