Por Franco Ahmad - São Paulo - Contato: feversoes@gmail.com - "...há coisas que não querem que você saiba e outras que querem que você pense. Mesmo não sendo verdade." Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Ricardo Teixeira: o padrinho da Globo
O Provocador
Nunca entendi direito o porquê dos tradutores terem colocado o título de O Poderoso Chefão na obra-prima de Francis Ford Coppola chamada, originalmente, The Godfather (O Padrinho).
Ao assistir ao Jornal Nacional desta segunda (12), minha dúvida terminou.
A Globo canonizou Ricardo Teixeira. Em uma homenagem travestida de reportagem, a afilhada querida do poderoso padrinho fez elogios sem-fim aos seus feitos à frente da CBF.
Foram pouco mais de 3 minutos e 30 segundos de aplausos.
Denúncias? Uma minúscula parte dos escândalos desvendados pela Record, durante semanas seguidas, apareceram brevemente após 2 minutos e 40 segundos e logo trataram de dizer que foram arquivadas.
Foram números e marcas positivas quase sem-fim
- 112 títulos
- 5 Copas América
- 3 finais consecutivas de Copa do Mundo
- Assumiu com apenas dois patrocinadores e deixou a entidade com R$ 271 milhões em caixa
- Organizou o campeonato nacional de futebol
- Comandou a campanha vitoriosa do Brasil para sediar a Copa de 2014
Este santo homem foi injustiçado por aqueles que não compreendem o amor de um pai por uma filha, de um padrinho por sua afilhada.
Como tenho dito nos últimos dias, é fácil mentir dizendo a verdade.
Ricardo Teixeira não deixou apenas o comando do futebol brasileiro nesta segunda. Deixou a Globo órfã de seu maior padrinho.
E o Jornal Nacional discursou em seu velório público.
terça-feira, 13 de março de 2012
Globo é fiel a Teixeira até o fim
do Conversa Afiada
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| Ilustração do Observatório |
O editor do Conversa Afiada, Bruno Pavan, enviou o seguinte e-mail:
Paulo,
Não sei se você conseguiu ver a matéria do JN sobre a saída do Ricardo Teixeira da CBF.
É uma afronta ao jornalismo e aos brasileiros.
Nos três minutos de matéria se fala sobre o número da patrocinadores da Confederação, o número de títulos que Teixeira (?) ganhou, da organização (??), do calendário…
Sobre corrupção, a matéria diz que “ele se defendeu de todas as denúncias” e que “viu os processos serem arquivados na justiça”.
Para a Globo não são os jogadores que ganham Copas, é o cartola.
Ao menos uma coisa tem que ser dita: eles foram fiéis ao aliado até o fim.
Em tempo: Mr. Teixeira tinha dito que, enquanto a Globo não falasse mal dele, ele não dançava. A Globo não falou mal dele, falou bem até na hora da morte – e ele caiu. Quem tem medo da Globo é que dança. Aliás, quem tem medo do PiG (*) é que dança.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Paulo,
Não sei se você conseguiu ver a matéria do JN sobre a saída do Ricardo Teixeira da CBF.
É uma afronta ao jornalismo e aos brasileiros.
Nos três minutos de matéria se fala sobre o número da patrocinadores da Confederação, o número de títulos que Teixeira (?) ganhou, da organização (??), do calendário…
Sobre corrupção, a matéria diz que “ele se defendeu de todas as denúncias” e que “viu os processos serem arquivados na justiça”.
Para a Globo não são os jogadores que ganham Copas, é o cartola.
Ao menos uma coisa tem que ser dita: eles foram fiéis ao aliado até o fim.
Em tempo: Mr. Teixeira tinha dito que, enquanto a Globo não falasse mal dele, ele não dançava. A Globo não falou mal dele, falou bem até na hora da morte – e ele caiu. Quem tem medo da Globo é que dança. Aliás, quem tem medo do PiG (*) é que dança.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Teixeira pode anunciar hoje renúncia da CBF
Por Agência Estado
Presidentes de federações apostam que Ricardo Teixeira vai anunciar nesta quarta-feira o seu afastamento da CBF, durante assembleia geral extraordinária marcada para o início da tarde, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. A dúvida é se o mandatário maior do futebol brasileiro, no poder desde 1989, vai se licenciar do cargo ou optar pela renúncia.
“Sou a favor da legalidade, o que não vou aceitar é golpe. O problema está na intromissão do Marco Polo Del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) no processo”, disse o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto Filho, com quem Ricardo Teixeira costuma manter contato permanente.
Na eventualidade de renúncia de Teixeira, assumiria, de acordo com o estatuto, o vice-presidente mais velho: José Maria Marin, de 79 anos, ex-governador de São Paulo e apadrinhado por Del Nero. Se o presidente da CBF pedir licença, no entanto, pode escolher qualquer um dos cinco vices. “Eu acredito, sim, que vamos ouvir dele um pedido de licença”, disse Delfim. Para ele, Teixeira deve pedir licença de 180 dias, renovável por mais 180.
Mas, para o gaúcho Francisco Noveletto Neto, o presidente entrega o cargo nesta quarta. “Acho que ele sai. Foi o que disse ao tio, Marco Antônio Teixeira, quando o demitiu (em 3 de fevereiro)”, disse. “O presidente está cansado, quer viver um pouco, enjoou. A família pesou bastante na decisão”, afirmou. Teixeira reservou para esta quarta um presente para cada dirigente das 27 federações. Isso foi interpretado por alguns como um gesto de despedida.
Caso Ricardo Teixeira saia, os presidentes estão divididos. Há os que defendem que Marin assuma e cumpra o mandato até 2015; os que apoiam a posse do paulista e a convocação imediata de novas eleições e, entre eles, os que já declaram apoio a uma possível candidatura de Del Nero, como o presidente da federação maranhense, Antonio Américo Gonçalves, outro que também acredita na saída de Teixeira. “Para mim, ele vai pedir licença do cargo” disse.
Na última terça, prova da influência dos paulistas atualmente, Del Nero e Marin recepcionaram todos os dirigentes na entrada do hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, onde estão hospedados, com as despesas pagas pela CBF. Há, também, dirigentes que desejam outra candidatura que não a de Del Nero, que poderia vir do Rio, com Rubens Lopes, ou do Rio Grande do Sul, com Noveletto. Outro ponto divergente envolve o mandato atual de Teixeira, de oito anos, e não dos habituais quatro. Para alguns presidentes, se Teixeira renunciar, é como se um novo mandato tivesse início, e por isso deveria haver novo pleito.
Mesmo entre os que são contra um mandato de Marin, a “torcida” pela permanência de Teixeira é discurso padrão. Menos para Miguel Alfredo, interventor na federação do Distrito Federal desde maio do ano passado. “Para mim, tanto faz. Só quero que haja uma preocupação maior em fortalecer as federações menos capazes”, disse.
Nesta terça, 11 presidentes estiveram na CBF. Teixeira recebeu quase todos individualmente, mas saiu no meio da tarde para uma consulta médica. Nesta quarta, o mandatário da CBF vai falar com um por um, antes da assembleia. A pauta prevê exposição do dirigente sobre “assuntos de interesse” da CBF e das federações, além de discussão sobre “reforma parcial” no estatuto da entidade. Entre as mudanças, a proibição de que CBF e federações possam contribuir financeiramente com campanhas políticas e o aumento do prazo, de seis meses para um ano, de convocações de eleições antes do término de um mandato.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O fim do cartola Ricardo Teixeira
Os amantes do futebol já preparam as festanças. Há fortes indícios de que Ricardo Teixeira, o cartola que manda e desmanda na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há mais de duas décadas, deixará o cargo nas próximas horas. A coluna de hoje (16) da jornalista Mônica Bergamo, na Folha, já dá como certa a sua renúncia:
“Ricardo Teixeira teria escolhido a dedo a data para anunciar sua intenção de deixar a CBF: bem pertinho do Carnaval, para que a folia encobrisse o impacto de sua saída da entidade. O desprezo de Dilma Rousseff por Teixeira foi decisivo para esvaziar seu poder, dizem amigos próximos dele. Há alguns dias, em viagem a Brasília, o cartola ‘nem sequer pediu audiência’ a ela, segundo interlocutor. Por um motivo: sabia que bateria com a cara na porta”.
Manobra para escapar da cadeia
Além do seu isolamento político e de ser odiado pelas torcidas, que intensificaram a campanha do “Fora Teixeira” nos estádios, o ex-todo-poderoso chefão da CBF teme ser preso. Nos últimos dias, surgiu uma nova acusação de pagamento de propina ao cartola. A Polícia Civil de Brasília encontrou cheque em seu nome emitido por Vanessa Precht, uma das sócias da empresa suspeita de ter superfaturado um amistoso da seleção brasileira, em 2008.
Este não é o primeiro – nem será o último – escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, que ergueu uma fortuna como cartola. Mas ele sempre conseguiu se safar das denúncias, inclusive das apresentadas em duas Comissões Parlamentares de Inquérito - as CPIs do Futebol e da CBF/Nike. Agora, porém, parece que a mansão caiu. A sua renúncia seria uma hábil manobra para evitar que a Justiça da Suíça quebre o seu sigilo bancário, em outro caso de recebimento de propina de dirigentes da FIFA na década de 1990.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Teixeira pode renunciar à CBF e se mudar para Miami, diz jornal
| Rumores sobre a saída de Ricardo Teixeira aumentam na CBF Foto: Roberto Filho / AgNews /Divulgação |
Se antes, pessoas muito próximas a Teixeira, como o diretor de comunicação, Rodrigo Paiva, negavam veementemente uma possível renúncia dele na CBF e no Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL), hoje já não adotam a mesma posição. Os indícios de que Teixeira estaria de saída ganham força ao se constatar que o presidente da CBF fechou o laticínio que tinha no Rio de Janeiro e vendeu 80% das cabeças de gado de uma fazenda que é proprietário.
Ainda de acordo com o Lance, Teixeira deve mudar para sua casa em Miami, caso aconteça a renúncia. Segundo o periódico, o estatuto da CBF prevê que quem assume a presidência é o vice-presidente mais velho.
O cargo, então, seria ocupado por José Maria Marin, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), que virou motivo de ironia da imprensa recentemente por embolsar uma medalha que seria dada aos jogadores do Corinthians, campeões da Copa São Paulo.
Os motivos principais para a saída seriam os problemas de saúde que o dirigente tem sofrido recentemente e a proximidade da divulgação dos documentos sobre um possível caso de corrupção nos anos 90 envolvendo a empresa ISL e membros da Fifa, entre eles Teixeira.
As informações são do portal Terra
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