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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Marx, Engels, Orlando, Lula, Dilma, PCdoB... Tudo simples!


por Sonia Corrêa em Coisas de Soninha

Tenho pensado um bocado sobre as razões da maldade humana e chego a uma conclusão bem simples, como simples são as coisas todas na sociedade divida em classes sociais. Simples? Bem simples, sim! Os grandes filósofos já se esforçaram um bocado construindo imensas e complexas teses para comprovar a simplicidade.

Basta-nos compreender que numa sociedade divida em classes, houve, há e haverá sempre uma luta entre elas que se manifesta das mais diferentes formas, dependendo do momento histórico que se vive, da correlação de forças e dos instrumentos disponíveis para efetivar a disputa entre as classes. Já existiram momentos em que a querela lança-mão de armas, noutros momentos, usa-se a fome do povo e, momentos como o atual, utiliza-se de uma arma letal chamada mídia.

Ela é capaz de produzir efeitos nefastos, pois age diretamente na consciência das pessoas, constroi mitos, destrói vidas, apregoa preconceitos, propaga ideias, atinge as mentes. É assim, através desse instrumento que hoje a simples luta de classes se manifesta.

Quem não se lembra da queda do muro de Berlin e com ele o decreto disseminado pelo mundo capitalista que se havia chegado ao fim da história, que o socialismo estava morto, no final dos anos 80? Naquela mesma época, para quem não se lembra, uns tais comunistas do PCdoB, ousaram se levantar contra esta tese e realizaram um Congresso sob o lema “O Socialismo Vive”. Entretanto, ninguém lhes deu muita atenção, afinal se tratavam de cachorros mortos e ninguém chuta cachorro morto.

O problema é que entre estes cães, haviam aqueles que ainda respiravam e pensavam e, pior ainda, produziam e atuavam concretamente na sociedade brasileira. E essa gente se reproduziu. Foi ganhando adeptos e deixou de ser considerado “nanico” para se tornar um partido de porte médio. Médio, só em tamanho, pois do ponto de vista das ideias, da analise concreta da realidade concreta, da elaboração política acertada, sempre foi um gigante.

Conduzir um operário a Presidência da República e fazer as reformas democráticas que abririam caminho para a luta socialista era uma determinação seguida à risca do Oiapoque ao Chuí. Por isso mesmo, essa gente acabou se tornando parceiros de primeira hora do Presidente oriundo das grandes lutas operárias.

E assim, os comunistas foram chamados a ajudar a construir esse novo governo, nas mais amplas e diversas frentes. No parlamento, por exemplo, foi Aldo Rebelo, presidente da Câmara que jogou papel fundamental para barrar a tentativa de golpe que visava o “impeachment” do Presidente.

No Governo, os comunistas foram atuar no Ministério do Esporte que, embora tratando-se do “país do futebol” não era um posto de (digamos) primeira ordem. Entretanto, com um trabalho sério e abnegado dos comunistas, o Brasil foi ganhando respeitabilidade ao ponto de disputar e ganhar a realização da Copa do Mundo de 2014.

Mas, como assim? Os cachorros mortos vão estar à frente deste processo que, muito mais do que influenciar no âmbito do esporte, ainda jogará forte papel no desenvolvimento econômico e social do país? Não pode!

Aí, voltamos ao início do texto. Karl Marx, Friedrich Engels, Wladimir Lênin e essa gente toda simplificou a nossa vida. É a luta de classes se fazendo presente, afinal, a sociedade que vivemos é dividida em classes.

Observe como é simples: um baiano, negro, pobre e comunista dirigindo o processo da Copa do Mundo no Brasil, sob a batuta da primeira mulher presidenta do Brasil, com um importante histórico de lutas sociais e responsável por dar continuidade ao projeto iniciado pelo primeiro operário Presidente do Brasil. Será que os poderosos que sempre se locupletaram com o poder iriam aceitar “de bandeja”?

Observem outro exemplo bem “simplinho”: Quem ganhou o direito de transmissão dos jogos Panamericanos não foi a toda poderosa rede Globo. Aliás, foi justamente a sua principal concorrente no momento. Pare um “tiquinho” e pensa. Viste como é simples?

Então, aí entra a tal arma letal, que no caso específico, trata-se do mais abjeto veículo existente na atualidade que, sem qualquer escrúpulo, lança-mão de um criminoso confesso e com os métodos mais execráveis aniquila o trabalho e a vida de um homem, cuja grande culpa é ter nascido nordestino, negro, pobre e se tornado comunista.

A maldade não para por aí: nesta semana, com a divulgação do câncer que acometeu o nosso eterno Presidente Lula, assiste-se a uma enxurrada de piadas pela internet, acerca do tema. Mas, eu não me surpreendo com isso, quando vindo de gente putrefata. O que me assombra é assistir pessoas que se dizem esclarecidas, não perceberem que esta crueldade toda é fruto daquilo que eu disse lá no início: a divisão da sociedade em classes. Bem simples.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um posto-chave, decisão é urgente


por Fernando Brito no Tijolaço


Não posso fazer juízo de valor sobre o caráter do Ministro Orlando Silva, derrubado com uma história de um evidente desonesto que, encalacrado com a lei, defendeu-se atirando e, sobretudo, ciente de que teria tratamento “vip” na mídia.
Mas é possível tirar lições deste episódio onde a pressão da mídia, mais uma vez, tornou-se irresistível e ameaçava arrastar o Governo para um impensável fracasso em dois eventos que significarão muito para o Brasil: a Copa e a Olimpíada.

A primeira delas é que políticas públicas fundadas, exclusivamente, na iniciativa privada expõem o dirigente público a isso. Mesmo que haja uma linha administrativa correta, não é possível garantir a correção de centenas ou de milhares de convênios que repassem recursos públicos a entidades privadas sem que nisso haja o risco de desvios. E os desvios, mesmo quando detectados pelas estruturas de controle montadas pelo Estado, vulneram de forma imensa, para a mídia, um Governo que é “um inimigo a abater”.
Tudo começa, como de outras vezes, começa com um tipo nitidamente escroque. Ou com um deslize, uma intimidade a quem não se devia dá-la, um amigo meio heterodoxo. Mo meio dos “cartolas” esportivos, então, onde as flores não se cheiram e se mexe com milhões, muitos milhões , de interesses, digamos, comerciais, tudo é mais grave.
E se o dirigente público, por dever de seu ofício, alguma hora tem de contrariar estes interesses, fique certo, será trucidado.
Com culpas ou sem culpas, Orlando Silva o foi.

Ninguém ligou para o fato do “homem-bomba” que disse ter-lhe entregue dinheiro na garagem do Ministério tenha sumido com esta história e dito que ela não aconteceu, depois, claro, de publicada.
Agora já bastam o campimgo que não foi feito aqui, o terreno que foi comprado acolá, a mulher, a prima, o sobrinho. Nada precisa ser provado e a  mídia trata de linchar , senão por isto, por aquilo ou aquil’outro.
Dilma foi sábia ao postar-se a metros de Ricardo Teixeira. A um Ministro do Esporte, sem luz própria, é mais difícil resistir a estes salões.

Orlando Silva e o PCdoB entenderam que Dilma não poderia resistir à pressão da mídia e da Fifa que, grosseiramente, “demitiu” um ministro de um País.
E deixaram o caminho aberto para uma solução de Governo.

Que deve vir logo, e na figura de alguém de peso, capaz de virar esse jogo e colocar, de novo, o Brasil em posição de força em relação à Copa.
Alguém que possa, serenamente, “peitar” o jogo pesado que se desenvolve nos bastidores de uma organização esportiva que daria um infarto ao Barão Pierre de Coubertin.
É decisivo, e é urgente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Inversão de valores venceu: Orlando Silva sai por excesso de honestidade

no Blog Amigos do presidente Lula

O ex-ministro Orlando Silva sai do ministério do esporte de cabeça erguida, porque não se submeteu às chantagens, enfrentou a onda de denúncias e detratores como poucos políticos já fizeram antes, e mostrou uma resistência difícil de se ver. Sua única derrota foi na batalha da comunicação. A versão prevaleceu sobre o fato.

Ficarei muito surpreso se encontrarem alguma coisa real contra ele (podem encontrar de outras pessoas do ministério do esporte, mas sem haver má-fé dele).

Se ele fosse corrupto, com a verba que teve nas mãos, teria dado algum jeitinho de aliviar e se acertar com o PM João Dias, na calada da noite. Preferiu fazer a coisa certa, e partiu para o enfrentamento.

Cargo de ministro é assim mesmo, e do mesmo jeito que é nomeado, sair também faz parte, e seu próprio partido, PCdoB, achou que ele perdeu condições políticas para ficar no cargo.

A questão é saber se, politicamente, essa decisão foi de fato acertada, principalmente para o governo Dilma.

Sem provas, ainda havia gordura para queimar, mantendo o ministro no cargo. Cedendo com essa relativa facilidade, qualquer outro ministro poderá ser a bola vez: basta encontrar qualquer fraude CONTRA o ministério e negociar com o fraudador para fazer uma entrevista inventando uma denúncia falsa contra o ministro. Depois bombardeia-se diariamente com manchetes fantasiosas, transformando honestidade em suspeita qualquer coisa da vida particular ou pública do ministro.

Outra coisa instigante é saber: como pode um ministro desagradar a tantos interesses ao mesmo tempo, a ponto de ficar quase isolado?

A FIFA, a CBF e Ricardo Teixeira comemoraram sua queda.

Jornalistas da TV Record, inimigos de Teixeira, comemoram sua queda.

A TV Globo, aliados de Teixeira, conspirou junto à Veja, para derrubá-lo.

Como explicar tantos interesses antagônicos se unirem contra o mesmo ministro?

Só tenho uma explicação: excesso de honestidade! Falta de "jogo de cintura" para escolher a quem agradar e a quem desagradar. Conclusão: ainda há muito trabalho a fazer para o Brasil ser uma república, na acepção da palavra.

Deputado Estadual Adriano Diogo (PT - SP) usa tribuna para defender integridade do PCdoB

Frente às calúnias proferidas contra o PCdoB nos últimos dias pelos meios de comunicação, o deputado estadual Adriano Diogo (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo, na última segunda-feira (24), para defender o partido das acusações feitas, em especial pela reportagem de capa da revista Época, que circula desde sábado (22) no país.


O deputado criticou duramente o que ele chamou de “achincalhe baixo e grave” da história do PCdoB e ressaltou a importância do partido no processo de democratização do país: “Em todos os lugares em que o PCdoB esteve, defendeu os interesses nacionais”. E pontuou ainda que, apesar das divergências que o PT e o Partido Comunista têm em alguns pontos, “na questão de princípios, estamos com o PCdoB”.

Sobre as acusações orquestradas contra o partido mais antigo do país, Diogo ressaltou que o PT, todos os partidos democráticos e todas as instituições “dizemos que isso é um achincalhe baixo e grave” e sublinhou que a “presidente Dilma Rousseff tem resistido às imposições absurdas da Fifa e da CBF em relação às obras dos estádios – a montanha de dinheiro, as exigências absurdas que a Fifa tem feito, desde a necessidade de vender bebida alcoólica, como estádios caríssimos, completamente fora dos padrões e da realidade”.

Defendeu ainda a nonagenária história da agremiação política. “Repudiamos associar qualquer fato eventual que possa estar ocorrendo à história e à dignidade do PCdoB. Sou testemunha de toda a resistência do PCdoB no período da ditadura militar, das eleições diretas, da recomposição. Se hoje estamos aqui é graças à resistência do PCdoB no Movimento contra a Carestia, nas lutas democráticas, na Guerrilha do Araguaia. Em todos os lugares em que o PCdoB esteve, defendeu os interesses nacionais”.

Na esteira da transmissão do programa partidário do PCdoB, na semana passada, em rede nacional e exibido pelo deputado na Assembleia, Diogo lembrou militantes ilustres que exaltam a trajetória de luta dos comunistas no país. “Saudações fraternas a todos os companheiros que são ou que foram do PCdoB – [Maurício] Grabois, [Pedro] Pomar, [João] Amazonas”. e enfatizou uma vez mais a integridade do partido: “o PCdoB não vai ser confundido com outra estrutura. O PCdoB não é um partido corrupto, não concorda com a corrupção. O PCdoB ajudou a construir a democracia no Brasil. Repudiamos qualquer achincalhe. Nós, do PT, temos divergências de pontos. É por isso que existe o PCdoB e o PT. São partidos diferentes, mas, na questão de princípios, estamos com o PCdoB”.

E, ao som do hino da Internacional Comunista, encerrou: “Viva o PCdoB! Viva o socialismo! Viva as liberdades democráticas! Abaixo a ditadura e seus infiltrados! Esse policial militar que acusa o PCdoB tem a mesma postura que o Cabo Anselmo, um infiltrado, um traidor. Viva o PCdoB!”

Da Redação do Vermelho, Vanessa Silva

Ministro Orlando deixa o cargo

do globo.com
Gerson Camarotti

BRASÍLILA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar carta de demissão na tarde desta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff. O ministro participou no início da manhã desta quarta-feira de uma reunião no Palácio do Planalto para discutir o agravamento de sua situação, com a abertura do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar denúncias de irregularidades na Pasta.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além dos líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior, e no Senado, Inácio Arruda, participam da conversa.

“Herói” da mídia golpista, policial que acusa ministro vai à Câmara

por Esmael Morais 

O policial militar João Dias Ferreira (foto) vai à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, nesta quarta-feira (26), às 14h30, convocado pela oposição, depor sobre as denúncias que fez em conluio com a revista Veja contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o PCdoB.

Convertido a “herói” da mídia golpista, o policial Dias tem extensa ficha corrida no Distrito Federal. Ele já esteve preso antes justamente porque desviou dinheiro do programa Segundo Tempo. Foi o ministro Orlando Silva quem determinou a investigação de convênios da ONG do PM (fato que motivou a prisão de João Dias Ferreira).

Há onze dias mantido nos holofotes pelo Partido da Imprensa Golpista, o PM não conseguiu apresentar até agora as provas que prometeu contra o ministro. Nem a revista Veja, que dizia possuir documentos contundentes. Amarelou. Ficou na bravata, na mentira, no golpe, na armação.
O blog apurou que as 8 ONGs que João Dias Ferreira diz que estariam dispostas a delatar mais casos de “corrupção” no Ministério do Esporte, na verdade, são ONGs laranjas criadas pelo próprio policial. Ontem a velha mídia golpista gritou nas manchetes mais esse factoide, sempre no intuito de derrubar o ministro e atingir a presidenta Dilma Rousseff.

Vale lembrar que o “herói” da mídia golpista também é suspeito de assassinado um colega de farda no DF.
O PIG está com uma dificuldade concreta. Não sabe como sair da lambança em que se meteu. Até reduziu o objetivo. Antes queria derrubar o PCdoB e o ministro. Depois sinalizou que o PCdoB poderia ficar, mas sem Orlando. Agora até topa deixar o “Negão” em paz, no entanto, precisa apresentar uma “cabeça” ao público para encerrar o caso. Pode até ser o porteiro do Ministério do Esporte, que nada tem a ver com isso.

Os comunistas afirmam que, se depender deles, a mídia golpista ficará com o desgaste do episódio. A lição seria “pedagógica”. Ou seja, o PCdoB não topa colocar a cabeça de ninguém numa bandeja.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

De Dilma para Orlando: “Você fica”


Em telefonema de Manaus ao ministro do Esporte, hoje, por volta das 17 horas, presidente se declarou satisfeita com explicações e aliviada por PM João Dias não ter apresentado provas contra ele; Orlando Silva fica no cargo

Foto: Divulgação

por Brasil 247 

Por volta de 17h00, na linha a partir de Manaus, a presidente Dilma Rousseff telefonou ao ministro do Esporte, Orlando Silva, para informar-lhe que, do ponto de vista dela, a crise que abalou a permanência do ministro no governo está superada. “Você fica”, cravou Dilma, para alívio e satisfação do subordinado. A presidente registrou ter sido informada da ausência da voz do ministro nas 13 mídias que Dias entregou hoje à Polícia Federal, com diálogos dele com assessores do Ministério do Esporte. Como o policial militar prometera dar um “nocaute” no ministro, mas não conseguiu apresentar sequer uma palavra dele de participação direta no suposto esquema de corrupção, a presidente concluiu que Orlando Silva é, neste momento, muito mais vítima do que suspeito de uma situação.

O telefonema da presidente foi interpretado nos meios políticos de Brasília, entre os quais a informação da ligação circulou, como um ponto final na crise. Além do alívio frente a tibieza das novas denúncias, contou também a posição do ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva, contrário à demissão do ministro.

Quase ao mesmo tempo em que recebeu a garantia da presidente de que continuará no cargo, o ministro do Esporte determinou a abertura de uma sindicância interna para apurar o conteúdo das denúncias de João Dias.
Abaixo, notícia da Agência Estado sobre o depoimento de João Dias à PF:

Agência Estado - Em novo depoimento de mais de quatro horas à Polícia Federal (PF), na tarde de hoje, o policial miAglitar João Dias informou que pelo menos vinte Organizações Não Governamentais aceitaram delatar o esquema de arrecadação de propina que o PCdoB teria montado no Ministério do Esporte com entidades conveniadas ao programa Segundo Tempo e outras ações da Pasta. As entidades, segundo ele, vão depor nos próximos dias.

Dias disse que o esquema incluía o pagamento, pelas ONGs, de um "pedágio" de 10 a 20% para um escritório de consultoria e a contratação dos serviços de um cartel de seis empresas indicadas pela cúpula do Ministério do Esporte, ligadas ao PCdoB. Pelo menos 20% de todo o dinheiro dos convênios firmados com 300 ONGs conforme o policial, eram desviados e parte ia para financiar a estruturação dopartido e campanhas de candidatos. "Fui vítima de chantagem e retaliações porque não aceitei as condições absurdas que me exigiam", afirmou.
Além dessas ONGs, o policial deu à PF os nomes de outras dez entidades que, segundo garante, aceitaram condições irregulares para obter recursos do programa. Segundo ele, as ONGs, para receber os recursos do programa Segundo Tempo e não serem molestadas na prestação de contas, tinham de comprar produtos e serviços de um "pool" de seis empresas: Infinita Comércio, Linha Direta, JG, Transnutre, HS e Capte Comércio.
Para a imprensa, na saída do depoimento, ele deu os nomes de cinco ONGs de Brasília - Liga de Futebol Society; Associação Nossa Senhora Imaculada; Instituto Novo Horizonte; Fundação Toni Matos; e a Associação Gomes de Matos, além de uma do Rio, a Fundação Viva Rio, e uma de Santa Catarina, o Instituto Contato. Sua lista inclui três entidades da Bahia, mas ele não revelou os nomes.

O policial garantiu que o ministro Orlando Silva sabia de todo o esquema, que seria operado pelos seus principais auxiliares na Pasta, entre os quais o chefe de gabinete, o secretário executivo, o secretário nacional de Esportes Educacionais e os chefes de áreas técnicas e jurídica.

Ele disse ter entregue à PF documentos novos, 13 áudios e outras mídias, como CDs, que comprovariam os desvios de recursos públicos. Entre as mídias, ele disse que estão dois áudios, publicados pela revista Veja nesse fim de semana, nos quais dirigentes do Ministério instruem o policial a fraudar documentos de prestação de contas de dois convênios firmados com a Pasta por meio de duas ONGs que ele dirige.

Ele disse ainda que nenhum dos áudios e mídias contém imagem ou voz do ministro, mas observou que seria impossível que ele não soubesse do esquema. "Se ele não sabia, como alega, não devia se considerar ministro porque as exigências eram feitas por assessores diretos e em nome dele", afirmou. "O próprio secretário executivo dele me atendeu para dar instruções em nome do ministro", garantiu. A PF não divulgou o teor do depoimento e informou, pela assessoria, que ainda não fechou o calendário de intimações. O depoimento não teve a presença dos advogados do policial.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cadê o Célio Soares Pereira? Será o Célio do panetone do Arruda?

por

Estão escondendo Célio Soares Pereira no noticiário, o "faz-tudo" do PM João Dias Ferreira, segundo a revista Veja:




Será que o Célio Soares Pereira, funcionário de confiança da turma do Arruda, é o mesmo "faz-tudo" da revista Veja? Ou é homônimo?

Ambos são radicados em Sobradinho.



http://www.buriti.df.gov.br/ftp/diariooficial/2007/06_Junho/DODF%20121%20%2026-06-2007/Se%C3%A7%C3%A3o02-%20121.pdf



No Diário Oficial do DF, de 28/06/2007 (início do governo demo-tucano de Arruda), está aí um Célio Soares Pereira, nomeado Assistente da Diretoria em Sobradinho.

O órgão pertence à Secretaria de Governo do Distrito Federal, cujo secretário era Zé Humberto (José Humberto Pires de Araújo), da confiança de José Roberto Arruda, e que caiu com ele, na Operação Caixa de Pandora (Mensalão do DEM), também suspeito de desvios de dinheiro público.
 Célio Soares Pereira, também foi exonerado em seguida ao mensalão do DEM (pág. 33 do Diário Oficial do DF, dia 19/11/2009):

EXONERAR CELIO SOARES PEREIRA, matrícula 088068-X, do Cargo em Comissão, Símbolo DFA-08, de Assistente, da Diretoria de Serviços, da Administração Regional de Sobradinho II, da Coordenadoria das Cidades, da Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal.

Veja pega na mentira: caiu em contradição

Se confirmar que o Célio faz-tudo da Veja é o Célio do Arruda, a revista não tem mais como negar que mentiu de má-fé.

Com um texto para enrolar o leitor e querer qualificar o acusador apenas como pai de família, a revista diz que Célio é "casado, pai de 6 filhos, curso superior de direito inconcluso"... (só faltou dizer que foi coroinha e escoteiro, quando criança), e que ATUALMENTE trabalha como gerente de uma academia do PM João Dias.

Este é o acusador que diz, sem qualquer prova, ter entregue uma caixa de papelão com dinheiro "no fim de 2008" dentro da garagem do ministério (uma versão difícil de acreditar, uma vez que é lugar público e exposto, deve ter testemunhas como seguranças, motoristas e câmeras de vigilância).

Com uma acusação tão grave como esta, e a revista se interessando até pelo nº de filhos (o que nada importa para o assunto da matéria), será possível que não perguntou onde trabalhava nesta época, "no fim de 2008"?

A revista se esquiva dizendo que ele era uma espécie de "faz-tudo", para enrolar o leitor e não dizer onde ele trabalhava de fato (ao que tudo indica, no governo de Arruda, adversário político do PCdoB, o que torna a estorinha mais complicada de enganar leitores). É pura má-fé.

 Sobras de Campanha de Roriz vão parar na revista Veja, Globo, Estadão e Folha


O PCdoB já emitiu nota dizendo que o PM João Dias filiou-se antes das eleições de 2006 e desfiliou-se em 2007, após as eleições. A maioria da imprensa, além de continuar mentindo ao dizer que ele é filiado no presente, não teve a curiosidade de perguntar se ele tem ou teve outra filiação partidária após isso.

Ao que tudo indica, seu "faz-tudo" era ligado a algum partido da base de José Roberto Arruda.

Os meios políticos de Brasília toda sabe que em 2010 ele trabalhou a favor da campanha da mulher de Joaquim Roriz, municiando com denúncias que não se comprovaram.

Veja, Globo, Estadão, Folha esconderam isso do leitor o tempo todo durante os ataques para derrubar Orlando Silva. Estes órgãos de imprensa, literalmente, recolheram as fontes de denúncias das sobras de campanha da família Roriz.

A Folha resolveu contar esse vínculo ao leitor atrasado, só no dia 19, depois de ver que o Ministro não caiu, e que, na audiência da Câmara, transmitida pela TV, vários deputados expuseram essa folha corrida do PM.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Deputado Protógenes na "cola" de João Dias que não apresenta provas.

Envolvido em desvio fica doente para depor na PF, mas encontra oposição no Senado 

 

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) pediu, nesta terça-feira, às comissões de Turismo e Desporto e de Fiscalização e Controle que encaminhem um ofício à Polícia Federal (PF) informando o comparecimento do policial militar João Dias a uma reunião no gabinete da liderança do PSDB.

O militar está envolvido num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo comandado pelo Ministério dos Esportes. Dias tinha um depoimento marcado para a manhã desta terça-feira na PF, mas o seu advogado informou que ele não poderia comparecer por motivos de saúde. Estranhamente, no mesmo dia, ele esteve no Senado Federal em reunião com parlamentares da oposição.


João Dias acusa o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de também participar do esquema. Protógenes lembrou que o militar anuncia ter provas do envolvimento de pessoas do Ministério, mas não as apresenta. O parlamentar destacou que caso as ditas provas existam, elas precisam ser apresentadas rapidamente à Polícia Federal, instituição que tem a responsabilidade de investigar denúncias contra ministros de estadoBlog do Protógnes e capacidade técnica para periciar provas

do Bolg do Protógenes