quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TSE cassa propaganda partidária do PSDB e multa Serra em R$ 20 mil

por Esmael Morais no seu Blog

PSDB fez campanha indevida para José Serra em 2010.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou hoje (26), por unanimidade, a suspensão do primeiro programa nacional do PSDB em 2012 e de 12 minutos de inserções de TV previstas para ir ao ar neste ano e no ano que vem.

Os ministros entenderam que a propaganda veiculada pela sigla no primeiro semestre de 2010 foi utilizada indevidamente para promover da candidatura de José Serra à Presidência da República. A corte também aplicou multas que somam R$ 50 mil para o PSDB e R$ 20 mil para José Serra.

Os ministros do TSE julgaram quatro representações de autoria do PT, que questionavam o uso da propaganda nacional do PSDB para mencionar as obras realizadas por José Serra quando governador de São Paulo ou para dizer que ele era um político que “tinha história” para mostrar.

Para a relatora das ações, ministra Nancy Andrighi, os episódios caracterizaram propaganda antecipada ilegal, uma vez que as propagandas só podiam ocorrer depois do dia 5 de julho. Ela também entendeu que o programa nacional foi usado para promoção de imagem pessoal do candidato, o que é vedado por lei.

Na época em que o PT entrou com representações, o corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, concedeu liminares ao partido para que o PSDB retirasse do ar e não mais transmitisse as inserções objeto de questionamento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Elvis Presley - suspicious minds HD


Inversão de valores venceu: Orlando Silva sai por excesso de honestidade

no Blog Amigos do presidente Lula

O ex-ministro Orlando Silva sai do ministério do esporte de cabeça erguida, porque não se submeteu às chantagens, enfrentou a onda de denúncias e detratores como poucos políticos já fizeram antes, e mostrou uma resistência difícil de se ver. Sua única derrota foi na batalha da comunicação. A versão prevaleceu sobre o fato.

Ficarei muito surpreso se encontrarem alguma coisa real contra ele (podem encontrar de outras pessoas do ministério do esporte, mas sem haver má-fé dele).

Se ele fosse corrupto, com a verba que teve nas mãos, teria dado algum jeitinho de aliviar e se acertar com o PM João Dias, na calada da noite. Preferiu fazer a coisa certa, e partiu para o enfrentamento.

Cargo de ministro é assim mesmo, e do mesmo jeito que é nomeado, sair também faz parte, e seu próprio partido, PCdoB, achou que ele perdeu condições políticas para ficar no cargo.

A questão é saber se, politicamente, essa decisão foi de fato acertada, principalmente para o governo Dilma.

Sem provas, ainda havia gordura para queimar, mantendo o ministro no cargo. Cedendo com essa relativa facilidade, qualquer outro ministro poderá ser a bola vez: basta encontrar qualquer fraude CONTRA o ministério e negociar com o fraudador para fazer uma entrevista inventando uma denúncia falsa contra o ministro. Depois bombardeia-se diariamente com manchetes fantasiosas, transformando honestidade em suspeita qualquer coisa da vida particular ou pública do ministro.

Outra coisa instigante é saber: como pode um ministro desagradar a tantos interesses ao mesmo tempo, a ponto de ficar quase isolado?

A FIFA, a CBF e Ricardo Teixeira comemoraram sua queda.

Jornalistas da TV Record, inimigos de Teixeira, comemoram sua queda.

A TV Globo, aliados de Teixeira, conspirou junto à Veja, para derrubá-lo.

Como explicar tantos interesses antagônicos se unirem contra o mesmo ministro?

Só tenho uma explicação: excesso de honestidade! Falta de "jogo de cintura" para escolher a quem agradar e a quem desagradar. Conclusão: ainda há muito trabalho a fazer para o Brasil ser uma república, na acepção da palavra.

Rede Globo e CBF: Tudo a Ver

da Agência Senado

O jornalista investigativo britânico Andrew Jennings fez nesta quarta-feira (26), durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), uma recomendação ao governo brasileiro: a de solicitar ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que torne público o relatório final da Justiça da Suíça no qual constaria uma confissão do dirigente de que teria recebido propinas em contratos de marketing relacionados ao futebol.

Concluído em maio do ano passado, o relatório da Justiça da Suíça ainda não foi publicado, segundo o jornalista, por pressão do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter. O documento, relatou o jornalista, conteria, em aproximadamente 45 páginas, confissões assinadas por Teixeira e pelo ex-presidente da Fifa João Havelange, além de uma confissão de Blatter de que ele sabia do suborno.

- Blatter insulta a todos ao dizer que o relatório é legalmente muito complexo. Coloque o documento na Internet agora, pois temos advogados que podem nos ajudar a compreendê-lo - disse Jennings durante a audiência, que foi aberta pelo presidente da CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR).


O jornalista britânico, que tem feito documentários sobre o tema para a BBC, lembrou que o Senado brasileiro promoveu uma investigação, em 2001, cujo resultado indicou que Teixeira teria recebido ilegalmente dinheiro de uma empresa de Liechtenstein chamada Sanud. Após investigar o caso, ele concluiu que a Sanud seria parceira da ISL, empresa de marketing ligada à Fifa, na década de 90.

Ainda de acordo com o jornalista, Teixeira teria sido beneficiado com US$ 9,5 milhões pelo esquema de corrupção, enquanto Havelange teria recebido uma transferência de US$ 1 milhão. Em sua opinião, a manutenção de Teixeira no comando dos preparativos da Copa de 2014 poderia prejudicar a imagem do Brasil no exterior.

- Nós queremos ver o samba e uma celebração do país que, em vinte anos, saiu de uma ditadura para uma democracia, com imprensa livre. Se vocês querem o respeito do mundo, no interesse da reputação de seu país, entreguem a organização a honestos burocratas brasileiros - sugeriu.

Autor do requerimento para a realização da audiência, juntamente com o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) concordou com o possível risco à imagem do país. E considerou favorável a Teixeira e Havelange o acordo que teria sido celebrado na Suíça, uma vez que os dirigentes teriam feito uma doação a entidades de caridade em troca da não divulgação do relatório sobre denúncias de corrupção.Para ele, as denúncias já conhecidas internacionalmente precisam ser debatidas também no Brasil.

- Teremos uma Copa do Mundo em um cenário de denúncias sobre superfaturamento de obras e desperdício de dinheiro público - previu Alvaro Dias.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrou que muitos brasileiros pobres estão poupando dinheiro para comprar ingressos para os jogos da Copa do Mundo e alertou para a possibilidade de parte desse dinheiro ir parar "nos bolsos de cartolas".

O senador Mário Couto (PSDB-PA) defendeu a saída de Ricardo Teixeira de CBF antes da Copa do Mundo, ou "o mundo inteiro vai nos criticar". Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS) pediram a Jennings que encaminhe todas as suas denúncias à presidente Dilma Rousseff.

Extraído do Doladodela

Policial não vai à Câmara: PCdoB denuncia farsa da oposição

A ausência do policial João Dias na audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, nesta quarta-feira (26), recebeu críticas dos deputados do PCdoB. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), membro da comissão, disse que “essa comissão e a Câmara foram desrespeitadas, não pela ausência de João Dias, porque sabemos quem é, é um criminoso, o que não é possível admitir que os autores do requerimento façam parte dessa farsa para desmoralizar essa comissão e essa Casa”.

O líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), Ao tomar conhecimento da ausência do policial, reforçou que ele não tem provas das denúncias de corrupção. “João Dias não está aqui porque ele não tem como provar o que diz, assim como não teve nenhum documento para entregar à Polícia Federal”, afirmou.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), “esse cidadão faz denúncias vazias, sem provas, e se comprometeu a vir a Câmara dar esclarecimentos. A omissão dele hoje prova que as denúncias são vazias. Isso é um verdadeiro circo”, disse a parlamentar.

O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, deputado Sérgio Brito (PSD-BA), anunciou, no início da reunião, que o policial militar João Dias não atenderia a convocação da Câmara. De acordo com o deputado, a informação foi dada pelo advogado do policial, que não justificou o motivo da ausência. O convite ao policial foi proposto pelo líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

Em audiência na Câmara, na semana passada, o ministro do Esporte disse que não cometeu irregularidades na execução do programa Segundo Tempo e argumentou que o policial não apresentou provas.

Na ocasião, o ministro Orlando Silva disse que colocou seus sigilos à disposição e que pediu a abertura de inquérito na Polícia Federal e de investigação no Ministério Público para apurar as denúncias.

De Brasília
Márcia Xavier
Com Agência Câmara

Deputado Estadual Adriano Diogo (PT - SP) usa tribuna para defender integridade do PCdoB

Frente às calúnias proferidas contra o PCdoB nos últimos dias pelos meios de comunicação, o deputado estadual Adriano Diogo (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo, na última segunda-feira (24), para defender o partido das acusações feitas, em especial pela reportagem de capa da revista Época, que circula desde sábado (22) no país.


O deputado criticou duramente o que ele chamou de “achincalhe baixo e grave” da história do PCdoB e ressaltou a importância do partido no processo de democratização do país: “Em todos os lugares em que o PCdoB esteve, defendeu os interesses nacionais”. E pontuou ainda que, apesar das divergências que o PT e o Partido Comunista têm em alguns pontos, “na questão de princípios, estamos com o PCdoB”.

Sobre as acusações orquestradas contra o partido mais antigo do país, Diogo ressaltou que o PT, todos os partidos democráticos e todas as instituições “dizemos que isso é um achincalhe baixo e grave” e sublinhou que a “presidente Dilma Rousseff tem resistido às imposições absurdas da Fifa e da CBF em relação às obras dos estádios – a montanha de dinheiro, as exigências absurdas que a Fifa tem feito, desde a necessidade de vender bebida alcoólica, como estádios caríssimos, completamente fora dos padrões e da realidade”.

Defendeu ainda a nonagenária história da agremiação política. “Repudiamos associar qualquer fato eventual que possa estar ocorrendo à história e à dignidade do PCdoB. Sou testemunha de toda a resistência do PCdoB no período da ditadura militar, das eleições diretas, da recomposição. Se hoje estamos aqui é graças à resistência do PCdoB no Movimento contra a Carestia, nas lutas democráticas, na Guerrilha do Araguaia. Em todos os lugares em que o PCdoB esteve, defendeu os interesses nacionais”.

Na esteira da transmissão do programa partidário do PCdoB, na semana passada, em rede nacional e exibido pelo deputado na Assembleia, Diogo lembrou militantes ilustres que exaltam a trajetória de luta dos comunistas no país. “Saudações fraternas a todos os companheiros que são ou que foram do PCdoB – [Maurício] Grabois, [Pedro] Pomar, [João] Amazonas”. e enfatizou uma vez mais a integridade do partido: “o PCdoB não vai ser confundido com outra estrutura. O PCdoB não é um partido corrupto, não concorda com a corrupção. O PCdoB ajudou a construir a democracia no Brasil. Repudiamos qualquer achincalhe. Nós, do PT, temos divergências de pontos. É por isso que existe o PCdoB e o PT. São partidos diferentes, mas, na questão de princípios, estamos com o PCdoB”.

E, ao som do hino da Internacional Comunista, encerrou: “Viva o PCdoB! Viva o socialismo! Viva as liberdades democráticas! Abaixo a ditadura e seus infiltrados! Esse policial militar que acusa o PCdoB tem a mesma postura que o Cabo Anselmo, um infiltrado, um traidor. Viva o PCdoB!”

Da Redação do Vermelho, Vanessa Silva

Ministro Orlando deixa o cargo

do globo.com
Gerson Camarotti

BRASÍLILA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar carta de demissão na tarde desta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff. O ministro participou no início da manhã desta quarta-feira de uma reunião no Palácio do Planalto para discutir o agravamento de sua situação, com a abertura do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar denúncias de irregularidades na Pasta.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além dos líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior, e no Senado, Inácio Arruda, participam da conversa.