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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Opositor de Chávez evita rótulo de conservador e aposta em “modelo Lula”

da BBC Brasil

Um dos principais candidatos a enfrentar o presidente venezuelano Hugo Chávez nas urnas em 2012 promete um ''modelo Lula'' de governar, em menção ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Henrique Capriles Radonski, pré-candidato
presidencial na Venezuela (Foto: Reuters)
Henrique Capriles Radonski, pré-candidato presidencial na Venezuela, lança sua candidatura hoje (12) tentando desvincular-se do rótulo de conservador. ''Não é a hora da esquerda, nem da direita, é a hora da Venezuela'', disse Capriles Radonski, durante um ato de campanha eleitoral.
Com 39 anos de idade, o atual governador do estado de Miranda, o segundo mais populoso do país, aparece como favorito nas pesquisas às eleições primárias de fevereiro, quando a coalizão opositora definirá quem será o candidato que enfrentará Chávez nas eleições presidenciais.
Analistas políticos ouvidos pela BBC Brasil declaram que Radonski tem como uma de suas ''preocupações'' e ''desafios'' convencer a população que seu projeto de governo é de centro-esquerda, ainda que sua origem e sua base de apoio representem a direita da sociedade venezuelana.
''Radonski está sempre fugindo da etiqueta de que é um político conservador. Tenta ir à esquerda, diz que seu guia é Lula e quer ser do povo'', declarou à BBC Brasil o analista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela.
Reiteradamente, Radonski diz que pretende seguir o modelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas áreas econômico e social. Em sua gestão como governador, criou o ''Fome Zero venezuelano'' para distribuição de alimentos para mais de 50 mil famílias.
Sua atuação, no entanto, está mais próxima da do atual mandatário venezuelano do que da gestão Lula. Radonski tem se esforçado em imitar o atual presidente. Tem prometido não só manter, como melhorar as "missões" – carro-chefe da política social de Chávez - e incorporou a suas políticas públicas no estado de Miranda os conselhos comunitários - uma espécie de orçamento participativo, criado por Chávez.
Apoiado por um setor político-empresarial, Radonski busca se adaptar ao discurso político venezuelano, no qual a agenda social e progressista se tornou prioritária, na opinião do historiador venezuelano Miguel Tinker Salas, professor de história latino-americana da Pomona College, da Califórnia. ''É impossível na Venezuela atual a eleição de um candidato conservador com um discurso pró-Estados Unidos'', disse Salas à BBC Brasil.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lula doa prêmio de US$ 100 mil a país africano

por Everton Araújo
Ao receber nesta quinta-feira, 29, o prêmio Lech Walesa, na Polônia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que decidiu doar os US$ 100 mil a um país africano. O país que receberá o valor será escolhido pelos diretores do Instituto Lula e pelos membros da fundação criada por Walesa. Lula também se encontrou em Gdansk com o sindicalista e ex-presidente polonês.
Walesa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, lembrou que quando conheceu Lula, em 1980, acreditou que estavam em caminhos diferentes. 'Deixamos o comunismo e o senhor queria introduzir o socialismo. Parecia que estávamos em caminhos opostos, pois parecia não haver terceira via', comentou. 'O senhor não tinha razão há 30 anos, mas hoje mostrou que tinha razão.'
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que Lula e Walesa fizeram mudanças radicais sem promover o caos em seus países. Para Tusk, os dois líderes promoveram o crescimento econômico e o bem-estar para as populações.
O prêmio Lech Walesa foi criado em 2008 pela fundação do ex-presidente polonês para reconhecer personalidades destacadas por seu apoio à liberdade, democracia e cooperação internacional. A fundação informou em nota que Lula foi escolhido 'em reconhecimento por seus esforços para conseguir uma cooperação pacífica e a compreensão entre as nações, especialmente para reforçar o papel dos países em desenvolvimento no mundo dos negócios, e por sua contribuição para reduzir a desigualdade social'.

Fonte: Agência Estado