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terça-feira, 6 de março de 2012

Bye Bye DEMos - DEM perde seu candidato a presidente em 2014 - Podem enterrar!


Partido pretendia usar a imagem de linha-dura da ética do senador Demóstenes Torres como bandeira para lançar seu próprio nome para a sucessão presidencial; mas as revelações de amizade com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus presentes generosos acabaram com os planos

Brasil 247  

Depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história, com a perda de correligionários para o recém-criado PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a direção do DEM pretendia recuperar espaço nas eleições municipais de 2012 para lançar um candidato próprio para a sucessão presidencial. Mas a perspectiva naufragou de vez.

A legenda que já era considerada em Brasíia como a mais corrupta de todas, segundo o ranking divulgado pelo Movimento de Combate à Corrupção eleitoral, perde agora seu mais exemplar garoto-propaganda. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se apresentava como o linha-dura da ética. Mas bastou um presente de US$ 27 mil de uma amizade próxima com o bicheiro Carlinhos Cachoeira para essa imagem despencar, e junto com ela, as pretensões do DEM para 2014.

A Polícia Federal enviou ao STF transcrições de 298 ligações telefônicas trocadas entre o senador Demóstenes e Carlinhos Cachoeira entre fevereiro e agosto de 2011 – na média, 1,4 telefonema por dia.
“Fala, professor, melhorou?” Era assim que Demóstenes se dirigia ao contraventor.

Questionado sobre suas relações com o Don Corleone brasileiro, Demóstenes soltou uma pérola: “Pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”. O Brasil todo sabia da fama de Carlinhos Cachoeira. Especialmente em Goiás, onde ele administrava uma rede de cassinos ilegais. O que foi recentemente revelado é que ele dava as cartas no governo de Goiás, nomeando delegados e técnicos de várias áreas do governo.



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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Com PSDB à deriva, PPS e DEM cogitam voos próprios para 2014


Agência O Globo

BRASÍLIA - Desnorteada com os índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que chegou a superar seu padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva depois de seu primeiro ano de governo, a oposição não consegue se entender. O racha interno enfrentado pelo PSDB - por conta da disputa travada desde o ano passado entre o ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves pela vaga de candidato à sucessão presidencial de 2014, alimentada esta semana pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - começa a contaminar seus principais parceiros nas últimas duas campanhas nacionais. Diante do quadro de indefinição, DEM e PPS tentam voos próprios em 2014.

- Quem tem quatro candidatos, não tem nenhum - comentou um observador da oposição.

Sem uma solução à vista para a briga entre Serra e Aécio, dirigentes do DEM já defendem abertamente o lançamento de uma candidatura própria à Presidência. O nome mais cotado é o do atual líder da bancada no Senado, Demóstenes Torres (GO). Resta saber se a legenda, que sofreu um duro revés no ano passado com a criação do PSD, conseguirá sobreviver às eleições deste ano.

Se o desempenho do partido ficar abaixo do esperado, setores do DEM admitem reservadamente que poderão buscar outros caminhos. Uma hipótese seria uma possível fusão com o PMDB, por ser uma legenda que, mesmo compondo a base governista, aceitaria representantes da oposição.

- Sem um candidato que a gente confie, é provável que lancemos um candidato próprio à sucessão presidencial. O DEM tem projeto distinto do PSDB. Nossa tendência é encontrar um candidato que tenha um discurso conservador e liberal - confirmou Demóstenes Torres.

Serra honraria legenda se fosse candidato, diz Freire

O PPS também admitiu em seu último congresso nacional ter um candidato próprio à sucessão de Dilma Rousseff. O presidente nacional do partido, deputado Roberto Freire (SP), por enquanto, evita fazer um convite aberto para que o ex-governador paulista seja candidato pelo PPS em 2014, mas admite que qualquer legenda ficaria honrada em ter nos seus quadros uma personalidade com a capacidade de Serra.
Freire considera, no entanto, cedo para se discutir nomes à eleição de 2014 e alfineta a briga entre os tucanos:

- O PSDB não deveria precipitar as discussões sobre 2014. Essa é uma discussão prematura que não ajuda ninguém. Nossa prioridade neste momento deveria ser fazer oposição ao governo Dilma. Isso é muito mais urgente neste momento. Vale lembrar ainda que, antes de 2014, precisamos nos preparar para as eleições municipais deste ano.

A possibilidade de a oposição se dividir em pelo menos três candidatura diferentes, por enquanto, não parece preocupar Freire:

- Não há nenhum problema em termos várias candidaturas. O problema do PSDB está em discutir neste momento uma divisão interna, um assunto que está na ordem do dia permanente do partido. Eles não deveriam estar gastando energia neste momento - acrescentou o presidente do PPS.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Para FHC, Aécio Neves é 'candidato natural' do PSDB à Presidência

deu no Estadão

Ilustração do blog
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apontou o senador mineiro Aécio Neves como "candidato natural" do PSDB à Presidência em 2014. Em entrevista à publicação britânica The Economist, FHC prevê uma "luta interna muito forte" entre Aécio e o ex-governador de São Paulo, José Serra, pela indicação do partido nas eleições nacionais.

Em uma conversa com a jornalista Helen Joyce, chefe do escritório da revista em São Paulo, realizada no dia 12 de janeiro, o ex-presidente destaca a importância de unidade dentro do PSDB para a escolha de seu candidato daqui a três anos. Questionado sobre quem seria o "candidato natural", FHC respondeu sem rodeios: "Aécio Neves".

O tucano não retira Serra da disputa, indicando que "as coisas ficarão mais claras depois das eleições municipais". No entanto, FHC indica que o ex-governador pode desistir da disputa para promover a renovação do partido e chega a compará-lo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputou a Presidência diversas vezes.

"No caso do PSDB, o ex-governador Serra desempenha o papel do Lula: ele tem coragem, ele gosta de competir. Eu não sei até que ponto ele vai estar convencido de que isso não é para ele, que deve abrir espaço para os outros", avaliou o ex-presidente.

Já a participação do governador paulista Geraldo Alckmin na disputa nacional de 2014 foi praticamente descartada por FHC.

O ex-presidente criticou a campanha tucana à Presidência em 2010, quando Serra foi derrotado por Dilma Rousseff no 2º turno. Ele afirma que "o PSDB cometeu erros enormes" e insinua que o fracasso se deveu ao isolamento de Serra dentro do partido

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2014: decepção com Aécio desnorteia oposição



Há um ano, Aécio Neves era celebrado como grande promessa da oposição. Hoje, tornou-se um nome duro de roer. Tucanos e aliados viam nele a melhor opção presidencial. Passaram a enxergá-lo como a pior decepção da temporada.

Em qualquer roda de políticos ficou fácil reconhecer um oposicionista: é o que está lamentando a popularidade de Dilma Rousseff e falando mal de Aécio Neves. Nas discussões sobre 2014, o senador mineiro é personagem indefeso.

Para perscrutar as razões do desencantamento com Aécio, o blog ouviu cinco lideranças da oposição. Gente do PSDB, do DEM e do PPS. Um dissidente de legenda governista. O compromisso do anonimato destravou-lhes a língua.

Espremendo-se as opiniões e peneirando-se os exageros, obtem-se um sumo uniforme. A desilusão dos oposicionistas assenta-se em três avaliações comuns:
1. A atuação de Aécio em seu primeiro ano de Senado foi apagada. Algo incompatível com a biografia de um ex-presidente da Câmara. Ele não aconteceu, disse um dos entrevistados, no melhor resumo do sentimento que se generaliza.

Como assim? Quando Itamar Franco era vivo, a voz de Minas no Senado era a dele, não a de Aécio. O grande feito de Aécio no Senado foi a relatoria do projeto que redefine o rito das medidas provisórias. Proposta do Sarney, não dele. É pouco.

2. Dono de estilo acomodatício, Aécio é uma espécie de compositor da política. Compõe com todo mundo. Governou Minas com o apoio de partidos que, no Congresso, davam suporte a Lula. Em Brasília, o espírito conciliador, por excessivo, foi tomado como defeito.

Aécio exagerou, queixou-se um ex-entusiasta do senador. Esmiuçou o raciocínio: no afã de atrair para o seu projeto pedaços insatisfeitos do bloco pró-Dilma, Aécio esquece que a oposição deve se opor. É improvável que ganhe aliados novos. E está perdendo os antigos.

3. Imaginou-se que, livre dos afazeres de governador, que o prendiam a Minas, Aécio viraria rapidamente um personagem nacional. Por ora, nada. Por quê? A projeção exigiria dedicação e ampliação do horizonte temático, palpita um dos queixosos.

Mas Aécio não é um obcecado pelo Planalto? Sim, mas revelou-se pouco aplicado e esquivou-se das polêmicas. Viajou pouco. No Senado, não foi dos mais assiduous em plenário. Subiu à tribuna só de raro em raro. No geral, esquivou-se das polêmicas.

O critico citou um exemplo: PSDB e DEM decidiram quebrar lanças contra a DRU, o mecanismo que permite ao governo dispor livremente de 20% do Orçamento. Entre os tucanos, apenas cinco votaram contra. Aécio não estava entre eles.

Ninguém vira alternativa presidencial fugindo dos temas espinhosos, lamuriou-se um expoente do próprio PSDB. Aécio continua sendo alternativa graças à vontade pessoal e à ausência de um sucedâneo. A sorte dele e que a maioria do partido não suporta o José Serra.

Parte da cúpula do PSDB tenta antecipar para depois da eleição municipal de outubro a definição do nome do presidenciável da legenda. Em âmbito interno, a aversão a Serra faz de Aécio um favorito.

Fora daí, é visto pela própria oposição como uma ex-promessa. Uma liderança que se absteve de acontecer. Um candidato que depende do fortuito para livrar-se da condição de favorito a fazer de Dilma uma presidente reeleita.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dilma e Campos: encontro marcado em 2014?

Há tempos, o PT vinha buscando um pretexto para brigar com o PSB; para muita gente, o que há por trás da guerra da Integração Nacional é o desconforto com o ar cada vez mais presidenciável de Eduardo Campos, que poderia até enfrentar a presidente Dilma Rousseff nas próximas eleições

Foto: Divulgação e Andréa Rêgo Barros/247
Por 247 Eduardo Campos, governador de Pernambuco e líder natural do Partido Socialista Brasileiro, o PSB, foi apontado recentemente como o melhor governador do Brasil. Com obras gigantescas, como o Porto de Suape e a chegada de montadoras, como a Fiat e a Volks, seu estado vive hoje uma situação de quase pleno emprego. Campos também demonstrou força política, em episódios como a eleição da deputada Ana Arraes para o Tribunal de Contas da União. E, fora tudo isso, ele também se movimenta com desenvoltura entre todos os partidos, articulando possíveis alianças políticas com o PSD, de Gilberto Kassab, e até com o PSDB, de Aécio Neves. Movimentos que fazem com o líder do PSB se pareça, cada vez mais, com um autêntico presidenciável – e já para 2014.

Toda essa desenvoltura, naturalmente, gera desconfortos no PT. José Dirceu, que comanda a maior ala do partido, já escreveu notas em seu blog condenando a movimentação de Campos. E, do lado do PSB, os que defendem a candidatura presidencial já em 2014 – ou ao menos, a vice, no lugar do PMDB, de Michel Temer – apontam certa “fadiga de material” no PT. O fato é que Campos parece ser a figura mais habilitada a cumprir uma profecia já feita por José Sarney: a de que a oposição ao “lulismo” nasceria do ventre do próprio “lulismo”.
É nesse contexto que um novo ministro foi colocado na rota da “faxina”. Trata-se de Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, que é o principal aliado de Eduardo Campos na Esplanada dos Ministérios. Antes mesmo das chuvas, já circulavam rumores de que Coelho poderia vir a ser substituído por Ciro Gomes no ministério – o que seria um golpe maquiavélico do Planalto, pois os irmãos Gomes, que têm o governo do Ceará com Cid, disputam com Eduardo Campos a hegemonia do PSB.

Nota oficial

Em seguida, veio a acusação de que Fernando Bezerra Coelho estaria privilegiando Pernambuco e a intervenção branca no Ministério, comandada pela ministra Gleisi Hoffmann. É um caso curioso, em que vários governadores de estados afetados por chuvas, como Sergio Cabral, do Rio, Antonio Anastasia, de Minas, e Beto Richa, do Paraná, já declararam apoio ao ministro.

É uma situação tão delicada que o próprio presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou nota oficial para negar os rumores de uma crise na base aliada, entre PT e PSB. “Com relação ao noticiário envolvendo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, no que diz respeito à liberação de verbas do programa de prevenção a desastres, o PT esclarece que as relações com o Partido Socialista Brasileiro são as melhores possíveis”, dizia a nota emitida por Rui Falcão. O dirigente ainda esclareceu que o ministro Fernando Bezerra Coelho prestou os devidos esclarecimentos sobre as denúncias que estaria privilegiando recursos da pasta para seu Estado natal. “O assunto já foi devidamente esclarecido pelo ministro junto ao governo”, completa.

Já se viu esse filme em Brasília. Será que a onda de denúncias contra Fernando Bezerra vai mesmo parar? E será que a relação entre PT e PSB continuará mesmo tão sólida depois desse episódio?

Há quem aposte num encontro marcado entre Eduardo Campos e Dilma Rousseff em 2014.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Petulante - Aécio diz que levará PT a fazer "estágio na oposição"


Falando como candidato a presidente, ex-governador de Minas eleva o tom no Paraná; “o PT precisa se reencontrar com os valores e ideias que abdicou”; para ele, mando político tem “nuances quase imperiais”; ganhou medalha do governador

Por Agência Estado 

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse, em entrevista coletiva hoje em Curitiba, que o PSDB tem a oportunidade de prestar "um favor ao PT" nas próximas eleições presidenciais. "É importante o Brasil ter um partido de massas, e quem sabe nós vamos permitir que o PT faça um estágio na oposição a partir de 2014, até para que ele possa reencontrar-se com seus valores e com as ideias que ele abdicou, que ele esqueceu depois que chegou ao governo", afirmou.

Pouco antes, Aécio tinha recebido a Ordem Estadual do Pinheiro, maior honraria do governo do Paraná. Falando em nome dos homenageados, ele teceu críticas ao governo federal, em discurso apropriado para a campanha eleitoral oposicionista. Também escolhidos por uma comissão formada por secretários estaduais, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Comunicações, Paulo Bernardo, não compareceram. Entre os 47 homenageados estavam os ex-governadores Paulo Pimentel, Emílio Gomes, Jayme Canet Jr e Jaime Lerner.

O senador disse que a construção da sociedade brasileira é um trabalho contínuo de várias pessoas, "apesar das tentativas reiteradas de nos venderem a ideia de um novo país e de uma nova história construída apenas por alguns". "Não seremos o país de todos enquanto houver milhões na miséria e outros milhões dependentes da exclusiva benemerência do Estado nacional. Não seremos o país de todos com uma educação que deixa pelo caminho uma parte extremamente importante de nossos jovens", criticou.

Aécio também reforçou o discurso sobre o pacto federativo. "Vivemos hoje a maior concentração de tributos e recursos na esfera do governo central de toda nossa história republicana", afirmou. "Esta grave distorção estrutural também se traduz de outras formas, como a da instituição de um mando político com nuances quase imperiais e imposição de uma única visão nacional."

Prévias

Na entrevista, ele reforçou as críticas quando perguntado sobre a decisão da juventude tucana de abraçar sua proposta de prévias. Segundo ele, o PSDB tem, antes de escolher o candidato, o dever de apresentar um "projeto novo e ousado" para o País. "Um projeto que cria um contraponto com esse absurdo e perverso aparelhamento da máquina pública que estamos assistindo no Brasil, com os consequentes desvios e ineficiência", disse. Para ele, o PT tem apenas "agenda de poder". "A manutenção do poder é a prioridade absoluta do PT, a agenda que está em curso hoje é uma agenda de 20 anos atrás proposta por nós e nós temos que novamente apresentar uma agenda para os próximos 20 anos", afirmou.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse que a adoção das prévias pode ser um caminho ao partido. "Pelo menos o debate será muito salutar para encontrarmos a melhor opção para fortalecimento e consolidação da democracia interna partidária", disse. Mas ele negou que a honraria a Aécio seja um sinal de apoio a possível candidatura do senador à Presidência da República. "Tenho grande apreço pelo Aécio e aqui é apenas uma homenagem do Paraná a este grande político", reforçou.


Fonte: Brasil 247