quinta-feira, 7 de junho de 2012

Repórter de Época denuncia “imprensa que estupra”


Brasil 247 – Quem é o estuprador: o jovem acusado de um crime na Bahia ou a repórter que o entrevista. Leia artigo de Eliane Brum e entenda:

A imprensa que estupra - parte 1

A repórter que condenou e humilhou um suspeito não é exceção. O episódio mostra a conivência histórica entre parte da imprensa, da polícia e do sistema penitenciário na violação dos direitos de presos pobres (ou presos e pobres) 

ELIANE BRUM

  – Não estuprou, mas queria estuprar!

A frase foi dita pela repórter Mirella Cunha, no programa “Brasil Urgente”, da Band da Bahia, a um jovem de 18 anos, preso em uma delegacia desde 31 de março. Algemado, ele diz que arrancou o celular e a corrente de ouro de uma mulher, mas repete que não a estuprou. Na reportagem, a jornalista o chama de “estuprador”. Pergunta se a marca que ele tem no rosto é resultado de um tiro. Ele responde que foi espancado. A repórter não estranha que um homem detido, sob responsabilidade do Estado, tenha marcas de tortura. O suspeito diz que fará todos os exames necessários para que seja provado que ele não estuprou a mulher. Ele não sabe o nome do exame, não sabe o que é “corpo de delito” e pronuncia uma palavra inexistente. Ela debocha e repete a pergunta para expô-lo ao ridículo. Ele então pronuncia uma palavra semelhante à “próstata”. A jornalista o faz repetir várias vezes o nome do exame para que ela e os telespectadores possam rir. Depois, pergunta se ele gosta de fazer exame de próstata. No estúdio, o apresentador Uziel Bueno diz: “Tá chorando? Você não fez o exame de próstata. Senão, meu irmão, você ia chorar. É metido a estuprador, é? É metido a estuprador? É o seguinte. Nas horas vagas eu sou urologista...”.  


A chamada da reportagem era: “Chororô na delegacia: acusado de estupro alega inocência”. A certa altura, a jornalista olha para a câmera e diz ao apresentador, rindo:

– Depois, Uziel, você não quer que o vídeo vá pro YouTube...

Ela tinha razão: o vídeo foi postado no YouTube. A versão mais curta dele já foi vista por quase 1 milhão de pessoas. Aqui neste link, se quiser, você pode assistir a uma versão um pouco mais longa, de quase cinco minutos.

O vídeo foi divulgado nas redes sociais, na semana passada, com grande repercussão e forte pressão por providências. Um grupo de jornalistas fez uma carta aberta: “A reportagem de Mirella Cunha, no interior da 12ª Delegacia de Itapoã, e os comentários do apresentador Uziel Bueno, no estúdio da Band, afrontam o artigo 5º da Constituição Federal: ‘É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral’. E não faz mal reafirmar que a República Federativa do Brasil tem entre seus fundamentos ‘a dignidade da pessoa humana’. Apesar do clima de barbárie num conjunto apodrecido de programas policialescos, na Bahia e no Brasil, os direitos constitucionais são aplicáveis, inclusive aos suspeitos de crimes tipificados pelo Código Penal”.
E, mais adiante: “É importante ressaltar que a responsabilidade dos abusos não é apenas dos repórteres, mas também dos produtores do programa, da direção da emissora e de seus anunciantes – e nesta última categoria se encontra o governo do Estado que, desta maneira, se torna patrocinador das arbitrariedades praticadas nestes programas”. Em 23/5, o Ministério Público Federal abriu representação contra a jornalista. Em nota, a Band afirmou que tomaria “todas as medidas disciplinares necessárias” e que “a postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora”.

Em visita ao suspeito, a Defensoria Pública assim o descreveu: “É réu primário, vive nas ruas desde criança, apesar de ter residência em Cajazeiras 11. Tem seis irmãos, é analfabeto e já vendeu doces e balas dentro de ônibus. Ao ser questionado sobre como se sentiu durante a entrevista, ele diz: ‘Eu me senti humilhado, porque ela ficou rindo de mim o tempo todo. Eu chorei porque sabia que eu iria pagar por algo que não fiz, e que minha mãe, meus parentes e amigos iriam me ver na TV como estuprador, e eu sou inocente’”.

A reportagem é um exemplo de mau jornalismo do começo ao fim. E, para completar, ainda presta um desserviço à saúde pública, ao reforçar todos os clichês e preconceitos relacionados ao exame de próstata. Por causa dessa mistura de ignorância e machismo, homens demais morrem de câncer de próstata no país. Os abusos cometidos pela repórter e pelo apresentador foram tantos, porém, que esse prejuízo passou quase despercebido. 

Por que vale a pena refletir sobre esse episódio? Primeiro, porque ele está longe de ser uma exceção. Se fosse, estaríamos vivendo em um país muito melhor. O microfone (e a caneta) tem sido usado no Brasil, assim como em outros países, também para cometer violências. Nestas imagens, se observarmos bem, a repórter manipula o microfone como uma arma. (Outras interpretações, vou reservar para os psicanalistas.)  
Muitos passam mal ao assistir ao vídeo porque o que se assiste é uma violência sem contato físico, sem marcas visíveis. Uma violação cometida com o microfone e uma câmera, exibida para milhões de pessoas, contra um homem algemado (e, portanto, indefeso), sob a responsabilidade do Estado, que, em vez de garantir os direitos do suspeito, o expõe à violência.  

O suspeito é humilhado por algo que deveria ser uma vergonha para o Estado e para todos nós: a péssima qualidade da educação. E, no caso dele, o analfabetismo de um jovem de 18 anos no ano de 2012, na “sexta economia do mundo”. Ao afirmar que o rapaz era um estuprador, a repórter colocou em risco também a vida do suspeito, já que todos sabem – e muitos toleram – o que acontece dentro das cadeias e prisões com quem comete um estupro. 

A repórter e o apresentador, porém, são apenas a parte mais visível da rede de violações. Estão longe de serem os únicos responsáveis. Para que esse caso se torne emblemático e para que a Justiça valha é preciso que todas as responsabilidades sejam apuradas, a começar pela do Estado. Tanto em permitir que alguém sob sua custódia fosse exibido dessa maneira, e possivelmente contra a sua vontade, numa rede de TV, quanto nas marcas de tortura no seu rosto. As marcas e o relato de espancamento, aliás, seriam objeto da apuração de qualquer bom jornalista. No caso, não suscitaram nenhuma surpresa.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Situação de Serra se agrava na CPMI de Cachoeira


A anunciada decisão de abrir mais um processo contra as várias acusações de corrupção e enriquecimento ilícito, tráfico de influência e formação de quadrilha que pesam desde o livro A Privataria Tucana contra o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, não reduz o risco dele se explicar junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a rede criminosa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Serra, desta vez, promete levar o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot às barras dos tribunais, pela denúncia formulada em entrevista sobre a distribuição de propina para a campanha derrotada do tucano à Presidência da República, em 2010.


Na sessão da CPMI desta terça-feira, no entanto, segundo levantamento realizado pelo Correio do Brasil, a maioria absoluta dos parlamentares é favorável ao depoimento de Pagot. É a oportunidade esperada para o executivo complementar as denúncias de corrupção na campanha tucana, com a participação da empreiteira Delta Construções S/A e de Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, homem de confiança de Serra na estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pela construção do Rodoanel. Pagot foi demitido do cargo há um ano, após matéria publicada na revista semanal de ultradireita Veja, fornecida por agentes do bicheiro Cachoeira, conforme indícios obtidos pela Polícia Federal em escutas telefônicas legais.

A decisão de adiar o depoimento de Pagot apenas oferece mais tempo para, nos bastidores, as forças políticas que integram o Congresso conhecerem melhor o teor dos documentos a que o denunciante teve acesso para afirmar que a divisão da propina gerada nas obras do Rodoanel era distribuída na proporção de “60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”. O vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), preferiu não votar requerimentos nesta semana, enquanto o titular do cargo, senador Vital do Rego Filho (PMDB-PB), estiver de licença por problemas cardíacos.
– Não há urgência. Se as pessoas querem falar, elas serão ouvidas, mas decidir na próxima semana não atrapalha nossos trabalhos – disse o parlamentar.

Até lá, com tempo suficiente para esmiuçar as denúncias de Pagot, os integrantes da CPMI avaliarão da necessidade de convidar o candidato Serra para uma possível acareação com o denunciante, possivelmente também na presença do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish.

– Estávamos aqui lidando com tantas pessoas que não querem falar, mas o Pagot quer colaborar e podemos convocá-lo – ressaltou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

Presença garantida

Apesar do adiamento, o senador Pedro Taques (PDT-MT) já garantiu que Pagot faça as suas denúncias de maneira oficial ao protocolar, na noite passada, uma representação na qual pede ao Ministério Público Federal (MPF) que tome o depoimento dele nas próximas horas. Segundo o senador, Pagot possui “informações relevantes” sobre a organização criminosa de Cachoeira e tem todo o interesse em depor à CPMI e às demais autoridades.

– Não é crível ou razoável que um cidadão há mais de um mês venha dizer que possui fatos graves a revelar em favor da nação e ninguém queira ouvir este cidadão. Todos nós estamos desejosos de ouvi-lo – disse Taques na reunião desta terça-feira.
Em sua representação, Taques acrescenta que as investigações realizadas pela Polícia Federal e os trabalhos da CPMI no Congresso revelaram a existência de uma profunda conexão entre as obras tocadas pelo Dnit, a Construtora Delta e o grupo de Carlinhos Cachoeira. Ele pontua que somente no Dnit foram realizados pagamentos da ordem de R$ 2,75 bilhões à Delta entre 2009 e 2011.
Em outra entrevista, Pagot afirmou que Cachoeira atuava associado ao Diretor da Delta – Cláudio Abreu – na prospecção de negócios em todo o território nacional, atuando, inclusive, dentro do Dnit. Ele afirmou, ainda, que algumas de suas exigências desagradaram à Delta, motivo que o levou a ser alvo de uma conspiração de Cachoeira para derrubá-lo do cargo. Na representação, Pedro Taques também citou a entrevista concedida à revista semanal de centro Istoé, na qual Luiz Antônio Pagot denuncia a formação de caixa dois em favor do PSDB.

“Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, a prática de inúmeros crimes contra o patrimônio público da União, além de outros delitos, requer-se ao Ministério Público Federal no Distrito Federal que sejam tomadas todas as providências cabíveis, de índole investigatória e judicial, no sentido de que todos os envolvidos sejam punidos, na medida da sua culpabilidade, começando pela oitiva do Sr. Luiz Antonio Pagot”, conclui Taques.

Correio do Brasil

Extraído do Blog Haddad 13


Lula participa de inauguração da Transoeste no Rio


O ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes inauguraram na manhã desta quarta-feira (6) a Transoeste, o primeiro corredor exclusivo para BRT (Bus Rapid Transit) do Rio, e abrem ao tráfego o Túnel Vice-Presidente da República José de Alencar.

Durante seu discurso (aqui), o ex-presidente destacou a recuperação do Rio de Janeiro e elogiou o compromisso de uma nova geração de políticos que governar com um olhar para os mais pobres, mas lembrou também que o Túnel Vice-Presidente da República José de Alencar servirá a todos, incluindo “os ricos que viajam para Angra”.


Para ver mais fotos e baixar imagens em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

Fonte: Instituto Lula



Quem te viu, quem TV


 
No dia 5 de junho de 1983, há exatamente 29 anos, estreava aquela que seria a primeira pedra no sapato da toda poderosa Rede Globo, a TV Manchete, fundada no Rio de Janeiro pelo empresário gráfico ucraniano, naturalizado brasileiro,  Adolpho Bloch.  A Manchete entrou no ar cheia de novidades.
Para começar, o cenário de seu principal telejornal foi o primeiro a ter como fundo imagens de monitores com os profissionais da técnica trabalhando ao vivo. Além disso, o design futurista do ambiente , incomodou o visual  tradicional e monocromático dos telejornais da Globo que passou a olhar com olhos mais preocupados para a nova emissora que estava nascendo em berço de ouro.
Sua sede no Russel também foi motivo de comentários e de curiosidade. Afinal, ela ficava num ponto privilegiado do Rio. Na praia do Flamengo bem em frente a um dos principais cartões postais da cidade maravilhosa, o Pão de Açucar. Todas as empresas Bloch já funcionavam no prédio e a TV passou a ter alguns andares dedicados às suas instalações.
Em 1984, um ano depois de sua estréia,  a Manchete teve uma importante vitória em seu objetivo de incomodar a supremacia da Globo. A emissora dos Bloch conseguiu a exclusividade da transmissão dos desfiles das escolas de samba no ano de inauguração do Sambódromo,  depois que a Globo desistiu por não aceitar as regras impostas pelo governo Leonel Brizola.
E a Manchete não parou mais. Foi destaque em novelas como Pantanal e fez a diferença botando uma programação diferenciada  no ar, de musicais a noticiários, programas esportivos,  entrevistas,  debates e até humorísticos. Tudo com acabamento esmerado e conteúdo de qualidade. Seus funcionários eram de uma dedicação memorável. Vestiam a camisa da Manchete com orgulho e garra de estarem enfrentando, e incomodando,  o Golias do Jardim Botânico.
Mas o tempo passou, vieram dificulades financeiras e administrativas e a emissora dos Bloch acabou fechando suas portas no dia 5 de maio de 1999 para tristeza tanto dos telespectadores quanto de quem trabalhava lá. Muitos ficaram sem receber e foram à justiça reclamar seus direitos sem sucesso.
Em novembro do mesmo ano de  1999, os empresários Amilcare Dalevo e seu sócio Marcelo de Carvalho assumiram a concessão da emissora do Russel, levando a sede para São Paulo,  deixando os funcionários da ex- Manchete no Rio a ver navios. Os novos donos alegam que nunca assumiram o compromisso de bancar o passivo trabalhista da emissora.
E o que era Manchete virou Rede TV. Depois de muitas promessas, próprias de quem está iniciando algum projeto, a Rede TV não aconteceu. A emissora investiu numa sede com tecnologia de ponta, tornando-se uma das mais modernas do país. Seu conteúdo, entretanto, só conseguia alguns pontos de audiência com uma programação de baixo nível. Ninguém é capaz de se lembrar de algum programa de qualidade na Rede TV. Pra se ter uma ideia, seu programa de maior audiência e faturamento era o Pânico. Era, porque agora o programa se transferiu para a Bandeirantes. Inventou um tal de Saturday Live, mas tudo indica que não vai decolar, segundo análise da mídia especializada.
Na busca pela audiência a qualquer preço, a Rede TV não faz por menos, apela para o baixo nível, mesmo sabendo que as experiências anteriores não deram certo. Abriu espaço para um terror de audiência, um tal de “Sexo a Três”. Pode alguma emissora séria ter um programa com esse nome?
O que vai acontecer com a Rede TV ninguém sabe.   Mas é preciso que o público saiba qual o critério de concessão de canais de televisão.  Tem o governo  poderes para cobrar qualidade de programação das emissoras, com punição que pode ir até a cassação do canal?  Pelo visto, se existe alguma cláusula nesse sentido, ela é ignorada pelas autoridades. 
É uma pena que, ao olhar para trás e lembrar do que foi a Manchete, o público e  todos aqueles que nela trabalharam só tenham a lamentar o triste destino do que foi um grande projeto de televisão.


terça-feira, 5 de junho de 2012

PSDB começa a abandonar Perillo




O vídeo acima confirma que o tucano Marconi Perillo começa a ser abandonado pelo seu próprio partido. Constrangido, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, não gostou do que ouviu na tarde de hoje do empresário Walter Santiago na CPI do Cachoeira sobre a venda da mansão do governador goiano por R$ 1,4 milhão. “Nós temos que questionar o governador”, fustigou o senador paranaense.

Contradições sobre o caixa dois


O tucano até tentou despistar. Disse que o depoimento do empresário “não complica nem descomplica” a situação de Perillo. Mas logo fez questão de livrar sua cara. Disse que o governador deve explicações ao partido. “Depois desse questionamento é que nós saberemos se complica mais ou se descomplica”. Ele também reconheceu que há “contradições em relação à existência de caixa dois ou não”.  

Acuado, o líder do PSDB ainda tentou salvar a abalada imagem oposição de direita, que sofre com as revelações do envolvimento de líderes demotucanos com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. “Há aqueles que querem transformar a CPI na CPI do Marconi Perillo. Mas esse é um detalhe apenas das investigações que estão sendo realizadas”, esquivou-se Alvaro Dias.


O baque da direita nativa

Para ele, a máfia de Cachoeira é “um amplo e sofisticado esquema de corrupção que envolve agentes públicos e privados... Não podemos ficar focalizando apenas um item desse esquema. Temos que ampliar. Estamos aguardando as informações sigilosas das movimentações financeiras... Temos que ouvir o governador. O de Goiás, o de Brasília e um outro governador, o do Rio de Janeiro”.

Tudo bem! É preciso investigar todos os envolvidos nesta cachoeira de corrupção. Mas até agora, de concreto, tudo aponta para o ex-demo Demóstenes Torres e para o tucano Marconi Perillo. Dos outros não há nada, ainda, que comprove atos ilícitos. Neste sentido, até agora a CPI representa um duro golpe nos falsos paladinos da ética da direita nativa. Alvaro Dias já sentiu o baque!


Record supera a Globo



Ilustração do blog
Os jornalísticos dão o tom na programação noturna das sextas-feiras, tanto na Rede Globo quanto na Rede Record. Na faixa das 22 horas, entra o “Globo Repórter”. Já por volta das 23h30, vai ao ar “Câmera Record”. As duas atrações não entram em confronto direto.

O programa da Rede Globo, antigamente, explorava a Floresta Amazônica e a rica fauna brasileira. Agora, virou uma filial do “Bem Estar”. Matérias sobre boa alimentação e dicas de saúde viraram uma constante. Também de tempos em tempos, Glória Maria mostra curiosidades de outros países. Nesta sexta (25/05), por exemplo, Dubai ganhou amplo destaque. Reportagem que serviu para incrementar o turismo para o emirado.

Já o “Câmera Record” segue um dos mandamentos do jornalismo: conta uma história. O jornalístico procura “causos” por todo o Brasil. Nesta sexta (25/05), a atração retratou dramas vivenciados por pessoas que moram longe das metrópoles. O programa entrevistou uma mulher que não tem parte dos braços e das pernas, mas realiza sozinha todas as atividades da rotina doméstica e ainda vende, pela cidade, artefatos elaborados por ela, mesmo com todas as dificuldades físicas. 

Outro caso foi de um ex-morador de rua que publica um jornal “diferente”. O morador de Itapetininga escreve à mão todas as notícias em sua publicação. Ele vende o material pelas ruas da cidade. Também cuida de sua mulher que enfrenta distúrbios mentais. A edição também enfocou um caseiro que realizou o sonho de ser radialista. Mesmo sem ganhar um centavo, ele comanda diariamente um programa de rádio com “devoção”. Em edição passada, o jornalístico encontrou o homem mais velho do mundo  em plena Selva amazônica (Estado do Acre). Histórias emocionantes sem cair no sensacionalismo.

O jornalismo da Rede Record continua sendo o pilar de sustentação de toda a programação. Por isso mesmo, a faixa matinal deixa a emissora da Barra Funda na liderança no IBOPE. Os programas “São Paulo no Ar”, “Fala Brasil” e “Hoje em Dia” sempre abocanham a almejada liderança.

O “Câmera Record” consegue um melhor resultado diante do similar “Globo Repórter”. Sempre é bom acompanhar histórias de vida.