quarta-feira, 4 de julho de 2012

Caso dos aloprados é obra de Cachoeira com PSDB


Por 247 – Há duas semanas, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, da 7ª Vara Criminal de Mato Grosso, abriu uma ação penal contra petistas envolvidos num escândalo que ficou conhecido como o “Dossiê dos Aloprados”. Às vésperas da eleição presidencial de 2006, eles foram presos num hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão em espécie. O dinheiro serviria para plantar denúncias contra José Serra, que, naquele ano, disputou o governo de São Paulo contra Aloizio Mercadante.
Entre os envolvidos, havia figuras próximas ao ex-presidente Lula, como seu amigo Jorge Lorenzetti, conhecido como o “churrasqueiro” do Palácio do Planalto. À época, foi Lula quem definiu os personagens do escândalo como “aloprados”. Apesar do seu repúdio à montagem do dossiê, a imagem do dinheiro apreendido, no Jornal Nacional, ajudou a levar a eleição presidencial, contra Geraldo Alckmin, ao segundo turno.
O caso, no entanto, pode ter agora uma reviravolta. Um vídeo apreendido pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo sinaliza que o bicheiro Carlos Cachoeira pode estar por trás da armação. Nas imagens, o jornalista Mino Pedrosa, que foi assessor de Cachoeira, conversa com o araponga Dadá, membro da quadrilha, sobre o caso. E diz que o PSDB preparou uma armadilha, na qual o PT o caiu. Dadá, então, comemora. “Tem que f... o barbudo”, referindo-se a Lula.
Leia, abaixo, texto de Marcelo Auler, no Jornal do Brasil:
Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.
Em setembro de 2006, às vésperas do início da propaganda eleitoral na televisão, petistas foram presos em um hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão. Com o dinheiro pretendiam comprar um dossiê que supostamente envolvia o tucano José Serra - então candidato à presidência da República - com o desvio de verbas do orçamento destinadas à compra de ambulâncias. O escândalo prejudicou Lula, que concorria à reeleição e esperava ganhar no primeiro turno, o que não aconteceu.
O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".
O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo!


terça-feira, 3 de julho de 2012

Prefeito (DEM), vice (PMDB) e presidente da Câmara (PRB) são presos suspeitos de corrupção



Prefeito, vice e presidente da Câmara são presos
suspeitos de corrupção
Em Douradoquara, no Alto Paranaíba, o prefeito da cidade, Clésio Gomes Mendonça (DEM), o vice Guaraci Gomes (PMDB) e o presidente da Câmara, Isauro Felisberto Júnior (PRB) foram presos nesta segunda-feira (2), em flagrante, por corrupção eleitoral. Segundo a Polícia Civil (PC), eles ofereceram R$ 12.200 para obter apoio de Walter Mundin Gomes (PRB) para que Clésio seja reeleito na cidade. Os três já prestaram depoimento nesta manhã e, de acordo com o delegado Wilton José Fernandes, foram estabelecidos os valores das fianças para cada um, no total de R$ 75 mil.

Segundo a polícia, Walter Mundin disse que caso ele não seja eleito vereador, teria à disposição o cargo de secretário de Agricultura. E nesta segunda-feira, por volta das 23h30, após fazer campana para flagrar a tentativa de corrupção na casa de Walter, a PC flagrou os três políticos fechando acordo. Segundo a polícia, Walter foi quem denunciou a tentativa de suborno.


A advogada e consultora da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Vale do Paranaíba (Amvap), Alice Ribeiro, disse que o crime de corrupção eleitoral está previsto na Lei. 90504, no artigo 30, parágrafo 6 e no código eleitoral artigos 222 e 237. No caso dos envolvidos eles podem ser processados por improbidade administrativa e abuso de poder. Como foram presos em flagrante, o advogado pode pedir um habeas corpus e com fiança liberá-los para responder em liberdade já que devem ter condições de comprovar que não são perigosos, têm profissão e endereço fixo.

Ainda conforme a advogada, até que eles sejam liberados para reassumir as funções a administração do município fica à cargo do Procurador Geral do Município, prática prevista na maioria das leis orgânicas do país.

As informações são do Portal G1

Em Minas Aécio faz política em silêncio. Contra o PT



Uma reviravolta nos últimos dias da semana passada levou ao anúncio, de uma hora para outra, do rompimento da aliança PT-PSB para a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Há manobras e manobras nessa história e elas têm o dedo e a mão toda do senador Aécio Neves (PSDB-MG), apesar de passarem para a imprensa que o PT é o responsável pelo rompimento.

O PT de BH anunciou a candidatura à Prefeitura do vice-prefeito Roberto Carvalho, rompido com Lacerda e defensor da postulação própria. O PT da capital mineira diz ter respaldo da executiva nacional do partido, escreveu em seu twitter a vereadora por BH Neusinha Santos. Fato consumado depois das manobras da dupla Aécio/Márcio de romper o acordo.

Se o prefeito Márcio Lacerda não cumprir o acordo que firmou com o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, de o PT apoiá-lo agora e ele nos apoiar na eleição a prefeito em 2016, o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, será o nosso candidato a prefeito naquele ano. E vamos ganhar.

A quem interessa a ruptura? Ao senador Aécio Neves


As manobras que levaram ao rompimento na capital mineira têm um preço salgado. O fim da aliança PT-PSB (responsável pela eleição do Márcio em 2008) em BH, depois de ter ocorrido o mesmo em duas outras capitais, Recife e Fortaleza, põe em risco o acordo nacional entre os dois partidos. Nós nos empenhamos em mantê-la. Não podem acusar o PT de agir em sentido contrário.

A quem interessa isso? Ao senador Aécio Neves que, em sucessivas reuniões e articulações feitas na surdina, vetou a aliança com o PT e o nome do Patrus para vice do Márcio neste pleito em que o prefeito tenta a reeleição. E o fez com mão de gato, sem assumir e sem aparecer, a ponto de a mídia registrar que o rompimento foi obra do PT.

Agora que é candidato a presidente da República em 2014, Aécio não tem mais interesse pela continuidade da aliança PT-PSB e achou mais conveniente rompê-la desde já. Ele não quer que a aliança se mantenha até 2016 com o apoio do Márcio à  eleição do Patrus porque sabe que antes, em 2014, o PT em BH e em toda Minas apoiará à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Não será nem tinha como ser diferente.

Rompimento em BH põe em risco alainça nacional PT-PSB

Daí o seu intenso rush de sucessivas reuniões e articulações para afastar desde já o PSB do PT em Minas e sacramentar este ano o apoio do futuro prefeito de BH - caso Márcio se reeleja - e do governador tucano Antônio Anastasia à sua candidatura presidencial de 2014.

Para tanto, dizem os mineiros, apesar de os tucanos fazerem parte da chapa pela reeleição do prefeito Márcio Lacerda agora pelo PSB-PSDB, ele articulou o apoio do DEM à candidatura de Délio Malheiros (PV) a prefeito de Belo Horizonte. Dessa forma, opera nos bastidores para enfraquecer Lacerda que, em troca do apoio petista agora, havia prometido apoiar o PT à sua sucessão em 2016.

(Foto: José Cruz/ABr)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

PSD é “cupim” que corrói PSDB, ataca Aníbal

Por Marco Damiani _247 – Num partido em que, publicamente, todos falam mansamente, o deputado federal José Aníbal vai se tornando exceção como a voz mais clara entre os descontentes. Ele é o maior crítico da coligação entre o partido dos tucanos e o PSD na eleição municipal de São Paulo. "O PSD já é o cupim do PSDB, comendo a nossa estrutura por dentro, à base da cooptação não ideológica, mas pragmática", disse ele ao 247. "A maioria da bancada de vereadores deles saiu do PSDB, o que mostra que a corrosão da nossa estrutura por esses insetos agressivos começou cedo".

Após a criação do partido, a bancada tucana na Câmara paulistana decresceu de 13 para 8 vereadores, enquanto o PSD saiu do zero para nove, recebendo cinco tucanos, entre eles o atual presidente da casa, José Police Neto. Com a coligação, projeções indicam mais benefícios eleitorais para o PSD do que para o PSDB. Em convenção, na semana passada, o PSDB votou a favor da coligação com o PSD, mas, para Aníbal, o processo eleitoral interno foi pautado pelo medo de represálias no futuro. "O voto foi aberto e, portanto, vigiado. Se tivesse sido fechado, a coligação teria sido vetada", acredita.

Secretário estadual de Energia, Aníbal aponta para o prefeito Gilberto Kassab como o grande chefe da nuvem de ataque às estruturas tucanas. "Ele é um mestre da cooptação e da montagem de esquemas", define o integrante da equipe do governador Geraldo Alckmin. "O verdadeiro fiador do chapão foi ele, com o objetivo de congelar a Câmara Municipal de São Paulo. Do jeito que ele está armando a situação, haverá um baixíssimo nível de renovação, o que vai de encontro com o que acontecerá na maioria dos parlamentos brasileiros", aposta.

Antigo adversário do candidato a prefeito José Serra dentro do partido, Aníbal vê o ex-governador aconselhando-se cada vez mais com Kassab. "Ele anda ouvindo muito o PSD e muito pouco o PSDB", resume. Entre seus correligionários, trabalha-se com a hipótese de que, qualquer que seja o resultado da eleição para a Prefeitura de São Paulo, no dia seguinte ao pleito Serra começará a agir como candidato a presidente da República em 2014. Neste quadro, o fortalecimento do PSD seria do interesse de Serra, que no partido teria a sua legenda para o caso de o senador Aécio Neves, com apoio da direção nacional tucana, firmar-se como candidato oficial.

Aníbal não teme, ao abrir críticas ao PSD, ficar isolado no PSDB. "O que está acontecendo é o contrário", diz. "Hoje, minha liderança no partido está absolutamente consolidada, com o reconhecimento de muito gente de que a minha posição visa fortalecer o nosso partido, e não deixá-lo virar escombros pela ação de oportunistas, os tais cupins".


A peleja entre Alckmin e Serra de olho em 2014


O parto da indicação do vice de José Serra foi apenas mais um lance na peleja disputada pelo ex-governador tucano com Geraldo Alckmin, o atual governador _ os dois com um olho nas eleições de 2014 e o outro nas sequelas da última disputa municipal paulistana, em 2008.
Estava tudo mais ou menos previsto desde que Serra decidiu se lançar candidato a prefeito de São Paulo pela quarta vez, depois de negar mil vezes esta possibilidade.
Para entender as dificuldades mais uma vez encontradas na formação da chapa liderada pelos tucanos é preciso recuar um pouco no tempo.
Em 2008, quando era governador, Serra rifou a candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito, e apoiou Gilberto Kassab, que era do DEM, seu parceiro preferido. Alckmin não  foi nem para o segundo turno e pegou bronca da dupla Serra & Kassab, o vencedor de 2008.
Agora, a situação se inverteu. O discreto Akckmin, que não esquece e não perdoa as traições, sem nunca dar muita bandeira sobre o que está sentindo, não tinha como impedir a candidatura de Serra em 2012, até por falta de outro nome viável no PSDB, mas queria pelo menos definir o nome do vice.
No começo do ano, antes do "sim" de Serra, enquanto se dedicava à formação do seu novo partido, o PSD, para o qual levou vários tucanos desgarrados _ entre eles, Alexandre Schneider, agora confirmado como candidato a vice-prefeito _, Gilberto Kassab chegou a propor uma aliança ao PT de Lula.
Alckmin ficou assistindo de longe e em silêncio a esta dança de Serra e Kassab, esperando a hora de dar o troco. A ala tucana que o apóia resolveu então defender uma chapa tucana puro-sangue, descartando qualquer indicação feita pelo partido do atual prefeito.
Afinal, quem pode garantir que, desta vez, Serra, caso eleito, vá cumprir até o final o mandato de prefeito e não queira dar um salto mais alto já em 2014? Em princípio, Alckmin gostaria de ser candidato à reeleição como governador, com o apoio de Serra, mas não se pode descartar seu nome desde já da lista dos presidenciáveis tucanos.
A lista, por enquanto, tem apenas o nome do senador mineiro Aécio Neves, declarado candidato "natural" do PSDB por Fernando Henrique Cardoso, pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, e por outros tucanos de bico grande. Aécio, no entanto, até agora não assumiu o papel, com uma atuação bastante discreta no Senado, sem arriscar vôos mais federais.
Pode parecer confuso este tabuleiro, mas o jogo é complicado mesmo. Prefeitura, governo estadual e Presidência da República: para Serra, Alckmin e Kassab, cada movimento pode influir no próximo, um está intimamente ligado ao outro.
Ao mesmo tempo em que apóia seu amigo Serra em São Paulo, Gilberto Kassab tenta viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, em 2014. Para isso, anda fazendo alianças do PSD com o PT em importantes cidades paulistas.
Ao ser contemplado esta semana pelo Supremo Tribunal Federal com um bom tempo de TV e grana gorda do fundo partidário, o PSD do prefeito Gilberto Kassab ganhou força para impor o nome de Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de saúde, escalado no sábado como vice da chapa de José Serra.
Repete-se, assim, a dobradinha que Serra e Kassab formaram em 2004. Um ano e três meses depois, o prefeito Serra abandonaria o cargo para disputar o governo do Estado, deixando em seu lugar Gilberto Kassab, que se reelegeria com o apoio do então governador.
Os alckmistas, mais uma vez perdedores na queda de braço com a dupla, esperam não ver o mesmo filme de novo em 2014. O desfecho da história é imprevisível.


Paulo Henrique Amorim não deve indenizar ex-senador Heráclito Fortes


do Conjur


Ilustração do blog
O apresentador Paulo Henrique Amorim não teve a intenção de difamar o ex-senador Heráclito Fortes ao associá-lo à operação Satiagraha, da Polícia Federal, que investigava desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A conclusão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por regra processual, rejeitou recurso de Fortes e manteve decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ao julgar o pedido de indenização, o TJ-DF entendeu que a narrativa estava nos limites do livre exercício de manifestação do pensamento. Para os desembargadores, “a narrativa encontra-se dentro do livre exercício de manifestação do pensamento, constitucionalmente assegurado à imprensa, ante o interesse público que tais matérias despertam, como forma até mesmo de proporcionar o controle da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, aos quais estão sujeitos todos os agentes públicos”.

Ainda segundo o acórdão, “a interpretação dada pelo autor às expressões contidas nas notas, e que motivaram o manejo da ação, não se coaduna com o teor do texto veiculado”. Conforme o TJ-DF, não se verificaria na divulgação do apresentador “a vontade positiva ou deliberada de lesar a honra alheia, que requer expressões injuriosas ou caluniosas de potencialidade ofensiva indiscutível”.

No STJ, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, negou a admissão do Recurso Especial, em decisão individual. Ela verificou falta de prequestionamento dos dispositivos legais indicados como violados.

Além disso, a ministra julgou que alterar o que foi decidido pela corte local em relação à inexistência de abuso do direito de informar exige o reexame probatório, vedado pela Súmula 7 do STJ.

Via Agravo Regimental, Fortes recorreu da decisão. Ele alegou que, por se tratar de abuso evidente, não se aplicaria a súmula. Também disse haver prequestionamento suficiente para que o recurso especial fosse conhecido e julgado.

A ministra julgou que o ex-senador não trouxe qualquer argumento novo capaz de contestar a decisão agravada e manteve o entendimento. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Comunicação do STJ.



A Fátima que não deveria ter sido vista


por Leila Cordeiro, no Direto da Redação
Nunca se viu,  em tempo algum, tal linchamento midiático e  público de um profissional de TV como o que aconteceu com a apresentadora Fátima Bernardes em sua primeira semana à frente do novo programa matinal na Globo. Críticas e comentários de telespectadores, em sites e colunas especializadas, alguns de baixíssimo nivel e ofensivos,  já colocaram o que Fátima chamou de “sonho” no patamar de “pesadelo” tamanha a rejeição ao produto.
Não quero eu aqui reinventar a roda, chover no molhado ou coisa parecida já que o assunto foi exaustivamente discutido durante os cinco dias de apresentação do programa nas manhãs globais, há muito tempo carentes de uma boa audiência. Mas vou me permitir dar uma opinião isenta sobre o caso e para isso é preciso ir por partes.
Fátima começou a carreira como repórter, passando depois a apresentadora de telejornais. Fez sua trajetória baseada numa imagem sempre politicamente correta procurando fazer bem feito o que sempre esperaram dela, passar notícias com credibilidade. E conseguiu.
Galgou espaços devagar dentro da Globo, começando em noticiários locais até chegar aos nacionais e finalmente ao principal produto da casa, o Jornal Nacional. Casada com o também apresentador William Bonner, os dois passaram a ser o casal da vez e por 14 anos levaram ao telespectador as notícias com sabor de “casal telejornal”, fama aliás que no início rejeitaram, mas que depois abraçaram totalmente ao verem que o perfil de casal feliz e realizado conquistara o público.
O jornalismo da Globo, por sua vez, que no passado havia manifestado seu desagrado com essa história de ter um casal trabalhando junto, também acabou capitulando e caindo nos braços do gosto popular e abençoou de vez a união de Fátima e William deixando-os juntos no JN por tanto tempo.
Até que no ano passado, veio a supresa. O que parecia uma parceria que tão cedo não acabaria, desfez-se sem muitas explicações. Fátima disse apenas que estava deixando a bancada do telejornal de maior audiência do Brasil, para dedicar-se a um projeto seu e pronto.
Os telespectadores engoliram a desculpa sem entender muito bem, mas ficaram esperando o que seria uma “grande novidade” na TV, segundo comunicado dela e da emissora dos Marinho.
Teve gente que até duvidou da existência do programa por causa da demora, mas depois de seis meses, a estreia finalmente aconteceu. Com o nome de “Encontro com Fátima Bernardes” o público finalmente pode vê-la de novo na tela da TV, de uma maneira fria e decepcionante.
Pouco à vontade,  Fátima não lembrava nem de longe a repórter experiente que participou de coberturas de Copas do Mundo e outros eventos. Parecendo acuada, tímida,  o que se viu foi uma Fátima inexperiente para a função. Diferente do que aconteceu em sua trajetória como jornalista, construída aos poucos, ela buscou, com o aval da Globo, tornar-se uma comunicadora, uma animadora de programa de auditório, da noite para o dia.
Mas isso não se aprende na escola e muito menos nos palcos da Globo que conseguiu engessar até mesmo o Faustão , o verdadeiro e engraçado do “Perdidos da Noite”, de muitos anos atrás. Só que com o ex-gordo fizeram o caminho contrário, tiraram dele a descontração para enquadrá-lo num padrão mais comportado.
Pois é, mas nem sempre dá certo tentar moldar a personalidade de uma pessoa. Com Fátima está sendo assim. É público e notório que ela está perdida naquele cenário escuro (foto), com imagens mutantes que até distraem a atenção do público tal a quantidade de flores e “objetos não identificados” que desfilam atrás de Fátima.
Vamos ver o que a Globo, sempre tão cheia de idéias e poder de fogo, vai fazer para alavancar a audiência do programa que, segundo dados do Ibope, fechou a semana com os mesmos números da extinta TV Globinho, até então a única programação infantil disponível na emissora e que foi retirada do ar para dar passagem ao Encontro com Fátima.
Confesso que estou torcendo para a atração dar certo. Cada vez que acontece a derrota de um profissional como Fátima que sempre foi dedicada ao jornalismo, é uma perda para o público que fica sempre nas mãos do que cada emissora acha que é o certo.
No caso de Fátima erraram feio , mas a gente espera que, de alguma maneira, ainda possam resgatar a imagem que ela criou e conquistou o público como boa mãe, esposa, jornalista correta de comportamento impecável,  mas de preferência longe desse papel de falsa descontração que, definitivamente, não faz parte de sua personalidade .
Afinal, como dizia a chamada “A Fátima que você conhece do jeito que você nunca viu...” simplesmente não aconteceu. O povo não aprovou e a imagem que quiseram criar para ela fracassou.