quarta-feira, 15 de junho de 2011

Transparência seletiva? E São Paulo?

por Rodrigo Vianna

Esse escrevinhador teve acesso, ontem, ao mandado de segurança da “Folha” contra Helena Chagas, a responsável pela SECOM (Secretaria de Comunicação do governo federal). O jornal paulista queria detalhes sobre as verbas de publicidade do governo. A SECOM mandou as explicações, mas sem os detalhes requeridos pelo jornal. A “Folha”, então, entrou com o mandado de segurança, em nome da “transparência”. Louvável a preocupação do jornal.
Quem há de ser contra a “transparência”?
O que esse escrevinhador não entende é por que a “Folha” só se preocupa com transparência federal. Transparência estadual, nem pensar.
Caminhemos, então, para a transparência geral e irrestrita. O contribuinte de São Paulo, por exemplo, merece saber quanto o governo paulista gasta (ou gastou) com assinaturas da “Folha” e do “Estadão”. O contribuinte paulista merece saber porque o Estado contratou os serviços da editora Abril para fornecimento da revista “Nova Escola” – sem licitação. O caso foi denunciado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), como se pode ler aqui.
Esse escrevinhador não estranharia se, em breve, outros meios de comunicação entrarem com ação semelhante cobrando explicações sobre os gastos do governo paulista (incluindo a Sabesp, estatal de águas que anuncia até em Pernambuco)  ou do governo mineiro (que teria anunciado de forma generosa numa das rádios que – hoje se sabe – pertence a Aécio Neves). E fariam isso inspirados no louvável ato da “Folha” (que, certamente, não usou o mandado de segurança para pressionar a SECOM, nem para obter mais anúncios do governo federal).
Em nome da transparência no uso de recursos públicos – e mesmo na área privada – seria útil consultar o Ministério Público, o CADE e a CVM, para questionar:
- órgãos de comunicação impressos usam o IVC (que mede a circulação) para montar suas tabelas de anúncios; o IVC é confiável? quem controla o IVC?
- empresas privadas (com ação em Bolsa), que anunciam em jornais e revistas com base em tabelas baseadas no IVC, estão gastando o dinheiro dos acionistas de forma justa?
-  o bônus de veiculação (BV) que certas empresas de comunicação pagam às agências de publicidade (quanto mais dinheiro a agência concentra num determinado meio, mais ela recebe de volta, na forma de BV) não atenta contra as regras de concorrência e de livre mercado?
Ou seja: é o meio de comunicação que remunera a agência! O BV não é um “escândalo” estatal. É um escândalo do mundo privado da publicidade. 
São questionamentos pertinentes: em nome da transparência!
Sem falar num fato absurdo, que ainda hoje garante polpudos recursos aos jornais: a lei obriga empresas de capital aberto a publicar balanços em jornais “de grande circulação”. Pra que? O acionista já recebe relatórios por e-mail, tem acesso ao site da empresa. Alguém acredita que o acionista vai folhear a “Folha”, o “Estadão” ou “Valor” para saber detalhes do balanço de uma empresa em que investe?
A obrigatoriedade de balanço em jornal é uma forma de transferir recurso do acionista de grandes empresas para as famílias que controlam os jornais. É outro escândalo do mundo privado da publicidade. Um escândalo que mexe com bolso de cada um que tem dinheiro investido em ações.
No mandado de segurança, a “Folha” fala em “injustificável opacidade” de informações. Belíssima expressão! Quem assina a ação é a causídica Taís Gasparian – a mesma que, durante a campanha de 2010, em nome do mesmo jornal, lutou desesperadamente para obter o processo de Dilma no STM. A “Folha” queria saber o que Dilma dissera, sob tortura. Imaginem o uso que isso teria. Faz sentido, afinal a “Folha” é um jornal que abre espaço para o torturador Ustra.
Um jornal, certamente, transparente, em sua história e em suas intenções. 

O JORNALISMO OPINATIVO DA FOLHA

 

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A Folha, para quem não sabe ou não lembra, é aquele jornal que emprestava carros para os torturadores da ditadura brasileira, transportarem suas vítimas, sem serem notados pela população em geral.

Como naquele tempo as entregas dos periódicos eram feitas com veículos rabecões, ninguém achava estranho ter um carro daquele tipo parado na frente da casa do vizinho. Estranho seria ter um carro do DOPS.

Então, a Folha, o Globo e o Estadão, se engajaram barbaramente na defesa do regime que tanto lhes fazia bem. Claro que hoje, muito raramente reconhecem isso. Mas quem se lembra (ou procurou no Google), o editorial do jornal dos Marinho elogiando o golpe, chamado de revolução, sabe que falamos a verdade.
Assim, é importante verificar o que mesmo uma pessoa do povo, gente comum, mas com pensamento de direita, me disse dias atrás. A imprensa é um setor privado que visa lucro. Portanto, fará só o que importa para aqueles que lhes pagam. E nunca foi diferente.

Essa ladainha de rabo preso com o leitor é conversa pra boi dormir. Trololó, como estamos carecas de saber.

Aí a Folha anuncia uma palestra sobre jornalismo opinativo. Ora, e o jornalismo hoje em dia não é opinativo? A diferença é que ele não reconhece isso. Diz que é isento. Mete o pau em que tá do outro lado, mas esconde convenientemente os podres dos que estão de seu lado. Especialmente na política.

Alguns anos atrás, conversei com um jornalista cubano. Eu e outros jornalistas estavamos presentes. Um de nossos representantes da "inteligentsia" escrita soltou a seguinte pérola: "Como é ser jornalista num país onde você não pode falar mal do Presidente?". O jovem retrucou. "Olha, é difícil. Mas pelo menos, só não podemos falar mal dele. Aqui vocês não falam mal dos políticos que são atrelados aos seus patrões e nem falam mal dos anunciantes que estejam fazendo trambicagem, senão eles tiram a verba de publicidade.".

O cubano não poderia estar mais certo.

Que ande logo essa história da carochinha de jornalismo opinativo da Folha. E que estampe, pela decência e pela credibilidade, na chamada da matéria uma etiqueta preta com os dizerem em branco "O que você vai ler, é como nós achamos que as coisas deveriam ser. O bem do cidadão não está entre nossas prioridades".

Vamos sonhando que um dia isso acontece.
 
De Anais Politico

terça-feira, 14 de junho de 2011

Depois de pane, Telefônica culpa clientes

Paulo Bernardo cobra investimentos no Speedy para evitar panes


da Folha.com
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) cobrou nesta terça-feira investimentos da Telefônica para evitar novas panes no serviço de internet banda larga Speedy, como ocorreu na última segunda-feira (13) e que atingiu consumidores do Estado de São Paulo.
O ministro disse que a empresa precisa investir em rotas alternativas e na gestão dos sistemas para evitar que os clientes fiquem sem acesso à internet.
Pane do Speedy foi em equipamento de conexão internacional
Banda larga Speedy deixa de funcionar, dizem clientes
Acompanhe a cronologia de panes nos serviços prestados pela Telefônica
“Acho lamentável [a pane], eles já tiveram problemas graves no passado. Esse tipo de pane ocorre, me parece que a empresa precisa criar formas de ter um imediato estabelecimento”, afirmou.
Segundo informou a Telefônica na segunda-feira, as instabilidades aconteceram entre 17h15 e 18h30 de segunda-feira nos aparelhos relacionados à saída internacional de tráfego. A empresa afirmou que o sistema já voltou ao normal.
A pane, de acordo com a empresa, foi causada por problemas em dois equipamentos (roteadores) que fazem a conexão da rede brasileira com sites internacionais.
O problema, ainda segundo a companhia, “impediu que alguns clientes do Speedy tivessem acesso a sites hospedados fora do Brasil. As equipes técnicas atuaram prontamente e às 18h30 o problema estava solucionado”.
A operadora informou que, com o grande volume de usuários tentando religar seu equipamento de conexão (modem do Speedy) simultaneamente, houve sobrecarga na rede, o que dificultou o acesso após o serviço ser restabelecido (grifo nosso).
“Mesmo com o restabelecimento do serviço, alguns usuários podem ter encontrado dificuldades para acessar a internet devido ao grande volume de internautas que, ao mesmo tempo, desligaram e voltaram acionar os seus modems”, informou a nota da Telefônica.

ANATEL
Bernardo ressaltou que, apesar de o sistema ter ficado inacessível por pouco mais de meia hora, na internet esse tempo “é uma eternidade”. O ministro disse que consultará o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sadenberg, sobre as providências que serão tomadas pela agência.
“Tem que fiscalizar, tem que cobrar. Em meia hora, ficam milhões de acessos prejudicados, tem uma repercussão econômica”, completou.
Procurada, a Anatel disse que os técnicos da agência estão analisando o ocorrido e deverão instaurar um processo administrativo para investigar a pane.
Na segunda-feira, entretanto, a Anatel disse que o problema aconteceu porque algumas estações de rádio da Telefônica sofreram pane. Problemas em outras regiões também estavam sendo investigados.
A reportagem entrou em contato com a Telefônica e aguarda o posicionamento da empresa.

HISTÓRICO
Problemas no Speedy ganharam destaque principalmente entre 2008 e 2009, quando diversas falhas comprometeram a conexão de usuários paulistas.
Em 2008, uma pane em um equipamento no interior de São Paulo deixou clientes residenciais e corporativos sem conexão por mais de 24 horas.
No início de 2009, até mesmo um incêndio num data center prejudicou as conexões, enquanto em junho, uma pane generalizada deixou boa parte dos 2,7 milhões de usuários sem internet.
A companhia chegou a ser proibida pela Anatel de comercializar os serviços entre junho e agosto de 2009, até que as falhas fossem apuradas e corrigidas.
PS do Viomundo: A Telefônica é uma das empresas que vão fazer a banda larga do ministro Paulo Bernardo, sob “supervisão” da Anatel, ou seja, de ninguém. Como escreveu faz tempo um comentarista deste site, especializado na área, é o serviço casca de noz: a Telefônica fica com o coração da operação, a área financeira, e terceiriza a casca para os clientes. É tudo terceirizado: do call center aos serviços mais prosaicos. Nem o robô que atende aos telefonemas é da Telefônica… Além de entregar a banda larga à Telefônica, o governo pensa em subsidiar o acesso à internet. É o Bolsa Telefônica…
PS do Viomundo2: A Folha vai ficar “no aguardo” de um “posicionamento” da Telefônica? Ou espera as respostas

Aliado de Marina reclama de falta de democracia no PV

Aliado da ex-presidenciável Marina Silva, o dirigente do PV Maurício Brusadin acusou o presidente nacional do partido, José Luiz Penna, de sufocar a democracia no partido.
Cúpula verde destitui Maurício Brusadin da presidência do diretório em São Paulo

Cúpula verde destitui Maurício Brusadin da presidência do diretório em São Paulo

"A direção do PV se encastelou: não se reforma e nem deixa se reformar", afirmou, em carta obtida em primeira mão pela Folha.
O texto será enviado na noite desta terça-feira a dirigentes e militantes do PV em todo o país.
À tarde, a cúpula verde destituiu Brusadin da presidência do diretório verde em São Paulo. O ato agrava a crise entre Marina e Penna, que comanda a legenda desde 1999.
"O cancelamento de São Paulo aconteceu porque o Penna não quer democracia interna e não deseja construir um projeto autônomo para o partido. Tornamo-nos mais um partido como os outros, somos reféns do 'peemedebismo', uma espécie de federação de interesses, cujo desejo maior é entrar em qualquer governo, independente do conteúdo programático", escreveu Brusadin.
"A resposta dada àqueles que pedem por mais democracia, mais tolerância aos que pensam diferente, mais transparência, mais diálogo, mais generosidade foi a velha e tradicional 'canetada do Penna'", afirmou.

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Celebridade e Artistas

Nicole Bahls  Paga peitinho na Praia
Por Flávia Mellho



Qualquer ida de Nicole Bahls à praia é um show à parte. Nesta terça-feira, ela deixou um dos seios à mostra na Praia da Barra. Tudo bem, não é nenhuma grande novidade... afinal, a moça tira a roupa com uma facilidade incrível. A panicat, na verdade, queria tomar sol sem a parte de cima do biquíni. E na hora de jogar os cabelos para trás, ela deixou o peitinho aparecer. Ah, coitada....

De olho na posse

Governo Dilma será melhor ou igual ao de Lula para 83%

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fará um governo igual ou melhor que o do presidente Lula para 83% dos brasileiros, revela pesquisa Datafolha.
De acordo com o instituto, a expectativa de 53% dos entrevistados é que a gestão da petista seja similar à do antecessor. Outros 30% avaliam que ela se sairá melhor.
A estratificação do levantamento mostra que Dilma obtém seus melhores índices na fatia da população menos escolarizada, mais jovem e que declara renda mensal de até cinco salários mínimos.
Foram ouvidas em todo o país 11.281 pessoas, de 17 a 19 do mês passado.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Para 73%, o futuro governo de Dilma será ótimo ou bom. É o segundo percentual mais alto de expectativa sobre o mandato de um presidente eleito desde a redemocratização do país.
Em dezembro de 2002, a expectativa positiva sobre Lula era de 76%.
Os números de Dilma superam os do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) tanto no primeiro mandato (70%) como no segundo (41%). Fernando Collor (1990-92) obteve 71%. Não foi feita pesquisa em 2006.
Os picos positivos foram demonstrados no Nordeste do país, especialmente em Pernambuco (78%), no Ceará (79%) e em Minas Gerais (80%). No Sul, o índice de otimismo cai para 68%.

Televisão - A fazenda

Daniel Bueno vence terceira edição de "A Fazenda"

O modelo gaúcho Daniel Bueno, 33, acaba de ser anunciado como o grande vencedor da terceira edição de "A Fazenda", da Record.
Na final, ele venceu o ator Sergio Abreu e a ex-assistente de palco do "Pânico" Lisi Benitez, a Piu-Piu.
O participante ganhou a vaga na final após vencer Lisi Benitez e Luiza Gottschalk na Prova Roda D'Água, disputada na última quinta-feira (16).
Até se sagrar campeão do programa, o modelo passou por uma única "roça", na qual foi eliminada Janaína Jacobina, com 58% dos votos.

O modelo Daniel Bueno, que foi o grande vencedor da terceira edição do reality show "A Fazenda", da Record

CARREIRA
Bueno já participou dos desfiles de grifes famosas, como Calvin Klein, Ermenegildo Zegna e Giorgio Armani.
Ele também estampou campanhas de marcas como Guess e Banana Republic e gravou um comercial para a empresa de cosméticos L'Oréal.
Mesmo assim, o rosto dele é mais conhecido no Brasil por ter sido namorado da atriz Luana Piovani.
Antes de virar modelo, Bueno chegou a integrar a seleção gaúcha de karatê.
PROGRAMA
O reality show termina com a melhor média de audiência das três edições do programa, que, frequentemente, deixou a Globo em segundo lugar no Ibope.
Em 78 episódios exibidos, "A Fazenda 3" registrou média de 15 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo), com 28% de share (participação entre TVs ligadas).
Na primeira edição, o programa teve média de 14 pontos com 23% de share. Já na segunda edição, alcançou média de 10 pontos com 17% de share.
A quarta edição do programa já está programada para o fim do primeiro semestre de 2011.