Mostrando postagens com marcador #PrivatariaTucana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #PrivatariaTucana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Serra perde o humor e a compostura diante da “Privataria Tucana"

Ilustração do Blog
O tucano José Serra (PSDB-SP) não consegue controlar o mal humor diante do livro “Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, o repórter expõe o pesado esquema de corrupção armado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na época da privataria. Serra, que ocupou a pasta do Planejamento naqueles anos inglórios e é o principal personagem das tenebrosas transações com o patrimônio público, procurou desqualificar a obra classificando-a de “lixo”.

“Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo”, disse o ex-governador com sua costumeira arrogância ao ser questionado sobre o livro. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um comentário lacônica. "Não é uma literatura que me interesse. Os que se interessarem devem lê-lo", declarou. Os dois bicudos, que nos bastidores vivem às turras, participaram nesta tarde da inauguração de uma sala da liderança tucana na Câmara batizada de Artur da Távola.

Bicudos em guerra

Aliás, foi precisamente a guerra velada e ostensiva entre os dois líderes tucanos que originou a investigação realizada pelo jornalista mineiro, um trabalho rigoroso, amplamente documento, cuja realização demandou anos. A obra relaciona o ex-governador de São Paulo a esquema de desvio e lavagem de dinheiro do Banestado, alvo de uma CPI nos anos 1990, e acusa o tucano de usar arapongas para espionar adversários políticos.

O livro relata bastidores da disputa entre Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pela candidatura do PSDB à Presidência em 2010. O autor conta que, quando atuava como repórter do jornal O Estado de Minas, recebeu uma pauta encomendada pelo governo de Minas para que investigasse a vida de Serra. O pedido seria uma retaliação, segundo o autor, à produção de um dossiê contra Aécio por arapongas ligados ao tucano paulista.

Amaury afirma que investigou a estrutura de arapongagem de Serra, mas a publicação do material foi cancelada após acordo entre os dois tucanos. Serra criou um centro de espionagem e montagem de dossiês na Secretaria de Segurança da Anvisa durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde, no governo Fernando Henrique Cardoso, e manteve a equipe em atividade após sua saída da pasta.

Esquema

A Privataria Tucana afirma que o ex-tesoureiro da campanha de Serra e FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, diretor da área internacional do Banco do Brasil nos anos 1990, era o mentor de um esquema de propinas, desvios e lavagem de dinheiro envolvendo privatizações e paraísos fiscais. Amaury descreve detalhes sobre as operações financeiras realizadas por Oliveira através de empresas offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.

O jornalista relaciona esse esquema a outros, que teriam sido realizados pelo genro de José Serra, Alexandre Bourgeois, pela sua filha, Verônica, e por outras pessoas próximas ao tucano. Além disso, detalha as atividades da filha de Serra na empresa que tinha em sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas, também chamada Verônica. A falta de escrúpulos do personagem que alegou ter sofrido um atentado com bolinha de papel é notória.

Alguns fatos narrados no livro não são propriamente novidades, pois já tinham sido ventilados durante e depois da campanha presidencial, na qual o tucano apelou para deus e o demônio, com posições cínicas e reacionárias sobre o aborto (a que sua própria mulher recorreu), mas não conseguiu evitar uma derrota acachapante.

Lixo humano

Pelo visto, o ex-governador não tem condições de responder concretamente as acusações que lhe são dirigidas. Por isto recorre à tentativa grosseira de desqualificação. Vejam que o acusado não quer ingressar na Justiça com uma ação de calúnia e difamação contra o jornalista porque sabe que Amaury está fartamente documentado e não terá dificuldades em provar o que diz.

O livro, que virou best-seller e é um campeão de vendas, traduz uma investigação rigorosa e está longe de merecer o epíteto que lhe foi atribuído pelo desacreditado tucano. Mas não restam dúvidas de que o seu conteúdo pode ser classificado de lixo humano, o lixo imundo da conduta tucana, a corrupção descarada das privatizações, a entrega do patrimônio público a grandes capitalistas nacionais e estrangeiros, a radiografia de uma conduta corrupta e desprezível que o povo brasileiro rejeitou e derrotou, por mais de uma vez, nas urnas.

Faz falta uma CPI para apurar com maior profundidade o escândalo das privatizações, que foi de longe o maior roubo de patrimônio público da história brasileira, e a cumplicidade e participação da mídia venal no processo, mídia que faz muito ruído com denúncias contra membros dos governos Lula e Dilma, mas se refugia num eloquente silêncio quando se fala da Privataria Tucana.


do Sitio Vermelho
Da Redação, Umberto Martins, com agências

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sem CPI da Privataria e sem Lei da Mídia, mas com Kassab

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania 


Vá lá que, em nome do pragmatismo político, a roubalheira praticada no Brasil durante a era Fernando Henrique Cardoso, roubalheira essa imortalizada pela obra demolidora do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A Privataria Tucana, ou o projeto de regulação da comunicação eletrônica no Brasil, a assim chamada Lei da Mídia, sejam ignoradas, respectivamente, pela cúpula do PT e pelo governo federal.

Estamos vivenciando uma era política que o PSDB e a direita midiática haviam anunciado há mais ou menos uma década e meia, quando decretaram o “fim da história”. Só que, à diferença da era tucana, hoje não há propaganda do fim das ideologias em nome do que seria “pragmatismo político-econômico” – a prática é que exibe uma situação em que o impensável se converte em natural com uma singeleza e uma naturalidade assustadoras.

O próprio Amaury, o Paulo Henrique Amorim – que sabe sempre das coisas – e mais as torcidas do Flamengo e do Corinthians unificadas já descreem da instalação da CPI pelo senhor deputado Marco Maia.
Já a Lei da Mídia, contam as más línguas que só sai se o projeto tiver a rubrica do Otarinho, as dos barões do café e a do ítalo-argentino instalados à Marginal do Tietê, bem como as dos irmãos do Jardim Botânico. Ou seja: não sai se não for para aprofundar a concentração da propriedade de meios de comunicação no Brasil.

Mas o que não dá para entender é a cada vez mais repetida – e cada vez menos negada –suposta aliança do PT de São Paulo com o prefeito Gilberto Kassab, aliança cuja origem no partido a mídia atribui ao ex-presidente Lula – ainda que este, ao que se saiba, esteja ocupado com coisas mais importantes para si, tais como cuidar da própria saúde – e ao pré-candidato a prefeito Fernando Haddad.

Dirão que o PT se aliou a José Sarney e a Paulo Maluf, em nível federal, e que, portanto, aliar-se a Kassab em nível municipal não seria nada demais. Todavia, essas são alianças com o PP e o PMDB, quando, em São Paulo, o que haveria seria uma aliança de cunho personalista com o muito mal avaliado prefeito da cidade, pois não se fala em aliança com o PSD, mas com o seu suposto idealizador.

O PT paulistano, portanto, perdeu para Kassab em 2008, quando ele era popular, e agora, ironicamente, surgem hipóteses de que poderá perder com o mesmo Kassab, pois, atualmente, o ex-poste de José Serra, mergulhado na impopularidade, trata de apunhalar o ex-mentor e se ligar aos seus adversários. E o que é mais surreal: o tucano não diz nada sobre isso. E deve saber por que não diz…

O prejuízo político entre a militância governista seria – ou será – moderado com os sepultamentos da lei da mídia e da CPI.  Sempre que essas hipóteses são aventadas os petistas mais compreensivos insinuam que tais recuos lhes seriam aceitáveis, por assim dizer. Todavia, ainda não encontrei um só petista, nem o mais dócil, condescendendo diante da hipótese de aliança com Kassab.

Sem CPI da Privataria e sem Lei da Mídia, mas com Kassab, então, vejo no horizonte uma pouco provável, mas virtualmente possível futura dissidência de centro-esquerda no PT que poderia se unir à esquerda mais autêntica (PSOL e/ou PSTU, por exemplo) para se contrapor à guinada que a cúpula partidária nacional vai dando em direção à direita.

Quem, como este blogueiro, mensura o ânimo da militância diariamente, já não tem dúvida de que, a persistir o endireitamento do governo e da cúpula governista no PT, a direita demo-tucano-midiática pode começar a ter esperanças. Nem que seja de fazer alianças, pois, onde cabe um Kassab, se pensarmos bem caberiam até José Serra e Fernando Henrique Cardoso. Ou não?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O jornalismo não morreu



Engana-se quem imagina morta a reportagem de investigação no Brasil. Embora os jornalões, revistas semanais e emissoras de TV emitam precários sinais vitais do gênero, ele está vivíssimo, como prova A Privataria Tucana, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr.

Lançado em dezembro e recebido pela grande imprensa com estridente silêncio, seguido de críticas que tentaram desqualificar a reportagem e o autor, o sucesso do livro, já na terceira edição e no topo das listas dos mais vendidos, não se deve a suposto sentimento antitucano.  Até porque os fatos objetivos relatados não poupam o PT. Não há santos na Privataria.

Com base em documentos oficiais, da CPI do Banestado e outros que o autor conseguiu em cartórios, Amaury torna pública a relação de dirigentes do PSDB e a abertura de contas no exterior de empresas de fachada, responsáveis pelo retorno ao Brasil do dinheiro sujo da corrupção. Dinheiro que voltou, naturalmente, limpo.

Muita gente deve explicações à Justiça que, nesse episódio como em outros envolvendo expressivos representantes da elite brasileira, move-se a passos de tartaruga. Ou simplesmente não se move. Pelo cargo que ocupou na época das tenebrosas transações, as privatizações da era FHC, José Serra, então ministro do Planejamento e depois duas vezes candidato à presidência, prefeito e governador de São Paulo, é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da Privataria Tucana.

De origem humilde, o tucano paulista exibe patrimônio incompatível com os rendimentos de um político. Tudo em nome de sua filha, Verônica, que ao lado de Ricardo Sérgio, tesoureiro das campanhas de Serra e Fernando Henrique, emergem como principais parceiros do ex-governador no propinoduto que marcou a venda das empresas de telecomunicação.

Além de jogar uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos, o livro de Amaury tem ainda o mérito de questionar, involuntariamente, a atuação da grande imprensa no país. Agindo como partido único, onde só é permitida uma única opinião, jornais, revistas e mídia eletrônica defenderam, com unhas e dentes, a privatização. O principal argumento era a vantagem que traria aos consumidores: eficiência e tarifas baixas por causa da concorrência. Passados mais de dez anos, o Brasil cobra tarifas de telefone das mais altas do planeta e as concessionárias são campeãs de reclamação nos Procons.

Não bastasse, ao ignorar o lançamento do livro, a imprensa hegemônica mostra sua face semelhante à dos piratas: um olho tapado, que nada vê, e outro atento à movimentação dos adversários.


A Privataria Tucana. Geração Editoral. 1ª edição, 2011. Páginas: 344


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FHC se surpreendeu com revelações de Amaury, diz Protógenes

Rede Brasil Atual


 Foto: Brizza Cavalcante / Ag. Câmara
O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) disse nesta quarta (11) que é gesto de “desespero” a crítica de José Serra (PSDB) à CPI da Privataria. Na véspera, o ex-governador paulista Serra classificou de “palhaçada” a eventual instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, pedida por Protógenes, para investigar privatizações de estatais durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. 

O deputado lembrou que as assinaturas colhidas para a abertura da comissão foram protocoladas em dezembro, com o apoio de 185 parlamentares – 14 a mais do que o mínimo exigido pela Constituição. “Na primeira semana de fevereiro vamos saber a tramitação que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), dará ao pedido. Mas será instalada”, acredita. Ele antecipou que logo após o carnaval os trabalhos da CPI já devem se iniciar.

A investigação decorre do livro A Privataria Tucana, do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Jr., que apresenta documentos e indícios de um esquema bilionário de fraudes no processo de privatização de estatais na década de 1990. Serra era o ministro do Planejamento, gestor do processo. Com documentos, o jornalista acusa o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira de ter atuado como "artesão" da construção de consórcios de privatização em troca de propinas.

Questionado sobre as acusações contidas no livro, Serra primeiro chamou o conteúdo de “lixo”, depois chegou a desqualificar a CPI: "Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço".

Protógenes viu na atitude de Serra um desrespeito ao trabalho parlamentar de investigação. “Ele está se referindo à CPI de uma forma jocosa, em um tom de brincadeira. Eu considero que essa reação dele é um grito de desespero, bastante desrespeitoso.”

Para o parlamentar, o trabalho obscuro de pessoas próximas a Serra, desvendado por Ribeiro causou estranhamento nos próprios integrantes de seu partido, o PSDB. “Causou uma guerra interna. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala, sem externar publicamente, que também se surpreendeu”, afirmou. Ele ainda relatou que o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) o parabenizou pela iniciativa da CPI.
Confira a entrevista:

Rede Brasil Atual: Como está a tramitação da CPI?

Protógenes Queiroz:
A CPI ja foi protocolada e agora segue um rito regimental. Logo na primeira semana de fevereiro vamos saber a tramitação que o presidente da Casa, Marco Maia, deu. Mas será instalada – logo depois do carnaval.

Qual foi a sua impressão do livro A Privataria Tucana?
O livro traz vários fatos inéditos, não é uma reedição de fatos que já haviam sido publicados, pelo contrário. Ele se tornou mais que um livro, um documento que cruza com investigações da Polícia Federal, inclusive algumas que eu mesmo coordenei. O fato é que para o próprio PSDB tudo isso também foi uma surpresa, por isso que também houve a assinatura de vários parlamentares tucanos. É como aquela história do marido traído, que é sempre o último a saber e por terceiros.

Isso produziu alguma crise no PSDB?
Causou uma guerra interna. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala, sem externar publicamente, que também se surpreendeu, quer dizer, já colocando a posição de surpresa e neutralidade naquilo que o Serra liderou, nas privatizações.

Algum outro tucano falou alguma coisa?
No dia em que entreguei a CPI, o Aécio Neves me abraçou, me dando os parabéns.

Qual deveria ser a posição do Serra neste momento?
O Serra deve explicações ao Brasil. Não somente ele, mas também quem estiver ligado a ele, como o Ricardo Sérgio, o grande operador do PSDB. Será que ele foi o operador de todo o PSDB ou só do grupo e da família Serra? Mas é o Serra que deve dar as explicações mais detalhadas, ele é o sujeito que se servia de expedientes criminosos.

Ele chegou a classificar a CPI da Privataria de palhaçada.
Ele foi um governador, como ele pode se expressar dessa forma? Ele está desrespeitando o Congresso Nacional e a vontade popular. Mas essa é uma expressão pela qual ele está acostumado, do próprio meio dele. Não é a expressão conveniente para um instrumento sério de investigação do Parlamento brasileiro, nem a expressão dos parlamentares que assinaram a CPI.

Por que acha que ele falou isso?
Ele está se referindo à CPI de uma forma jocosa, em um tom de brincadeira. Eu considero que essa reação dele é um grito de desespero, bastante desrespeitoso.

Como você enxerga que será o trabalho da CPI?
Nós vamos ter de ver se aqueles documentos do Amaury são verdadeiros ou não, e caso se confirmem vamos encontrar um foco de investigação e aprofundar.

O Serra será um dos convocados?
Com certeza.

A CPI poderia comprometer o futuro do Serra?
Em política tudo é possível. Depois que eu prendi o Paulo Maluf por 40 dias e ele foi eleito deputado federal, então tudo é possível. (Antes de seguir carreira política, Protógenes foi delegado da Polícia Federal e atuou em investigações de crimes de colarinho branco.)


.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A palhaçada do Serra


Jussara Freire, no Blog da Dilma

Serra disse sobre a CPI da Privataria Tucana: "Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço".

Então Serra  é um palhaço, um palhaço revoltado.  Palhaçada maior é ele imaginar  que  pode ser  presidente do Brasil. Não pode, o povo brasileiro não quer palhaço presidente.  Serra só foi eleito prefeito de Sampa  e depois governador de SP com muita, mas com  MUITA ajuda da mídia, dos jornalões de SP.

Todos os podres  relatados no livro A Privataria Tucana foram bem escondidas pelos donos  da mídia.  Toda a incompetência  do governo Serra foi acobertada pela mídia, e isso inclui as enchentes em Sampa, os baixos salários dos professores, das polícias civil e militar, a tragédia  do Metrô, a queda de parte do Rodoanel, o  altíssimo preço dos pedágios em SP, a falta de moradias,  a falta de escolas, creches.

Palhaçada  foi receber uma bolinha de papel na careca, e fazer cena após receber uma ligação no celular, agir  como se tivesse tomado uma tijolada. Fazer tomografia por conta de uma bolinha de papel   foi  uma imensa palhaçada.  E a pregação contra o aborto?  A esposa do Serra chegou a falar que a presidenta Dilma era a favor do aborto,  "ela é a favor de matar as criancinhas", até que foi desmascarada por uma ex-aluna,  que contou que Monica Serra tinha feito um aborto no passado.  

Depois dessa palhaçada a Monica Serra sumiu das ruas, sumiu da campanha. Palhaçada  Serra fez também para escolher um vice, se bem que ninguém estava disposto a ser o vice dele, verdade seja dita.  O vice de escolha pessoal dele era o Arruda ,  "vote em um careca e leve dois", mas  ele estava preso   por conta do mensalão do DEM. Mas mesmo assim em menos de 24 h, ele nomeou o senador Álvaro Dias  para ser  seu vice e, acuado pelo DEM,  recuou  e nomeou o tal  Índio da Costa, que chegou fazendo  a maior palhaçada, e foi colocado na geladeira  para parar de falar bobagens.

Palhaçada  do Serra foi ainda  o telegrama obtido pelo Wikileaks,  confessando que ele entregaria o pré- sal aos americanos. É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch).

A organização teve acesso a milhares de despachos. “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama. Serra é, sim, um palhaço, mas um palhaço que causou imenso prejuízo ao país e ao povo brasileiro, como revela o livro A Privataria Tucana. A CPI da Privataria Tucana  não será uma palhaçada, será o maior escândalo de recebimento de propina, de corrupção, já visto no Brasil. 



domingo, 8 de janeiro de 2012

Sonegação: reflexos e consequências da #PrivatariaTucana



O livro do Amaury Ribeiro Jr. sobre a privataria tucana escancarou o que todo mundo já sabia e que claro, a mídia não divulgava porque sempre esteve na folha de pagamento dos privatas.

Curioso é ver que bandidagem e dinheiro não têm ideologia, nacionalidade ou vergonha na cara. É todo lugar igual pelo simples fato de que bandido é bandido Eventualmente em alguns lugares, uns vão para a cadeia. Mas não se iluda você de que impunidade é exclusividade do Brasil. Não caia nessa lorota. Nos EUA e na Inglaterra, onde a privataria chegou a níveis impensáveis, e muito antes de nós, ninguénzinho foi pra cadeia.

E a pilantragem do mercado financeiro de 2008 que quebrou o planeta todo? De todos os bandidos, só Madoff puxou cana. O resto está livre como sempre foi. Tudo é questão de quem você conhece, e de com quem você trama a pilantragem. Quando ela chega próxima demais ao poder, pode contar com impunidade. Foi assim com Bush, Tatcher, Reagan, FHC, e outros tantos. Quem acha que só o Brasil é muito corrupto, é porque conhece muito pouco o resto do planeta e assiste as coisas pela TV ou lê em nossos formidáveis jornais.

Dito isso, convém reparar nesta manchete do Valor (braço enconômico da tucaníssima Folha). Mostra que a Telefónica, que igual como fez no Brasil, arrematou um pedaço da telefonia do Perú, vai pagar uns 50 milhões de dólares em impostos atrasados. Só que o governo está cobrando 850 milhões.

Daí vem minha pergunta. Por que uma empresa do tamanho da Telefónica precisa dever impostos? Por que empresas do estilo da TIM, CLARO, VIVO e OI precisam não pagar encargos trabalhistas no Brasil? Precisam contratar terceiros fantasmas pra registrar os funcionários e depois lhes deixar na rua da amargura sem ter a quem recorrer?

É este o reflexo interminável da privataria que tomou de assalto o planeta todo a partir dos anos 80. Entregar o patrimônio do povo para uma dúzia de amigos dos donos do poder, em troca de propina, benefícios, e claro, muita grana depositada em paraísos fiscais para ser lavada e voltar pra comprar mansões, iates, hotéis, empresas e toda a sorte de mimos inimagináveis ao cidadão comum.

Sempre, como ninguém é de ferro, lesando o povo. Quem tem telefone no Brasil sabe como contas inexistentes são cobradas, serviços não são entregues. E a tucanada ainda usa como argumento de privatização bem sucedida.

E eu te pergunto. Onde está a mídia que se diz tão vestal e vigilante, que não fala nada disso? Ela mal e porcamente dá a notícia da dívida, mas não conta que essa grana toda provém de roubalheira e de sonegação. Nossa imprensa cachalote é ótima em falar dos políticos corruptos. Mas e dos corruptores? Não fala nada de quem pagou uma fábula de suborno pra levar pra casa uma companhia telefônica, elétrica ou uma pedageira?

Não, não fala nada. E não fala, frisamos mais uma vez, porque ela também está na folha de pagamento dos corruptos e dos corruptores. Ela só denuncia quando o bandido é da quadrilha rival. Daí, sim.

Dois livros valem a pena ser lidos sobre o tema. O do Amaury, que mostra que figuras como Daniel Dantas compraram uma companhia telefônica sem pagar um tostão, tudo financiado pelo BNDES (assim eu também posso) e outro, da jornalista canadense Naomy Klein (A Doutrina do Choque), que mostra como o câncer da privataria teve início e como se espalhou rapidamente por todo o planeta na pessoa de empresários inescrupulosos e de políticos safados.